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Final de semana

27 out

Eu e o Ricardo adoramos ir para a praia.

Sempre que estamos por lá, a sensação que nos envolve é de alheamento completo com o resto do mundo.

Mesmo quando as crianças vão conosco, conseguimos esse clima.

Nesse fim de semana específico, as crianças estavam passeando com os avós, isso nos deixou um final de semana completamente sozinhos.

Fico meio esquisita com a ausência delas, mas estava tão empolgada com o final de semana IN TEI RO só pra gente, que o convidei para irmos para a praia.

Não deu outra, menos de meia hora depois do convite, estávamos com o pé (quer dizer, os pneus… rssss) na estrada.

O Ricardo é apaixonado pelo mar, e eu não sou tão diferente assim dele, não sei explicar a fascinação que aquela imensidão de água exerce sobre mim. Tenho medo e tesão, tenho respeito e deslumbramento.

Durante o trajeto todo, conversamos tranqüilamente, num clima de cumplicidade e conhecimento que só o tempo consegue amadurecer entre as pessoas. Chegamos à noite ao apartamento, descarregamos a bagagem e fui pro quarto para arrumar nossas coisas, abrir as janelas, enquanto o Ricardo ficou ali pela sala mesmo.

Aproveitei esse tempo para tomar um banho relaxante e já me sentia naquele clima de “ninguém mais existe por aqui, só eu e o Ricardo”.

Fui pra sala, e o Ricardo estava na sacada, já com duas taças de vinho, me esperando, enquanto admirava aquela imensidão de água e estrelas.

A noite fresquinha, a brisa que entrava no apartamento, e eu ali, só admirando o perfil sereno dele contra a grade da sacada, naquela contemplação muda.

Fiquei imaginando no que ele estaria pensando, no que estaria sentindo – às vezes a curiosidade feminina é maior que ela mesma…rsss – queria poder penetrar (ops… rsss) nos pensamentos dele, queria conseguir sentir – de uma forma diferente, dentro dele –  o que ele estava sentindo, naquele momento, queria ser ele!

Então, acho que tanto que o observei, ele virou com aquele sorriso que até hoje mexe com meus sentidos, faz bater diferente meu coração, e me estendeu a mão, me puxando pra junto de si e naquela hora eu era completa, era como se me fundisse nele e conseguisse sentir tudo aquilo que queria descobrir antes, e a sensação era de plenitude completa, uma paz sem igual, um amor enorme, e eu chorei!

Não sou dada a choros descontrolados (rsss), normalmente sou prática, e talvez tenha sido as minhas lágrimas que tenham estranhado pra ele, sem dizer uma palavra, me abraçou, e me beijou, um beijo doce, terno, cheio de um carinho tão conhecido.

Ficamos assim por algum tempo, até que me recompus. O Ricardo pegou as taças com vinho, levou pra sala, voltou pra sacada, me pegou no colo e me levou pra dentro do quarto, tirou a minha roupa com delicadeza, com um cuidado impar, e me amou de forma terna, mansa, lenta, como se quisesse perpetuar todo o sentimento de paz no ato do amor, e demonstrar que vez por outra, fazer “amorzinho” é tão especial quanto as loucuras que nos permitimos em outros momentos.

O final de semana todo foi assim, calmo e relaxante.

 


Eu vi o que você fez e sei quem você é!

17 jul

 

Bem, não foi a frase do título desse post que escutei quando atendi o telefone, mas poderia ter sido.

Foi um ou dois dias depois da minha transa na sacada. Fazia pouco tempo que tinha entrado em casa, e o telefone começou a tocar. Na primeira vez que atendi, desligaram. Isso me irrita profundamente. Na segunda, já atendi um pouco ríspida, e a pessoa se desculpou:

– Oi, me desculpe… Estou procurando uma pessoa, e desliguei na primeira vez…

Era um homem, e mesmo com sua voz bonita e seu pedido de desculpas, não quis dar muito papo.

– Ok. Mas não deve ser nesse número não.

Já ia desligando, quando ele falou:

– Eu acho que é, sim. Nos outros números só atenderam velhas ou crianças, e tenho certeza que nenhuma delas faz sexo na sacada.

Puta que pariu! Quase caí pra trás. Fiquei sem ação.

– Acho que acertei o número. – ele falou, agora cheio de confiança, mas ao mesmo tempo cuidadoso para não me assustar.

