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A linda

23 jan

Ela me olhou de um jeito meio estranho, mas olhou.  A minha filosofia é: “olhou, quer papo”. Fui até ela. Porra, de perto era ainda melhor, mais bonita. Nem ergueu os olhos, mas sorriu. Sabia que eu iria lá. Devia estar acostumada. Às vezes fico pensando que deve ser meio tedioso ser uma mulher bonita. SEMPRE todo mundo te olha. SEMPRE todo mundo te deseja. E SEMPRE tem alguém que vai tentar alguma coisa. Esforço zero. Basta escolher entre ceder ou estraçalhar corações. Se escolher ceder, ainda pode escolher quem. Vida boa!

Mas eu passei reto. Às vezes as bonitas me irritam com esse ar superior. Passei reto e me encostei no balcão, logo atrás da mesa dela. E ela levantou o rosto e procurou em volta. Cadê o cara que devia estar aqui? Virou pra trás e deu de cara comigo. Arregalou os olhos quando me viu ali, olhando pra ela. E teve que rir. Rir dela mesma. E eu ri junto. E só então cheguei nela.

E comecei o papo mais ou menos como comecei aqui com vocês. Dizendo que devia ser tedioso ser tão bonita. Claro que ela disse “nem me acho bonita”, mas não colou. E ela sabia que não colaria. Mas lá pelas tantas ela disse uma coisa que me encheu de esperança: “eu sempre acabo me interessando por caras que não são lindos”. Aí eu falei que então eu tinha uma chance. E ela me imitou: “tu sabe que essa não colou”. E aí eu fiquei em dúvida de novo: ficaria feliz por ela ter me colocado (ainda que por educação) na categoria “lindo” ou triste por isso me tirar as chances dela se interessar por mim? Mas eu rapidamente agi, não me abatendo por pensamentos negativistas: peguei sua mão, olhei bem nos olhos dela e falei “vou te provar que não sou lindo”. E dei um beijo nela.

Ela levou um susto, mas retribuiu. Seu hálito doce e sua língua quente, se enroscando com a minha, me deixaram com calor. Quando nossas bocas se separaram ela falou: “feio”. Gol do Inter. No palco a banda tocou os primeiros acordes e ela se virou pra mim e disse “eu adoro eles!”, me pegou pela mão e me arrastou pra frente do palco.

Coloquei-a na minha frente, minhas mãos na sua cintura, e enquanto o vocalista se mexia no palco, ela dançava de leve. Eu mantinha uma distância respeitosa, tentando não me esfregar nela já nas duas primeiras músicas. Se ela vinha pra trás eu aproveitava, mas não a segurava ali, colada em mim. Só que lá pela quarta ou quinta música ela veio para trás e ficou. Mexia o corpo no ritmo da banda, e em segundo fiquei de pau duro, pressionando a sua bunda. Ela jogou o cabelo pro lado, virou o rosto pra trás e me beijou. Eu era o feio mais sortudo do mundo naquela noite!

Lá pelo meio do show, ela já rebolava no meu pau descaradamente, e nem tão descaradamente assim eu de vez em quando corria minha mão por dentro da sua blusa, sentindo sua pele arrepiada e quente. Quando toquei o bico do seu seio direito, bem durinho, ela virou o rosto e falou, sussurrando e com cara de tesão: “para, seu tarado!”. Mas não tirou a minha mão. E pressionou ainda mais a bunda no meu pau. Desci a mão pela barriga, até a calça jeans. Ela não protestou. Forcei a mão e coloquei-a por dentro, e ela me beijou, como se me desse carta branca para fazer o que quisesse.

Senti meus dedos melados, enquanto deslizava com dificuldade entre seus grandes lábios. Mas logo ela se virou pra mim, tirando a minha mão e sussurrando no meu ouvido: “Tá todo mundo olhando…”. Olhei em volta. Tinha de fato um casal olhando, o resto do povo estava absorto no show. Puxei-a pra mim. “Vamos embora”, falei. “Mas o show…”, ela começou a protestar. Peguei sua mão e coloquei-a no meu pau duro, por cima da calça. “Vamos embora”, repeti e peguei-a pela mão, indo em direção ao caixa. Ela veio atrás de mim, obediente.

