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Fazendo as pazes na cama

30 nov

Eu andava muito irritada com o Ricardo. Coisas de casal. Eu tenho minhas má fases, ele tem as dele, todo mundo tem as suas. O brabo é quando as fases ruins são juntas! rsrsrs

Fora que ele tem uma mania, independente da fase, de querer centralizar as decisões do que vamos fazer. Se eu quero comer sushi e ele quer churrasco, adivinha aonde vamos? E dirigindo, então? Ele chega ao ponto de perguntar: “vamos pela rua A ou pela rua B”? Se eu falo que pela B é melhor, não tem trânsito e é mais curta, adivinhem? Ele vai pela A! Que cara chato! rsrsrsrs

No último feriadão foi a gota d’água. Eu queria ir pra serra, ver o Natal Luz. Eu gosto, as crianças gostam, ia ser tudo de bom. Dias antes, começou o stress: “Gramado vai estar lotado”… “Serra no calor? Imagina! É época de ir pra praia!”… E assim por diante. Me encheu, encheu, encheu, até que, para variar, eu cedi.

Natal Luz em Gramado/RS

Fomos pra praia. Alguém aqui conhece, pelo amor de Deus, o litoral do Rio Grande do Sul? Vou explicar como é: ali na divisa com Santa Catarina, tem Torres. Uma praia bonita, com rochedos à beira mar. Um passo depois de Torres, sim, eu disse UM PASSO depois, começa uma faixa de areia que vai até o Uruguai. Simples assim. Não tem um morro, uma enseada, um visual pra curtir. É só areia e mar por, sei lá, quinhentos quilômetros. E que fique claro: eu gosto de lá. Vamos sempre que podemos, temos vários amigos, uma ótima casa e tudo mais. (Ok, agora relendo isso, vejo que o problema não é o areião até o UY, e sim porque eu queria ir pra serra! rsrsrsrs). Durante o verão, 60% do tempo não dá pra ir na beira do mar. Ou a água está da cor marrom chocolate, ou o vento arranca os guardas sol, bonés, vira as cadeiras, enfim… Eu queria ir pra serra! rsrsrsrs

Algum lugar do litoral gaúcho

Claro que a estrada estava cheia, e que nos arrastamos até o litoral. Ao menos ele me perguntou se eu queria ir no meu restaurante de frutos do mar preferido, e não mudou o rumo no meio do caminho. Jantamos, passeamos um pouco, e fomos dormir.

O dia seguinte amanheceu acinzentado, e quando abri a janela uma rajada de vento quase me jogou longe. Que maravilha! Sem praia naquele dia. Emburrei, e se ele notou não demonstrou. Acordou quase ao meio dia, querendo saber o que iríamos almoçar. Troglodita. Eu mal respondi, querendo demonstrar a minha insatisfação, mas ele parecia feliz com o silêncio. Ficou lá jogando Play 3 com as crianças, e de vez em quando dizia pra me perguntarem o que teria de almoço. Fiz um macarrão de qualquer jeito, e todo mundo comeu sem muita vontade. Já de tarde, as crianças saíram de bicicleta, e ficamos só os dois em casa. Deitei na rede com um livro na mão e mergulhei na história. Li umas dez ou quinze páginas, cada vez mais absorta, e quase morri de susto quando ele arrancou o livro da minha mão e jogou longe, para se jogar sobre mim, me beijando e me lambendo o rosto, o pescoço, as orelhas. Explodi. Gritei, xinguei, rodei a baiana. Ele ficou só me olhando, como sempre faz quando eu começo a briga, e como sempre isso me irritou ainda mais. Gritei mais, xinguei mais, me descontrolei. Ele se levantou, olhou bem nos meus olhos, balançou a cabeça e fez aquele gesto que eu mais odeio: jogou a mão pra frente, como quem diz “tu não sabe de nada”. Depois virou-se e saiu.

Passamos praticamente todo o feriado sem nos falar, e durante as noites dormíamos bunda com bunda na cama. No segundo dia eu já me arrependia de tudo que tinha dito e feito, mas não podia dar o braço a torcer. E se depender do Ricardo ele passa o resto da vida sem falar nada. Impressionante.