Ele continuou:

– Não quero chantagear você, nem fazer nada de mal… Na verdade eu queria era agradecer o espetáculo. – ele seguiu falando, tentando fazer com que eu não desligasse – Também não quero encontrar você, não vou seguí-la pelas ruas, nem nada disso. Apenas quis fazer um contato, porque… sei lá, eu precisava, sabe? Não vou comprar uma luneta, nem ficar cuidando você 24 horas.

Confesso que estava assustada. Era óbvio que alguém devia ter nos visto naquele dia. Na hora, pensar nisso me excitou ainda mais. Mas agora eu não sabia o que fazer. E se esse cara fosse um maníaco?

– Como é o seu nome? – perguntei, na esperança de descobrir alguma coisa.

– Não importa, não vamos nos conhecer, nem nos encontrar… Eu sei que você tem namorado, é que eu sem querer vi o que aconteceu naquele dia, e precisava falar com você.

– Namorado não, noivo. – menti, como se fizesse alguma diferença – Bom, agora já falou, né?

– Sim, mas eu queria que você soubesse que foi ótimo ver você, o jeito que você mexia, que rebolava, eu sentia que era eu que estava ali com você.

“Safado! Abusado! Tarado!”, tive vontade de gritar. Mas quem tinha ido trepar na sacada era eu, não era? Agora tinha que agüentar.

– Tá, mas olha só, meu noivo vai chegar e…

Ele me interrompeu:

– Eu sei que provavelmente você vai desligar, e que nunca mais iremos nos falar. Pelo menos deixe eu lhe dizer como me senti…

Fiquei sem ação. Ele deve ter entendido como um sim. Tá, confesso que eu fiquei curiosa, era mais ou menos um sim. Ele continuou:

– Eu vi na hora que você foi pra sacada. Com aquele casaco aberto por cima, mal cobria seus seios. Fiquei escondido atrás da cortina torcendo pra que você tirasse o casaco. Depois você virou meio de lado, que corpo lindo você tem!

– Obrigada. – me ouvi agradecendo, sem me dar conta que dava mais corda pra ele.

– De nada. Sabe, se eu fosse o seu noivo, teria feito a mesma coisa que ele. Teria chegado por trás, tocado em você. Mas teria tocado mais, teria passado minhas mãos por todo o seu corpo, sua nuca, seus seios. Eu adorei seus seios! Você gosta que toquem neles? Você gosta que apertem?

– Gosto. – Que burra, tinha acabado de entrar no jogo dele.

– Eu ia apertar os seus seios, enquanto mordiscava a sua nuca. Isso iria te deixar toda arrepiada, né? Eu aposto que você iria adorar. Logo estaria roçando a bundinha em mim.

O filho da puta sabia como fazer. Me peguei imaginando aquela cena.

– Mas sabe o que eu faria? – ele continuou – Eu me abaixaria, lambendo as suas costas, descendo… Abriria as suas pernas e lamberia você por trás. Imagina só, você ali, com a cabeça pra fora, olhando lá embaixo, e eu lambendo você.

Fechei os olhos. Estava começando a ficar excitada. Ele deve ter notado, pela minha respiração, ou por eu não ter desligado ainda, sei lá.

– Você gostaria assim, não gostaria?

– Sim, acho que sim. – respondi meio gaguejante.

A cena se formou na minha cabeça. Não imaginava nem o visual que tinha visto naquele dia, imaginava apenas uma sacada, eu com as pernas abertas olhando lá embaixo, e uma língua desconhecida lambendo tudo… minha buceta, meu cuzinho. Senti minha calcinha melada entre as pernas.

– Aposto que você ia rebolar na minha língua, enquanto beliscava seus próprios mamilos.

O desgraçado sabia o que falar. Desci minha mão entre minhas pernas, não querendo acreditar que estava tão melada.

– Eu vi naquele dia que você rebola gostoso.

– Viu, é? – respondi, sentido minha excitação nos meus dedos. Tirei a calcinha.

– Sim, adorei você rebolando… Eu nem teria comido você do jeito que ele comeu. Teria feito em pé mesmo, atrás de você. Só pra ver o jeito que você rebola. Eu ia mandar você rebolar, com a cabeça do meu pau dentro de você… Você gosta assim, né?

Eu já estava me masturbando, e tinha certeza que ele também. A voz dele era de excitação, a respiração pesada, e a minha não devia estar diferente.

– Gosto assim, gosto de tudo que é jeito.

