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Calcinha pequena

3 jun

Lá na casa onde ensaiávamos com a banda, tinha sempre muita gente. O clima era sempre de festa, rapaziada entrando e saindo, amigos, desconhecidos, e claro, muitas meninas bonitas.

Muitas vezes todos nós praticamente morávamos lá, era tão bom que nem dava vontade de voltar pra nossas casas. O baixista, o dono da casa, realmente não se importava com aquela bagunça. Vivia a pleno os seus anos de rock and roll.

Tinha uma menina que, pelo menos duas vezes por semana, saía da faculdade e ia pra lá. Pegava ainda um pouco do ensaio, e depois ficava por ali, bebendo e conversando com todos. Era uma morena linda, olhos castanho-claros, e um sorriso de tirar o fôlego. Usava roupas sempre justas, abusando dos contornos que seu corpo lindo oferecia. Eu achava que ela tinha alguma coisa com o dono da casa, pois estavam sempre juntos e por diversas vezes eu e praticamente todo mundo tinha ido embora, e ela continuava por lá.

Numa noite de sexta-feira, a bebedeira foi forte. A nossa música foi a mais pedida durante a semana toda em uma rádio local, e todos estávamos lá para comemorar. Infelizmente não lembro de muita coisa…

Lembro apenas que era muita gente, muita bebida, e muita mulher. E lembro vagamente de estar acordando no outro dia, em um dos quartos da casa, com o movimento de alguém levantando da cama. Ainda desnorteado, só consegui abrir os olhos na última cena: ela subindo a calça jeans. E cobrindo aquele corpo perfeito, aquela bunda onde desaparecia uma minúscula calcinha. Não tive tempo de falar. Ela virou, me mandou um beijo, e foi embora.

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Namorei com ela depois disso, acho que uns dez meses. Ela, sacana que era, me deu várias versões praquela noite. Desde que eu tinha falhado até as mais inimagináveis possíveis.

E eu nunca soube o que realmente aconteceu. Mas sei que valeu a pena. Até hoje lembro da calça subindo devagar, e ah, aquela calcinha bem pequena…

It’s Only Rock and Roll

27 jun

 

A banda tocava ensurdecedoramente alto, mas ninguém parecia se importar. Ao contrário, todos dançavam e se divertiam sob o comando do vocalista.

Eu me divertia também. Atrás do palco, meio em pé, meio escorado, de vez em quando dava uma olhada no que acontecia lá fora. À minha frente, de joelhos, a garota ora enfiava meu pau quase até a garganta, ora  ficava punhetando-o e lambendo apenas a cabeça.

As luzes do palco trocavam de cor, dando tonalidades diferentes àqueles cabelos vermelhos, à roupa de vinil colada no corpo, à pele branca com várias tatuagens.

Eu nem sabia o seu nome, e acho que nem fiquei sabendo depois. Só lembro bem da sensação: o chão parecia tremer, o público cantando de maneira enlouquecida e eu, de olhos fechados, despejando a minha porra na boca da garota.

Mais uma cidade, mais uma garota.

Bons tempos…

It’s Only Rock and Roll, but I like it!!