Na viagem de volta, com direito a três horas de engarrafamento, não trocamos uma palavra. E assim ele me deixou em casa e foi embora. Fiquei angustiada. Eu sabia que mais cedo ou mais tarde faríamos as pazes, mas essa espera me matava. Pra mim já estava resolvido, já tinha vomitado todas as coisas que me incomodavam e mais outras que nem sei por que acabei falando, em cima dele. Mas ele não. Ficava lá, remoendo e me ignorando.

A semana foi passando, e nada mudava. Eu mandei algumas mensagens e ele respondeu sucintamente. Puxava papo no MSN, mas ele não desenvolvia a conversa. Comecei a ficar preocupada. Já era sexta feira e nada mudava. No sábado liguei pra ele e disse que precisávamos conversar. Ele concordou, mas disse que teria que ser à noite, já que tinha compromissos durante o dia. Curiosa e metida que sou, tive que me conter pra não perguntar o que era. Pelo andar da carruagem, nem sabia se éramos ainda namorados.

Na hora marcada toquei a campainha. Nada. Estranhei, já que o carro dele estava na garagem. Depois de mais algumas tentativas, resolvi procurar a minha chave na bolsa. Ah, bolsa de mulher. Tive que tirar praticamente tudo para fora, no corredor, até achar a maldita chave. Guardei tudo de novo e fui abrir a porta.

Abri devagar e estava tudo escuro e silencioso. Já me irritei. Marca a hora e não está em casa! Fechei a porta atrás de mim e atravessei o hall, deixando para acender a luz da sala. Quando estiquei o braço em direção ao interruptor, alguém me pegou por trás, cobrindo a minha boca com uma mão, e com a outra prendendo meus braços. Levei um susto absurdo, mas antes que eu pudesse ter qualquer reação, fui empurrada em direção a parede.

– Cala a boca e não reclama. – a pessoa falou, e achei ter reconhecido a voz. Prensada contra a parede, tentei me virar, reagir, mas ele era muito mais forte que eu.

Senti a língua áspera roçando a minha orelha, e depois lambendo minha bochecha.

– Fica nervosinha quando te lambem o rosto, né? – Puta que pariu. Era o Ricardo! Qual era a dele? Queria me matar do coração?

Ele não deixava eu me mexer, e de assustada passei a ficar irritada. Com um lado do rosto todo babado, eu agora babava era de raiva. Ele parecia se divertir. Mas como sempre, sabia a coisa certa a ser falada:

– Relaxa… Relaxa e aproveita… Eu sei que tu gosta da minha língua… Sei que tu tava com saudade…

Comecei a baixar a guarda. Eu estava sim com saudade. Odeio ficar brigada com ele e sentia falta de conversar com ele, de ser tocada por ele.

– Não entendo a razão que tu só quer brigar… Tem tanta coisa melhor pra gente fazer…

Agora eu já não tentava reagir, e ao invés de me segurar, sua mão passou a percorrer meu corpo. Que delícia, que saudade. Levei uma mão à parede e arrebitei a minha bunda de encontro ao seu corpo. Enquanto uma mão ainda me cobria a boca (vai que eu resolvesse discutir a relação! rsrsrs), a outra entrava pelo meu decote. Tocou meus seios, me deixando toda arrepiada. Ele sorriu. Sabia que o jogo estava ganho.

Mordeu a minha nuca e, quando a pressão da mão na minha boca relaxou, mexi os lábios até colocar um dedo dentro da boca. Lambi e chupei como se fosse um pau, rebolando de leve a bunda de encontro ao pau de verdade, que duro parecia querer me penetrar mesmo por cima do vestido. Ele me virou de frente, de maneira brusca, me empurrando novamente de encontro à parede. Nossos lábios se tocaram em um beijo feroz, lambido, babado, mordido… Arrancou meus seios do decote, abocanhando-os com sofreguidão, arrancando de mim gemidos de prazer, enquanto enfiava uma das pernas pelo meio das minhas. Rocei minha buceta na sua coxa, enquanto ele mamava meus seios.

Ele tateou as minhas pernas, subindo pelas minhas coxas, até chegar ao meu sexo. Subiu meu vestido, tocou minha calcinha e falou:

– Como tu vem fazer as pazes comigo de calcinha? Quem faz as pazes de calcinha?