– É mesmo? De tudo que é jeito? Sabe aquela mesa que tem na sua sacada? Eu comeria você ali em cima, também. De barriga pra cima, as pernas estendidas e abertas, os seios balançando cada vez que eu metia mais forte.

Ele ainda falou mais, falou de outras formas e posições que me comeria, e acabamos gozando juntos, ele gemendo de um lado da linha e eu de outro.

Marcamos de conversar de novo dali a dois dias, e mais uma vez tivemos prazer. Assim seguimos por bastante tempo. Não posso dizer que ficamos amigos, pois só falávamos sacanagem. Nunca soube nada da vida dele, e nem ele da minha.

Sempre quis encontrá-lo. Queria testar aquela química toda ao vivo. Tinha certeza que pegaríamos fogo. Mas ele nunca aceitou, não sei porque.

Um dia ele me ligou meio triste, dizendo que era a nossa “transa” de despedida. Não quis me explicar a razão, mas disse que um dia faria contato comigo de novo.

Me mudei, troquei de telefone, e acabamos nunca mais nos encontrando. Quem sabe ele não lê isso aqui, né?

 

Na sacada

25 jun

 

Eu prometi, então vou começar a contar. Aí vai a primeira:

Era um domingo, tão chato como só um domingo consegue ser. Acordei tarde e fiquei enrolando na cama, mudando de um canal pra outro na TV. E então o telefone tocou.

Marcos, meu quase-namorado na época, estava voltando de viagem. Me disse que chegaria na cidade por volta das seis da tarde e que viria direto pra minha casa. Já fazia duas semanas que não nos víamos, e quase derreti com o telefone na mão quando ele disse: “estou morrendo de saudade e louco pra ver a minha putinha”. Eu também estava.

Levantei da cama com ânimo renovado e fui tomar um demorado banho. A vontade de estar com ele novamente e a minha imaginação fizeram o banho demorar ainda mais.

Saí pra almoçar perto de casa, para poder voltar logo e colocar em prática o que tinha imaginado no banho.

Quando o porteiro avisou pelo interfone que o Marcos estava subindo, destranquei a porta e fechei as cortinas. Com algumas velas acesas pela sala, Tom Waits tocando no cd player, o ambiente estava montado. Mas acho que ele nem percebeu nada disso, pois quando abriu a porta, carregado de malas e pacotes de presente, deu de cara comigo em pé, encostada na bancada, de cinta-liga, meias 7/8, corpete e só.

– Não estava com saudade da sua putinha? Aqui está ela. – eu falei.

Nunca vi alguém fechar a porta/largar as malas/se livrar de pacotes/começar a tirar a roupa em tão pouco tempo. Em segundos estávamos nos beijando e eu sentindo novamente suas mãos fortes no meu corpo todo. Me arrepiava com o simples toque das suas mãos na minha pele, e sentia seu pau duríssimo encostando em mim. Consegui abrir seu cinto, o zíper e libertar o pau de dentro da cueca, para logo aprisioná-lo de novo, só que na minha boca.

Não fiquei muito tempo chupando, estávamos os dois sedentos de uma trepada, penetração e gozo, mesmo. As preliminares poderiam ficar pra depois. E ali mesmo, na sala, sobre o tapete, com ele ainda de camisa, calça arriada nos calcanhares, sapato, eu subia e descia fazendo-o entrar e sair dentro de mim. Gozamos praticamente juntos, ansiosos de prazer que estávamos.

Deixei meu corpo cair sobre o dele, e ali ficamos, conversando e nos beijando, por um tempo.

Enquanto o Marcos foi ao banheiro, eu abri as cortinas e o céu estava naquele tom alaranjado, com o sol quase desaparecendo no horizonte. Peguei o casaco do Daniel que estava sobre o sofá, coloquei-o por cima dos meus ombros pra esconder um pouco a minha nudez, e fui pra sacada ver o por do sol.

Escorada no parapeito, senti o Marcos chegando por trás de mim. Como o casaco apenas passava um pouco dos meus quadris, ele aproveitou e colocou a mão entre minhas pernas. Logo seus dedos brincavam dentro de mim, e no oitavo andar, com o sol se pondo na minha frente, os carros passando na avenida lá embaixo, eu rebolava devagar, sentindo um prazer maluco.

Ele me puxou pra uma cadeira e me fez sentar no seu colo. Com seu pau dentro de mim, meus seios na sua boca e o mundo na minha frente, gozei. Gozei ali, na sacada, com pelo menos o por do sol como testemunha.