Paguei nossas comandas e logo estávamos no meu carro, aos beijos e arretos. De joelhos no banco e de costas para frente do carro, ela praticamente se jogou sobre mim, os braços em volta do meu pescoço, enquanto eu deslizava minhas mãos pelas suas pernas. “Vamos pra minha casa”, falei, e ela concordou, se arrumando no banco. Dirigi o mais rápido que pude, e em poucos minutos estávamos entrando na garagem do meu prédio.

Nos agarramos novamente no elevador, e eu não via a hora de tirar toda a sua roupa. Entramos na minha casa e após bater a porta, prensei-a contra a parede. Beijei sua boca, seu pescoço, ouvindo-a gemer baixinho no meu ouvido. Subi uma mão pelas suas costas, entre seu corpo e a parede, indo até a nuca. Peguei seus cabelos e puxei. Ela gemeu mais alto, me encorajando a continuar. Enfiei uma perna entre as dela, pressionando sua buceta sobre a calça, ao mesmo tempo em que, com a mão livre, subia sua blusa, revelando uma barriga lisinha e bem bronzeada. Levei-a até a bancada e mandei que apoiasse as duas mãos ali. Ela teve que se curvar um pouco, arrebitando a bunda. Encaixei-me atrás dela, como estávamos mais cedo, e mandei: “agora mexe e rebola como tu tava fazendo no show”. Não tinha música, não tinha luz, não tinha nada. Só a nossa respiração pesada de tesão. Mas ela não se importou. Começou mexendo de leve, passando a bunda no meu pau, me deixando maluco. Peguei-a pela cintura, acariciei-a por cima das calças e fui subindo as mãos e levando sua blusa junto. Peguei os dois seios, sentindo sua pele arrepiada e os mamilos intumescidos, como se implorassem para serem chupados. Ela virou o rosto sobre o ombro e sorriu, depois mordeu o lábio superior. Quase gozei.

Virei-a para mim e nossas bocas se juntaram novamente. Era um beijo quente, cheio de desejo e de promessas do que ainda ia rolar. Arranquei a sua blusa, liberando totalmente os seios dela para mim. Segurei-os com as duas mãos e desci minha boca ao encontro deles. Lambi, chupei, mordisquei, enquanto ela arranhava de leve meu couro cabeludo e gemia alto. Abri suas calças e puxei-as para baixo, rápido, forte, levando junto a calcinha. Ela estava nua na minha frente. E nua ela era ainda mais linda. Ela virou-se de costas, e agora sem roupa nenhuma, roçou a bunda no meu pau, que explodia dentro das calças. Virou o rosto sobre o ombro e falou, sorrindo e confiante: “Parece que tu gostou disso, né?”. Me afastei um pouco, abri rapidamente as calças e liberei meu pau. Me encaixei de novo nela, deslizando o pau pelo seu rego, ao mesmo tempo em que estiquei os braços e apertei seus seios. “Gostei, mas assim é bem melhor”, falei, enquanto ela rebolava mais rápido.

Com uma mão peguei seu cabelo, como se fizesse um rabo de cavalo, e puxei pra cima, deixando sua nuca livre. Mordi os ombros, a nuca, e fui descendo pelas costas, lambendo e mordiscando na extensão da coluna. Quando cheguei no final das costas, ela tentou se virar, mas segurei-a ali, naquela posição. Beijei e mordi sua bunda, que automaticamente ela foi arrebitando ainda mais. Forcei suas pernas pra ela as abrisse, e ela obedeceu, deixando o tronco cair pra frente, ficando totalmente exposta para mim. Com a ponta dos dedos percorri sua buceta, sentindo sua excitação encharcando meus dedos. Segurei-a pelas ancas e enfiei meu rosto entre suas pernas.