E, de surpresa, de supetão, de uma só vez, puxou a minha calcinha, rasgando-a, me assustando, me fazendo dar um grito e amolecer as pernas de prazer. Colocou dois dedos dentro de mim, de forma brusca e violenta, me dando ainda mais tesão. Eu gemia e delirava, encostada na parede com as pernas abertas. Com a outra mão ora enfiava os dedos na minha boca, para depois passar a minha saliva no meu rosto, ora apertava e beliscava meus seios com força. Tentei tocar nele, mas ele não deixou.

– Não tá brigada comigo, sua chata? Então nem vem fazer carinho…

Agora eu já mexia os quadris, enquanto ele enfiava os dedos com força. Me pegou pelos cabelos, puxando meu rosto para trás, enquanto me xingava e me dizia que no dia que não tivéssemos mais nada, ele iria ser apenas meu amante, iria apenas me fuder. E eu estava simplesmente adorando aquilo! Eu não conseguia falar nada, pois quando não estava com os dedos dele na minha boca, estava gemendo de tesão.

Ele abaixou as calças e me empurrou pro chão, me colocando de joelhos na sua frente. Com a mão atrás da minha cabeça empurrou a minha boca em direção ao seu pau, naquele gesto que as mulheres odeiam, mas que naquele momento eu adorei. Abri a boca e envolvi aquele pau gostoso e cabeçudo, lambendo, chupando, babando, sugando. Me segurando pelos cabelos, ele comandava o ritmo. Eu sabia que ele estava maluco de tesão, pela maneira que o seu pau pulsava na minha boca, e para não gozar, ele de vez em quando tirava e batia com ele no meu rosto. Eu, de olhos fechados e a boca aberta, me deliciava.

Quando eu menos esperava, ele me puxou pelos cabelos, me colocando em pé na sua frente. Beijou minha boca com ardor e violência, e foi me empurrando até o sofá. Parei em frente ao sofá e ele, transtornado, mandou:

– De quatro, sua puta.

Sustentei o olhar, só de birra (ou pra ele usar a força mesmo! rsrsrs). Ele me empurrou no sofá, e com as mãos fortes me fez ficar de quatro, com a bunda arrebitada em sua direção. Abriu as nádegas com a mão e fez algo que eu detesto, mas que mesmo assim me fez derreter de tesão: cuspiu na minha bunda. Ele viu que eu ia reclamar e empurrou meu rosto de encontro ao encosto do sofá, me silenciando, enquanto colocou a cabeça do pau na entrada da minha bunda. Foi enfiando sem dó, me abrindo, me rasgando, me alargando, e eu tomada de tesão que estava, gemia abafada de dor e prazer. Quando entrou tudo, começou a estocar, sem carinho, uma coisa tesuda e animal, sem pudor, sem piedade. Eu simplesmente não agüentei. Joguei a bunda para trás, de encontro ainda mais ao corpo dele, e gozei. Gozei com ele enterrado dentro de mim, me comendo com força, com tesão, com saudade…

Logo em seguida ele tirou o pau da minha bunda e esporrou em mim, nas minhas costas, nas minhas nádegas. Deixei meu corpo cair no sofá, dolorida e extasiada, enquanto ele sentava no chão ao meu lado.

Ficamos um pouco em silêncio, eu tentando voltar ao normal, e ele acariciando as minhas costas. Até que ele pegou o cigarro na mesa de centro, acendeu e lá pelas tantas falou:

– Senti a tua falta. Fala, pode falar. Vamos nos acertar…

Ele já dera o show dele, né? Agora eu daria o meu.

– E de onde você tirou que eu vim aqui pra fazer as pazes?

Ele me olhou, sem entender. Levantei com dificuldade, a bunda dolorida, e baixei o vestido, sujando-o todo de porra, azar.

– Eu vim aqui pra dizer que não quero mais nada com você.

Dei alguns passos com dificuldade, diante de um incrédulo Ricardo que, sem ação e com a boca aberta, não se movia.

