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Segundo tempo

2 dez

Ontem eu fui ao shopping começar a comprar os presentes de Natal. Acabei comprando um presente pra alguém, e várias coisas pra mim, mas isso não vem ao caso. rsrsrsrs Já caminhava em direção aos guichês para pagar o estacionamento, quando meu telefone tocou. Era o Ricardo, querendo saber onde eu estava, “só pra controlar”, segundo ele.

Contei que tava no shopping, e que já ia pra casa. E perguntei o que ele estava fazendo.

– Acabei de chegar da academia. – ele respondeu.

– Uhmm… Tá suadinho? – brinquei.

– Suado e de pau duro. – ele respondeu, na sua habitual finesse.

– De pau duro porque? A sua amiguinha não estava lá pra resolver o seu problema? – perguntei, provocando.

– Tava. Mas com ela foi só o primeiro tempo… – ele respondeu abusado.

– Ah… – falei, e segundos depois me odiei por isso. Poderia ter dito “então o segundo tempo vai ser sozinho batendo punheta” ou ainda “azar o seu por não achar um time que não agüenta dois tempos”. rsrsrsrs Mas não. Fiquei ali com meu “ah”, perdendo a provocação mútua que sempre fazemos.

– Vem pra cá. – ele convidou, já com voz de canalha.

Olhei no relógio. Oito e quarenta. Ainda tinha que buscar as crianças na casa da minha mãe. A casa dele até que não era tão fora de mão, mas não podia demorar. Falei isso tudo pra ele, que descaradamente me respondeu:

– A gente dá uma rapidinha. – e desligou o telefone.

Saí do shopping pensando e duelando com os dois sentimentos que afloram em mim quando sei que ele está transando com outra: ciúme e tesão. Sabia que ele não tinha transado com ela naquele dia, mas sabia que já tinha transado outras vezes. Fiquei com ciúmes imaginando ele explorando seu corpo, fazendo-a sentir as mesmas sensações deliciosas que eu sinto, e logo comecei a sentir tesão. A imagem que ele me descrevia, dela com os olhos fechados, a boca aberta pedindo que ele fosse mais fundo, me irritava e me deixava doidinha. Queria ver, queria ver o suor dele pingando sobre o corpo dela, vê-la abrindo mais as pernas, avisando que ia gozar, e ao mesmo tempo queria que isso sumisse da minha cabeça. Eu sei que vocês vão me achar maluca, já que eu concordo com tudo isso, e vão até me condenar porque eu também transo com outros homens e portanto não poderia me sentir assim, mas é assim que me sinto. E gosto de me sentir assim. Pior seria se eu não tivesse nem aí.

Estacionei o carro na garagem e subi no elevador pensando nela de quatro, e ele lambendo-a por trás. Sob meu vestido soltinho, apertei as coxas uma contra a outra. Que delícia. Pude imaginar a língua entrando e saindo da vagina dela, e pensei que, naquela situação, eu me abriria ainda mais com as mãos, pra que a língua dele me fodesse ainda mais fundo.

A porta estava encostada, e chamei por ele. Me respondeu da cozinha, dizendo que estava pegando um suco pra nós. Larguei minha bolsa sobre o sofá, tirei o vestido pela cabeça e fui até a cozinha. Ele se virou, e surpreso, ficou petrificado com dois copos de suco nas mãos. Sorri, peguei os copos das mãos dele, e passei o vidro gelado nos seios, que ficaram ainda mais intumescidos. Larguei-os sobre o balcão, levei os dois dedos à boca e assobiei alto. E falei:

– Começou o segundo tempo.

Beijei sua boca, seu pescoço, seu peito, sua barriga, sentindo seu suor, seu cheiro… Baixei o calção e coloquei o pau na boca, fazendo-o endurecer rapidamente.

Ele me puxou pra cima, arrancou a minha calcinha e praticamente me jogou sobre o balcão da pia. Tocou a minha buceta melada, sorriu satisfeito, me chamou de puta, disse que eu tava sempre pronta pra dar e colocou o pau na entrada da minha buceta.

Enfiou de uma só vez, me abrindo, me alargando, me tirando o ar. Olhei nos seus olhos e falei:

– Puta, sim. A sua puta.