Ela gemeu alto quando minha língua penetrou sua buceta, mas logo eu tirei-a dali. Foi só pra ela sentir o susto. Passei a lamber entre os lábios, enquanto ela se abria toda, se entregando totalmente para mim. Lambi o clitóris, sentindo-o durinho na ponta da minha língua. Ela gemeu mais alto, e senti suas pernas bambearem. Abri sua bunda com as mãos e passei a língua desde o clitóris até seu cuzinho. Seus joelhos dobraram e ela virou-se para trás e pediu: “por favor, assim eu não aguento!”.

Ela ficou de joelhos na minha frente e, olhando nos meus olhos, baixou minha calça. Subiu a mão pelas minhas coxas, arranhando, até meu saco. Pegou-o por baixo e depois deslizou as mãos até o meu pau. Sem baixar o olhar. Que tesão! Esticou a língua, abriu a boca e foi engolindo meu pau. Que boca quente! Chupava com gosto, com vontade, me olhando, me levando à loucura. Depois de algum tempo foi a minha vez de pedir água. Ou tirava meu pau da sua boca ou lotava ela de porra. Me livrei dos sapatos e das calças que ainda estavam arriadas junto aos tornozelos, puxei-a para cima e fomos para o quarto.

Deitamos na cama, nus, um por cima do outro, nos beijando e nos tocando. Sua pele era quente e cheirosa, e logo caí de boca nos seus seios. Suguei os mamilos, segurando-os entre os lábios e passando a língua por dentro da boca. Ele mordeu minha cabeça, me chamou de tarado e pediu: “me come!”. Peguei uma camisinha e coloquei-a de quatro na cama. Ela virou o rosto para trás e sorriu e eu quase gozei antes mesmo de colocar meu pau nela. Me segurei. Coloquei meu pau na entrada da sua buceta e ela jogou o corpo pra trás, dando um grito de dor e prazer, fazendo entrar tudo de uma só vez. Passei a fodê-la em estocadas rápidas e fortes, do jeito que ela pedia, enquanto ela rebolava e mexia como tinha feito durante o show. Peguei-a pelos ombros e comi ela assim, puxando-a ao meu encontro, cravando o mais fundo que podia meu pau dentro dela.

Ela gemia cada vez mais alto e sempre virava para trás pra me olhar, sempre pedindo mais até que avisou que iria gozar. Meti o mais forte que pude, sentindo ela me apertar, se torcer e retorcer, os gemidos se transformando em um grito reprimido, até amolecer as pernas e deixar cair o corpo para a frente.

Saí de dentro dela e me deitei ao seu lado na cama, passando as mãos pelo seu corpo e puxando-a para me beijar. Sua boca estava seca e a respiração ofegante, e ela sorriu pra mim. “Feio!”, falou rindo. E então me empurrou de barriga para cima e desceu a cabeça pelo meu peito, barriga, até chegar no meu pau. Arrancou a camisinha e enfiou meu pau na boca.

 

oral34

Pensei “linda!”, mas não falei. Deve ser tão chato ser sempre a linda.

Recomeço

8 jun

Ela me disse que não sabia mais de nada, logo ela que sempre soube tudo. Dias cinzas, mar sem ondas, música sem som. De uma hora pra outra tudo perdeu a graça. Sem que ela fosse o meu porto seguro, eu nem tinha razão para navegar. Foi culpa do nosso estilo de vida, diriam os puritanos. Eu me perguntei isso, confesso. Ela também se perguntou. E perguntamos um ao outro. E carolas, fodam-se: não foi.

O fato é que, nesse período em que abandonamos vocês, eu e a Nathalia nos separamos. E voltamos. E nos separamos. E voltamos. E… Sei lá! Não vou elencar aqui as razões e emoções (que emo!), pois isso é muito mais íntimo e pessoal do que tudo que falamos por aqui. Mas apesar do “sei lá” ali de cima, eu sei sim, sempre soube: ela é tudo que eu sempre quis.

