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Strip Tease

31 jul

 

Fazia tempo que eu queria ir a uma casa de diversões adultas (leia-se puteiro), mas o Ricardo sempre deixava pra depois, desconversava.

Até que um dia, depois de tanto insistir, ele concordou. Mas colocou uma condição: eu teria que fazer um strip. Gosto de desafios, mas confesso que fiquei com medo e envergonhada. Medo de travar quando chegasse a hora, envergonhada por imaginar que as garotas que faziam isso na casa fossem muito mais bonitas que eu.

Agora quem desconversava sobre o assunto era eu. O Ricardo apenas ria, como se dissesse: ela não vai topar. Mas secretamente eu me preparava pra criar coragem e fazer bonito no meu show. Sim, agora eu já não encarava mais a coisa como uma ida a um local, e sim como um show que eu iria fazer! Rsss

Comprei uma lingerie branca, para contrastar com meu bronzeado de final de verão. Treinava na frente do espelho, tentando achar o momento certo, o movimento certo, a música certa. Às vezes achava vulgar, outras vezes me achava pudica demais. Estava quase desistindo.

Então em uma sexta-feira durante a tarde recebi um e-mail do Ricardo, com a foto que ilustra esse post, escrito apenas: MEDROSA. Ele sabe que a melhor forma de fazer com que a coisa aconteça, é me desafiando. Não respondi o e-mail, mas decidi que aconteceria naquela noite.

Sempre que saímos o Ricardo dirige, mas nesse dia fiz questão de mostrar que eu decidiria pra onde iríamos. Desisti da cinta-liga e das meias, vesti apenas a calcinha branca, uma calça jeans justíssima, botas de cano alto e uma blusa frente única. Quando entreguei as chaves ao manobrista da boate, a expressão no rosto do Ricardo era uma mistura de excitação e surpresa.

Disse pra ele escolher uma mesa perto do palco, e fui procurar a pessoa responsável pelos shows. Expliquei a situação, insisti um pouco, e consegui: na segunda rodada de shows eu entraria.

Fui para onde o Ricardo estava, e ficamos ali bebendo e conversando. Os homens passavam me olhando, como se eu trabalhasse ali, e confesso que isso foi me deixando excitada. Ouvi gracejos e recebi propostas nas duas vezes que precisei ir ao banheiro, e isso me deixou mais confiante.

Chegou a hora dos primeiros três shows da noite. Quando a primeira menina, uma ruiva muito bonita, começou a dançar, eu achei que não conseguiria. Mas olhei em volta, e a devoção que todos os homens lançavam pra ela me fez querer sentir aquilo. Ela chegava bem perto do público, provocava, e todos iam ao delírio.

As outras duas meninas não deixaram por menos: a primeira foi até uma mesa onde estavam dois homens de meia idade, e esfregou no corpo o gelo do baldinho onde estava a cerveja deles. A outra desfilou pelo salão provocando todos e sentando no colo dos mais sortudos.

Quando ela deixou o palco ovacionada pelos homens, eu já sabia: a próxima era eu. O Ricardo me olhava e sorria, decerto achando que eu desistiria. Eu estava morta de medo, mas não iria desistir.

Decidi inverter o jogo: quem iria ficar com medo era ele! Sentei bem pertinho dele e comecei a falar: “você vai ver, quando eu estiver lá em cima, todos vão me desejar… vou a todas as mesas… vou me oferecer pra todos… quem sabe não ganho um bom dinheiro hoje, né?…” Falava e roçava meu corpo no dele, mordiscando sua orelha, arranhando de leve a pele do seu braço. Não sei se ele ficou com medo, mas que ficou excitado, ficou! Me segurava com força e me beijava, dizendo que eu era mesmo uma puta, e que enfim tinha encontrado o meu lugar.

Mandaram me chamar. Em dez minutos eu estaria no palco. Pedi ao Ricardo que aguardasse, pois iria me preparar. No caminho até o camarim, fui parada diversas vezes. Conversei com todos os homens, sempre olhando pro Ricardo. Ele não havia me provocado? Agora iria ver do que eu era capaz!

Fui apresentada às duas meninas que fariam o show no mesmo bloco que eu. Expliquei minha situação pra elas, que acharam o máximo! Me deram algumas dicas, elogiaram meu corpo, e disseram ter certeza que eu iria arrasar. E me deixaram por último, para que eu pudesse ter toda a atenção sem ninguém depois de mim.

Vi a primeira sair, com uma roupa de cowgirl, e enquanto a música tocava eu tentava me concentrar e imaginar como faria. Ela voltou nua, e a segunda foi para o palco vestida de odalisca. Em breve seria eu.