Ele puxou meu rosto e beijou a minha boca, com o pau todo dentro de mim, e respondeu:

– A puta que eu amo.

Pena que o segundo tempo tinha só quarenta e cinco minutos. E que não dava tempo pra prorrogação.

Adoro compras!

11 jun

 

Adoro compras, o Ricardo as odeia…rs

Mas sempre que posso e consigo, arrasto ele pro Shopping, normalmente ele me da uns perdidos e se “esconde” nas livrarias, mas nesse dia estava disposta a tê-lo ao meu lado o tempo todo.

Como conseguiria tal intento ainda não sabia, mas até chegarmos lá, iria descobrir um jeito, ah iria sim!

Pois muito bem, o stress começou no estacionamento. O Ricardo já fazendo cara de poucos amigos, nenhuma vaga disponível, e eu já prevendo tempestades pro meu lado.

Tá certo, homem não sabe o prazer que sentimos em fazer compras, pra eles tudo é muito prático, tudo muito simples, claro, a indústria da moda não gasta bilhões por ano para deixá-los mais bonitos, uma calça, uma camisa, um sapato, um perfume e pronto, eles podem ir onde quiserem que estarão bem apresentados.

Conosco é o oposto, temos tantas opções que nos perdemos, o universo feminino é repleto de “segredinhos” que apenas outra mulher consegue entender.

Ok, concordo que nos vestimos primeiro para nos sentirmos bem, segundo para causar inveja a outras mulheres (rsrsrsrsrsrs) e em terceiro para chamar-lhes a atenção, já que sabemos de antemão que eles pouco reparam se nosso sapato é preto ou vermelho, enquanto o vestido é verde (exagerei, né? rsrsrsrss), mas exageros à parte, homem não consegue lidar com nossas bolsas, por exemplo, o Ricardo, quando peço para pegar a chave que esta dentro do bolsinho de dentro da bolsa, se perde e me entrega a bolsa inteira, às vezes com comentários ácidos do tipo: “nem pensar que vou enfiar a minha mão aí, é capaz dela se perder e nunca mais voltar ao meu braço”.

Enfim, temos mesmo muitas coisinhas interessantes, muitos truques de maquiagem para disfarçar o cansaço depois de uma longa semana de trabalho, um cinto que ficará per-fei-to com aquela bota nova que ganhei, ou então um brinco que será a sen-sa-ção da festa da Julia, é tão simples, mas homens, definitivamente não compreendem isso.

Voltando ao shopping, finalmente conseguimos uma vaga e nos dirigimos para as escadas que dão acesso ao piso que queria visitar, no meio do caminho percebo o olhar do Ricardo em direção a livraria, seguro com força em seu braço e apresso o passo para passarmos em frente, falando sem parar e rapidamente sobre qualquer assunto para que ele não perceba a minha manobra. Uffa, consegui, menos uma livraria!

Quando chegamos em frente à loja que queria visitar naquele dia, o Ricardo me olha com seu olhar mais mortal e diz: NEM PENSAR!

Faço bico, encosto meu corpo todo no dele e digo com voz macia em seu ouvido: “ah, amorzinho, mas preciso da tua opinião para o que estou pensando e se você não entrar comigo, não vou mais querer comprar nada, podemos ir embora”, e o bandido aceita na hora.

Fico brava e digo que ele não quer a sua mulherzinha linda, não se importa mais com meus sentimentos, minha necessidade, e daí pra frente, ele já sabe que se não entrar comigo na loja, terá que me ouvir durante séculos dizendo da insensibilidade dele…rs

Consigo fazê-lo entrar e sentar perto dos provadores, dou uma revista pra ele folhear e saio em busca dos modelitos que tenho em mente, volto depois de algum tempo e vejo que o tédio já faz morada no meu Ricardo, sorrio rapidamente e me enfio no provador.

Troco a roupa por uma que acredito causará frisson no Ricardo, abro a porta e chamo-o para dizer o que acha daquela peça em questão.

A reação do Ricardo ao entrever a porta é imediata…rs… como já previa… a lingerie causa o efeito desejado e em menos de dois minutos o Ricardo já esta dentro do provador, porta devidamente fechada e as mãos e boca dele onde eu queria desde o início…rsrsrs

Adoro compras!