E de vez em quando vínhamos aqui e constatávamos que o apesar de não ter novos posts, o blog não parava. Com uma média de mil visitas por dia, nem vimos quando ele ultrapassou um milhão de visitas. Que felicidade! E pra vocês que não nos abandonaram, nosso muito obrigado. E vamos combinar assim: ninguém mais abandona ninguém. Pode ser?

Mas como o objetivo do blog sempre foi contar a parte quente do nosso relacionamento, resolvi começar a contar aqui as nossas “recaídas” nesse período negro do nosso relacionamento. Aí vai:

“Sexta de noite. Abdiquei de um churrasco com os amigos e uma saída para alguma balada depois. Não tô a fim de nada. Semana passada eu e a Nathalia resolvemos dar um tempo. Nunca achei que fosse impossível duas pessoas que se amam não conseguirem ficar juntas. Eu já estava dormindo, na verdade. São 1:10 e eu acordei faz dez minutos com o celular apitando. Mensagem da Nathalia:

O que vc está fazendo?

Dormindo – respondi. – Precisa de algo?

De vc.

Tô aqui.

Posso ir?

Claro.

Não respondeu mais. Deve estar vindo. Não sei se levanto e espero ela na sala, ou se fico aqui na cama mesmo. Ela tem a chave, posso ficar aqui. Sei lá, tá tudo uma confusão. Vou ficar aqui no ar condicionado e ver o que acontece.

Ela chegou pelas duas da manhã. Eu já tinha pego no sono de novo, acordei com ela abrindo a porta. Saia curta, blusa decotada e bem maquiada. Pelo olhar eu já saquei que ela estava duas ou três doses além.

– Sozinho? Que pena!

Fiquei só olhando pra ela e sentindo meu pau crescer.

– Achei que poderíamos fazer uma festinha! – falou, enrolando a língua e deslizando as mãos pelo corpo – Eu, você e uma das suas vagabundas…

Veio até a cama, me olhou nos olhos e foi subindo devagarinho a saia:

– Eu já vim até sem calcinha…

Desceu a mão pelo púbis, tocando de leve a buceta.

– Que tu veio sem calcinha eu tô vendo… Mas tu saiu de casa sem, ou perdeu por aí? – pergunto.

Ela sorriu.

– Me conhece mesmo, né safado? Sabe a vadia que eu sou!

Não foi uma pergunta. Era a introdução pra história que ela passou a contar:

– Eu fui dançar. Não queria ficar em casa. Conheci um carinha… Dancei com ele. Arretei. Sou boa nisso, sabia? Ele queria me comer. Se esfregou em mim. Eu queria dar. Fui no banheiro e tirei a calcinha. Voltei. Mas quando voltei eu saquei, Ricardo… Saquei que eu queria dar. Mas dar pra você. Dei minha calcinha pra ele e mandei mensagem pra você.

Puxo-a para a cama, por cima de mim. Pego a sua mão que estava tocando a buceta, melada, e levo à minha boca. Estava com saudade daquele gosto. Trago seu rosto de encontro ao meu e nossas línguas se encontram, se tocam, se entrelaçam, duelam sedentas uma da outra. Ela tateia meu corpo em busca do meu pau. Encontra-o duro, envolve-o com os dedos e passa a masturbá-lo de leve, como se quisesse que durasse para sempre, sem pressa, sem ansiedade.

Que delícia sentir seu toque, seu gosto, seu beijo. Baixo sua blusa e abocanho seus seios, apertando-os, mamando, passando-os no meu rosto, já ouvindo-a gemer baixinho, pedindo que eu não pare, dizendo que eu sei do que ela gosta. E como sei do que ela gosta, eu corro minha mão pelas suas costas nuas, subo pela nuca e pego seus cabelos entre meus dedos, puxando-os, levando sua cabeça para trás, intensificando seu gemido e seus pedidos de que não pare, ao mesmo tempo em que ela aperta o meu pau, passando a mover a mão com mais firmeza e com mais velocidade, me chamando de safado, dizendo que só eu sei o que fazer e como fazer.