– Ah, e tem mais uma coisa! – bradei, voltando-me na direção dele, caminhando ao seu encontro. Parei bem na sua frente, em posição de superioridade e ameaça, e falei:

– Isso aqui foi um estupro! – e antes que ele pudesse sequer pensar alguma coisa, empurrei-o para trás, de costas no chão, sentei no seu peito e concluí:

– E agora é a minha vez!

Escorreguei para a frente e sentei em seu rosto, colocando a minha buceta melada na sua boca deliciosa.

Existe maneira mais gostosa de fazer as pazes?

Troca de casais – Parte I

24 fev

É curioso como as coisas acabam acontecendo. Você se programa, sai de casa com a cabeça pronta para o que deseja que aconteça, vai a uma casa de swing, e nada acontece como você planejou. A noite não está boa, as pessoas não te agradam, não rola química. E nada acontece, só aquela frustração. Quantas vezes isso já aconteceu com todos nós, né?

E às vezes quando você menos espera, acontece de tudo. Sem programação, tudo na maior surpresa e comandado apenas pelo tesão. Eu gosto assim. E foi assim que aconteceu na praia, nesse final de semana.

Uns amigos nos convidaram para uma festa à beira da piscina, em um condomínio à beira mar. Pessoal animado, champanhe, um DJ tocando boa música, tudo ótimo e muito divertido. Logo nos enturmamos e conversávamos com todos à nossa volta. O casal anfitrião, os nossos amigos, não mediam esforços para deixar todos à vontade.

Nos acabamos dançando, e foi na pista de dança que conhecemos a Patrícia e o Marcelo. Dançando conosco e dividindo petiscos e taças de champanhe, nos divertíamos os quatro juntos. Os dois formavam um casal muito bonito e animado, trocavam carinhos e insinuações enquanto dançavam, sem perder a elegância, me levando a, como sempre faço, imaginá-los em ação. Gostei do que imaginei. rsrsrs

Não sei se por causa da minha imaginação, ou se por causa das taças a mais de champanhe, mas passei a olhá-los com mais interesse. Interesse esse que foi notado por eles e pelo Ricardo, que divertido, me olhava com um sorriso sacana no rosto. Então o DJ anunciou uma marchinha de carnaval, e sob o olhar dos dois homens, eu e a Patrícia nos esbaldamos na pista. Logo emendou um tema de escola de samba, e nós duas sambávamos alegremente, uma olhando nos olhos da outra, um olhar que demonstrava desejo e cumplicidade. De minha parte, desejo não nela, mas desejo de sacanagem. rsrsrs

Fomos juntas ao banheiro, e enquanto retocávamos o batom, ela disse que tinha adorado nos conhecer, que estava se divertindo muito. Eu agradeci e disse que também estava me divertindo, e que os dois eram muito animados e bonitos, um belo casal. Ela fez uma carinha sacana, e disse: “à disposição”. Eu sorri, como se tivesse levado na brincadeira, e ela, agora através do espelho, reiterou: “dos dois”. Piscou pra mim e disse que me esperaria na porta do banheiro. Gostei. Gosto de gente ousada.

Sentamos os quatro em uma mesa, à beira da piscina, e ficamos bebendo e conversando. Logo algumas pessoas pularam na água, e o Marcelo perguntou se não iríamos também. Respondi que estávamos sem roupa de banho, e ele prontamente respondeu que poderiam nos emprestar, já que a casa deles era também naquele condomínio, e que meu corpo e o da Patrícia eram parecidos. E a Patrícia, olhando pro Ricardo, emendou: “ou podemos ir lá pra casa, na nossa piscina, e não precisaremos de roupa de banho”. O Ricardo respondeu na hora que era uma boa idéia. E perguntou: “e tem champanhe?”, ela respondeu que sim. E, brincando perguntou pro Marcelo: “e não tem música de carnaval?”, ele respondeu que não, e o Ricardo levantou a taça e bradou: “então vamos!”. E os dois caíram na risada. Já ouvi dizer que homem só gosta de carnaval quando está solteiro, mas enfim…

Nos despedimos, os dois casais separadamente, dos nossos anfitriões, e seguimos o Marcelo e a Patrícia até a casa deles.

