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Café…

9 set

 

Era pra ser só mais um café (a segunda vez) com meu amigo que conheci através do blog. Acho que já contei pra vocês sobre ele. A gente troca e-mail quase todo dia, e por incrível que pareça, quase não falamos de sexo.

Foi no sábado passado. Marcamos no final da tarde, em um café perto da minha casa. Cheguei mais cedo, e esperei lendo uma revista. Ele chegou em seguida, com uma rosa de presente pra mim. Lindinho! Logo conversávamos animadamente, e eu gostando cada vez mais da sua companhia. Ele fala gesticulando bastante, e eu que gosto de mãos, comecei a pensar besteiras, em coisas que aquelas mãos fortes poderiam fazer no meu corpo.

Ele comentou sobre os últimos posts do blog, e falamos bastante sobre o tal do ciúme retroativo. “Mas esse é o teu post favorito?”, perguntei. Ele baixou a cabeça, meio encabulado, e disse que não. “É o da depilação, tu sabe disso…”.

Sim, eu sabia. Ele já tinha me escrito isso por e-mail, já tinha dito que sempre sonhou em depilar uma menina, que nunca tinha nem transado com uma mulher totalmente depilada. E, se eu sabia, porque perguntei? Porque estava flertando com ele? Não sei, mas estava gostoso. Ele é super querido, bonito, porque não flertar?

Daí pra frente, o assunto foi só sexo. E, não por maldade, e sim por prazer, eu estava adorando provocá-lo. Roçava a perna na dele por baixo da mesa, tocava na sua mão… Dava pra sentir a eletricidade entre nós.

Quando finalmente fomos embora, já na calçada, nos beijamos. Um beijo cheio de desejo, e por um rápido momento pude sentir suas mãos no meu corpo. Ficou em mim um gosto de quero mais, e acho que nele também.

Quem sabe em um próximo café?

 

Amigas íntimas

14 maio

 

Adoro dançar. Quando estou na pista de dança me desligo do mundo. O ritmo penetra na minha alma e a música guia meu caminho. Sempre saio pra dançar com uma amiga, a Julia.

Nos conhecemos desde muito tempo, acho que ainda da época do cursinho pré-vestibular. Mesmo seguindo cursos e depois profissões diferentes, nunca perdemos o contato e nem o companheirismo.

Pois estávamos eu e a Julia dançando em uma quinta feira qualquer. Eu ali, desligada como sempre, quando ela falou no meu ouvido:

– O carinha ali gostou de ti.

Procurei o tal carinha de quem ela falava. Era um rapaz bonito, tanto de rosto quanto de corpo, e realmente estava me olhando. Quando nossos olhares se cruzaram, ele sorriu. Fiquei um pouco encabulada, mas retribuí o sorriso.

Ele não se aproximou, e nem eu. Continuei dançando. De vez em quando olhava pra ele, mais pra ter certeza que estava sendo observada do que por interesse nele.

Posso dizer que eu e a Julia chamamos atenção. Duas mulheres bonitas, bem vestidas e sensuais. E pra ser sincera, acho a Julia mais bonita que eu. Não sei qual a razão do interesse dele em mim.

A Julia é bem maluquinha, quando ela quer aprontar alguma ninguém segura. Começou a me incentivar, dizendo que eu deveria me exibir mais para o rapaz. Eu, já com algumas taças de champanhe a mais, me deixei levar. Dançava mais e mais, e agora já paquerava o rapaz descaradamente.

Sei que a maioria dos homens gosta de ver mulheres dançando, duas juntas então, nem se fala. A Julia também sabe, tanto que dançava cada vez mais perto de mim. E passou ela também a paquerar o rapaz.

Gosto de me sentir desejada, e a situação estava me excitando. Tenho certeza que o rapaz sentia o mesmo. Lá pelas tantas, o ritmo diminuiu um pouco, e passamos, Julia e eu, a dançarmos juntas. Nossas pernas se tocavam, assim como nossos seios, e a mão dela nas minhas costas era leve e macia. Olhei pra ela, e os olhos fechados e a boca entreaberta a condenavam: ela estava excitada também.

Não sei quem tomou a iniciativa. Só sei que quando vi estávamos nos beijando. Nunca tinha beijado uma mulher antes, e a maciez e o gosto da sua boca me impressionaram. Senti uma descarga de tesão percorrendo meu corpo, uma sensação totalmente diferente da que sinto quando beijo um homem.

A música terminou, outra começou, e continuamos ali, naquele beijo longo e prazeroso. Quando finalmente nos desgrudamos, um misto de constrangimento e excitação, instintivamente procuramos o rapaz.

Ele não estava mais lá. Julia riu, e eu fiquei toda arrepiada quando ela veio e sussurrou pra mim:

– Que burro! Podia ter se divertido com nós duas.