Eu abro sua buceta com a ponta dos dedos, sentindo toda a sua excitação. Ela se abre como pode, e eu enfio direto três dedos, de uma só vez, uma só estocada. Ela dá um gritinho, depois morde os lábios e continua gemendo. E então me pergunta, de olhos fechados e com a boca entreaberta:

– Quantas você já fodeu assim?

– Muitas. – respondo, mexendo os dedos com mais vigor dentro dela.

– Eu sei… Eu sei… Mas quero saber quantas desde a semana passada…

Não comi nenhuma, mas não era isso que ela queria ouvir. Entro no jogo.

– Uma por dia.

Sinto na hora ela ficando ainda mais úmida.

– Filho da puta! Sacana!

– Agora sou solteiro. Vou gastar a pica.

– Como era a primeira? – ela pergunta, enquanto capricha ainda mais na punheta.

– Era uma loira, assim como tu. Peituda. Fodi as tetas dela numa espanhola, beliscando os bicos das tetas dela. Ela chupou minhas bolas e a cabeça do meu pau, enquanto eu lambia a buceta dela. Depois coloquei ela de quatro e comi sem dó.

A excitação dela escorre entre as pernas.

– E a segunda?

Caralho. Inventar esse monte de mulher vai ser foda. Resolvo abreviar isso.

– A segunda chupava muito. Fui à loucura. Nunca tinha sido chupado daquele jeito.

Ela dá uma travada, provavelmente uma pontinha de orgulho ferido, mas logo retoma a normalidade.

– Ah é? Nunca?

– Nunca.

Nesse momento ela se desvencilha dos meus braços, dos meus dedos e da minha boca. Me empurra de barriga pra cima na cama e escorrega até o meio das minhas pernas. Segura o meu pau com as duas mãos e, me olhando com aquele olhar que só ela sabe fazer, me fala:

– Veremos.

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E coloca o máximo que consegue do meu pau dentro da boca. E chupa, lambe, mordisca, suga, mama… e mais tudo aquilo que só ela sabe fazer. Eu gozo na sua boca e ela engole tudo, sem para de me chupar. E continua me chupando, me fazendo quase implorar para que pare, para depois sentar no meu pau, de costas para mim, mexendo para cima e para baixo, rebolando, me presenteando com a deliciosa visão da sua bunda, para então gozarmos juntos.

E assim ficamos os dois jogados na cama, melados, suados e saciados. Adormecemos.

No outro dia acordo novamente sozinho e sem rumo.”

Conhecendo a Vanessa

6 jul

Eu estava voltando de Montevidéu, depois daquele empate ridículo do meu time lá (e mal sabia que o jogo de volta aqui seria muito pior), quando conheci a Vanessa. Não tinha dormido nada, e entrei no avião com um humor terrível. Com um boné enterrado na cabeça e óculos escuros, tudo que eu queria era pouco mais de uma hora de sono, o tempo do vôo.
Os caras que estavam comigo estavam cheios de disposição e querendo conversar, e eu, aproveitando que tudo indicava que o avião viria bem vazio, fui pra fileira de bancos de trás, que não tinha ninguém. Me ajeitei na janela, coloquei os fones de ouvido, apertei o cinto e fechei os olhos.

Não durou muito. Logo ouvi alguém falando que a poltrona em que eu estava tinha dono. Abri os olhos e era um cara, todo engomadinho, gel no cabelo, com o cartão de embarque na mão. Olhei em volta: mais da metade do avião estava vazio. “Baita bunda mole”, pensei, embora soubesse que ele tinha razão. Me desculpei e fui até a próxima fileira de assentos vazios. Tudo de novo. Sentei, apertei o cinto, ajeitei os fones e fechei os olhos.