* * * *

Era uma casa belíssima, o andar de baixo era uma grande sala, com mesa de sinuca, cozinha americana, e ao fundo grandes portas de vidro levavam à piscina. Enquanto a Patrícia buscava a bebida e as taças, o Marcelo escolhia um som para escutarmos. Como sei que o Ricardo adora sinuca e seria meio estranho nós quatro arrancarmos a roupa e pularmos na piscina, fui até a mesa e lancei o desafio: “que tal um strip bilhar?”. A Patrícia, que vinha em minha direção com a champanhe e as taças na mão, se mostrou animada: “Eu aceito! Mas já aviso que não sei jogar direito, e serei a primeira a ficar nua!”, ela falou, rindo.

Inventamos umas regras malucas, onde os homens deixavam a bola quase na caçapa para nós, e quem errasse ia tirando a roupa. Dito e feito, em menos de 5 minutos a Patrícia estava apenas de lingerie. Uma calcinha minúscula se perdia em um belo bumbum, que ela se esforçava para exibir a todos nós. Os seios pareciam querer fugir do sutiã, atraindo olhares voluptosos do Ricardo. O Marcelo errou a jogada seguinte e tirou a camisa, exibindo também um belo corpo. A minha situação era um pouco mais complicada, pois estava apenas com um vestido, sem nada por baixo. Me esforçava para não errar.

O Ricardo errou e também tirou a camisa, exibindo um pedaço do corpo e várias tatuagens. A Patrícia chegou perto e passou a ponta dos dedos em algumas delas, elogiando-as. Percebi que o toque dela acendeu ainda mais o Ricardo, que ficou se segurando para não agarrá-la ali. Na rodada seguinte eu errei, e não tive escapatória. Ao som da música fui levantando o vestido devagar, rebolando de leve, sensualmente. O Ricardo já sabia, mas acho que a Patrícia e o Marcelo esperavam que eu tivesse ao menos de calcinha por baixo. Fiquei totalmente nua, ao som dos aplausos dos três. Notei que o Marcelo não tirava os olhos do meu corpo, e resolvi me exibir um pouco. Mesmo não sendo a minha vez, peguei o taco e debrucei-me sobre a mesa, mirando uma bola na caçapa. Me deixaram mirar, mas não me deixaram jogar. Safados! rsrsrs

Mais uma champanhe aberta, e os dois homens já estavam apenas de cuecas. A danada da Patrícia aprendera a jogar, e continuava desfilando ao redor da mesa apenas de lingerie. Entre uma tacada e outra o Ricardo me beijava, roçando o corpo no meu. O outro casal fazia o mesmo, e o tesão tomava conta do ambiente. Sentia o pau do Ricardo endurecendo sob a cueca, e olhava o volume crescendo também sob a cueca do Marcelo. Mas a Patrícia errou a jogada seguinte, e deu de presente aos dois rapazes um belo espetáculo enquanto tirava o sutiã. Soltou-o atrás, mas não deixou cair. Veio dançando sensualmente, e virando de costas para o Ricardo, deslizou o corpo no dele até o chão. Depois virou-se de frente e pediu que ele, com os dentes, segurasse a alça direita do sutiã. Inclinou o corpo para trás, e segurando o bojo esquerdo, liberou o seio direito. Cobriu-o com a mão, e foi até o Marcelo. Fez o mesmo movimento com o corpo no Marcelo, e deixou o sutiã na sua boca, preso pela alça esquerda. Cheio de tesão, ele puxou-a para si e o jogo acabou. Ele se jogou no sofá e fez com que ela sentasse no seu colo, de frente para ele, e abocanhou os seus seios. Eu cheguei mais perto do Ricardo para assistirmos coladinhos aquela demonstração de tesão…

CONTINUA…

Carnaval

18 fev

200393843-007

 

Desculpem nosso sumiço. Pintou a oportunidade e tiramos mais uma semana de férias. Ficamos na praia, curtindo com as crianças os últimos dias antes do início das aulas (aqui o ano letivo começa mais tarde).

E agora já vem o carnaval. Eu adoro carnaval. O Ricardo detesta. rssss

Gosto de tudo: dos bailes, dos blocos, da avenida. Saí algumas vezes na Sapucaí, e é uma coisa indescritível. Adoraria ir de novo.