Sentia meu rosto quente, os mamilos doíam de tão durinhos, chegou a minha vez! Entrei no palco escuro, e de repente uma luz acendeu sobre mim. Sem esforço nenhum meu corpo se movia de acordo com a música. Fui ganhando confiança e ocupando assim o palco todo. Me abaixava, junto ao público, e podia ouvi-los me chamando, querendo me tocar. Me livrei de uma bota, depois outra… Fiz a minha blusa subir até a metade dos seios, e depois a deixei cair de novo. Virei de costas pro público e fui descendo a calça jeans bem devagar… Mostrando minha calcinha, minha bunda… Até me livrar dela.

Só de calcinhas e com a blusa frente única, desci do palco e comecei a dançar entre as mesas. A sensação de ser o centro das atenções e desejada por todos no ambiente estava me deixando maluca! Como havia ameaçado o Ricardo, me ofereci pra todos que pude. Havia um rapaz em pé, e de costas pra ele, rebolando encostada nele, peguei suas mãos e fiz com que tirasse a minha blusa. Agora apenas de calcinha, parecia que o mundo era meu. Que eu era a Rainha e todos ali naquela boate meus súditos.

Como a música se aproximava do fim, infelizmente tinha que me apressar. Cheguei em frente à mesa onde estava o Ricardo, e chamei dois homens que estavam por perto. Coloquei cada um segurando um lado da minha calcinha, contei um, dois, três e já: baixaram minha calcinha. Nua, no meio da boate, minha excitação era tanta que eu transaria com todo mundo que estava ali, se fosse possível.

Voltei ao palco a tempo de, no final da música, jogar minha calcinha pro Ricardo. Sob os aplausos e alguns gritos de “mais um, mais um”, deixei o palco. No camarim minhas novas amigas me felicitavam e diziam não acreditar que eu nunca tinha feito um strip antes.

Quando terminei de me vestir, o Ricardo me esperava na porta. Com a minha calcinha na mão e a chave de um dos quartos do puteiro.

Saímos de lá quase de manhã, saciados e querendo repetir a dose. Mas já avisei o Ricardo: se ele não me pagar na próxima, vou ter que receber de outro! rssssssssssssssss

 

Pela Janela

30 abr

 

Dizem que todo ser humano tem um quê de exibicionista e/ou voyeur.

Eu com certeza sou um pouco (às vezes bastante) dos dois.

Durante algum tempo morei sozinha em um apartamento no centro da cidade. Foi uma época de muito trabalho, muito estudo e pouca diversão. Chegava em casa depois da aula, morta de cansaço. Como era um apartamento provisório, faltavam bastante coisas. Inclusive cortinas na janela da sala. Mas como eu raramente ficava em casa, não me importava.

Como sempre foi meu costume, entrava em casa e ia até o quarto tirar a roupa. E no verão era assim que ficava, nua.

Era uma noite de sexta-feira, e finalmente não precisaria acordar cedo na manhã seguinte. Fiz o de sempre, livrei-me logo das roupas e fiquei nua. Mas o calor era tanto que não consegui dormir. Fui então para a sala ver televisão.

Não lembro o que estava passando, mas lembro de estar há tempos sem namorado, por absoluta falta de tempo. E o reflexo azulado da televisão em minha pele me chamou a atenção. Olhei minhas coxas, e procurei o melhor ângulo de luz para elas. Depois a barriga, os seios. Gostei do que vi. Comecei a me tocar.

Deslizei minhas mãos pelas pernas, subi pelos quadris e encontrei meus mamilos já intumescidos. Lambi a ponta dos dedos e comecei a acariciá-los. Belisquei-os de leve, enquanto esfregava as coxas. Logo uma das mãos foi senti meu clitóris durinho. Comecei a acariciá-lo e fui tomada por um tesão incrível.

Enfiei um dedo, sentindo a minha vagina molhada. Trouxe o dedo até a boca, para sentir o meu gosto (adoro isso). Coloquei de novo, e assim fiquei, me esfregando e me tocando.

Quando senti o gozo se aproximando, coloquei três dedos dentro de mim e masturbei-me com força. Cheguei ao orgasmo praticamente só com as costas no sofá, e as pernas totalmente abertas.

Deixei-me escorregar, e fiquei ali curtindo aquela sensação gostosa pós gozo.

E só então me lembrei da janela. Olhei assustada para o escuro da rua, olhando rapidamente as janelas do prédio vizinho. Será que alguém me viu?