Eu sei que se eu pedisse com jeitinho, de um jeitinho delicioso, o Ricardo iria comigo. Até por que estando lá, eu tenho certeza que ele iria gostar. E também poderia ir sozinha, ele não se importaria. Mas queria uma companhia. Alguém quer ir comigo no ano que vem? rss

Esse ano não dá mais tempo, e já combinamos: vamos de novo pra praia. Dar a última recarregada nas baterias antes do ano começar de verdade. Tem baile no clube de lá, mas duvido que a gente vá. Vou assistir o carnaval na Tv mesmo.

Perguntei pro Ricardo, meio ronronando, qual era a nossa programação pro carnaval. Ele respondeu: “Ah, baby… Passamos o dia na praia e de noite tu vê a Mangueira entrar”. E caiu na risada. Segundo ele, essa é uma piada Cristiane Torloni: velha, mas boa.

Afffffffffff!! Melhor nem falar nada…

 


Final de semana

27 out

Eu e o Ricardo adoramos ir para a praia.

Sempre que estamos por lá, a sensação que nos envolve é de alheamento completo com o resto do mundo.

Mesmo quando as crianças vão conosco, conseguimos esse clima.

Nesse fim de semana específico, as crianças estavam passeando com os avós, isso nos deixou um final de semana completamente sozinhos.

Fico meio esquisita com a ausência delas, mas estava tão empolgada com o final de semana IN TEI RO só pra gente, que o convidei para irmos para a praia.

Não deu outra, menos de meia hora depois do convite, estávamos com o pé (quer dizer, os pneus… rssss) na estrada.

O Ricardo é apaixonado pelo mar, e eu não sou tão diferente assim dele, não sei explicar a fascinação que aquela imensidão de água exerce sobre mim. Tenho medo e tesão, tenho respeito e deslumbramento.

Durante o trajeto todo, conversamos tranqüilamente, num clima de cumplicidade e conhecimento que só o tempo consegue amadurecer entre as pessoas. Chegamos à noite ao apartamento, descarregamos a bagagem e fui pro quarto para arrumar nossas coisas, abrir as janelas, enquanto o Ricardo ficou ali pela sala mesmo.

Aproveitei esse tempo para tomar um banho relaxante e já me sentia naquele clima de “ninguém mais existe por aqui, só eu e o Ricardo”.

Fui pra sala, e o Ricardo estava na sacada, já com duas taças de vinho, me esperando, enquanto admirava aquela imensidão de água e estrelas.

A noite fresquinha, a brisa que entrava no apartamento, e eu ali, só admirando o perfil sereno dele contra a grade da sacada, naquela contemplação muda.

Fiquei imaginando no que ele estaria pensando, no que estaria sentindo – às vezes a curiosidade feminina é maior que ela mesma…rsss – queria poder penetrar (ops… rsss) nos pensamentos dele, queria conseguir sentir – de uma forma diferente, dentro dele –  o que ele estava sentindo, naquele momento, queria ser ele!

Então, acho que tanto que o observei, ele virou com aquele sorriso que até hoje mexe com meus sentidos, faz bater diferente meu coração, e me estendeu a mão, me puxando pra junto de si e naquela hora eu era completa, era como se me fundisse nele e conseguisse sentir tudo aquilo que queria descobrir antes, e a sensação era de plenitude completa, uma paz sem igual, um amor enorme, e eu chorei!

Não sou dada a choros descontrolados (rsss), normalmente sou prática, e talvez tenha sido as minhas lágrimas que tenham estranhado pra ele, sem dizer uma palavra, me abraçou, e me beijou, um beijo doce, terno, cheio de um carinho tão conhecido.

Ficamos assim por algum tempo, até que me recompus. O Ricardo pegou as taças com vinho, levou pra sala, voltou pra sacada, me pegou no colo e me levou pra dentro do quarto, tirou a minha roupa com delicadeza, com um cuidado impar, e me amou de forma terna, mansa, lenta, como se quisesse perpetuar todo o sentimento de paz no ato do amor, e demonstrar que vez por outra, fazer “amorzinho” é tão especial quanto as loucuras que nos permitimos em outros momentos.

O final de semana todo foi assim, calmo e relaxante.