– Não é na janela o teu lugar? – ouvi uma voz feminina perguntar. Merda! Lá ia eu de novo…

– É, mas não faz mal. Ele tá dormindo. – Opa! Outra voz feminina! Abri os olhos, escondidos sob os óculos escuros, e vi: que bunda maravilhosa vindo em minha direção! Fiquei quieto, enquanto ela sentava ao meu lado, e esperava a outra sentar. Instantaneamente meu humor melhorou.

A dona daquela bela bunda era uma morena bonita, cabelos lisos e compridos, vestida sobriamente, como quem viaja à trabalho. A outra não era tão bonita, mas não era de se jogar fora. Veio o aviso de fechar portas, e o avião se pôs em movimento na pista. Fingi que acordara com o movimento. Me mexi, tirei o óculos e olhei pra elas.

– Bom dia! – sorri, fazendo graça.

– Bom dia! – as duas responderam.

– Sabia que tu estás no meu lugar? – a morena perguntou, sorrindo.

– Não acredito! – me fiz de bobo – Eu jurei que estava vago. Quer trocar? – perguntei, levando a mão ao cinto de segurança.

Ela riu. Gostei do seu sorriso. Mostrava que ela estava aberta ao bate papo durante a viagem.

– Não, imagina! E nem pode tirar o cinto agora!

O avião decolou. Não gosto dessa parte. A decolagem e a aterrissagem sempre me deixam apreensivo. Todo aquele barulho de motor, aquela coisa gigante fazendo força pra voar, e eu ali olhando o Rio da Prata pela janela. Notei que ela estava inquieta. Ela falou pra amiga:

– Essa é a pior hora para mim.

Era a minha deixa. Virei pra elas e falei:

– Pra mim também. – as duas me olharam, meio que aliviadas.

– É, né? – a cantada no “né”, virando néam, entregou: ela era de Porto Alegre.

– É. Mas relaxa, vai dar tudo certo. – falei, tocando sua mão de leve e rapidamente.

– Tu veio pro jogo? – ela perguntou, dando continuidade à nossa conversa.

– Sim. Ah, nem me fala em jogo. Perdemos a chance de ganhar fácil.

Ela sorriu.

Perdemos, não. Vocês perderam. Eu sou gremista!

– Ah, não! – fingi que ia abrir o cinto e me levantar – Dá licença, quero sair daqui! – falei brincando. Ela riu. A amiga apenas assistia a nossa conversa.

Conversamos durante o vôo todo, e na medida do possível eu incluía a amiga na conversa, não queria que ela, assim que ficassem a sós, falasse algo de negativo. Descobri que elas estavam voltando de um congresso, onde moravam, o que gostavam de fazer. Quando o comandante avisou que iríamos pousar, ela abriu a bolsa e tirou um cartão de visitas. Tateou a bolsa às cegas até encontrar uma caneta e anotou no verso o número do seu celular. Disse a ela que lamentava não ter um cartão ali comigo, mas rasguei em duas partes meu cartão de embarque, e anotei meu telefone,
entregando para as duas.

Nos despedimos na esteira de bagagens, e fiquei ali, debruçado no carrinho, vendo aquela bunda linda indo embora pelo saguão. Liguei meu celular, e ignorando os apitos e tremidas avisando sobre novas mensagens, ligações e e-mails, enviei um SMS pra ela: “Obrigado por tornar minha viagem mais agradável”. Já no táxi recebi sua resposta, e trocando mensagens e e-mails durante os dias seguintes combinamos de nos encontrar em um bar, no final de semana. Ela estaria lá com amigos, e me convidou para aparecer por lá.

Ela me apresentou pra todos, era um pessoal bacana e divertido, gente nova, bonita e de bem com a vida. Menos um abostado, que depois eu descobri o motivo da sua cara de bode: ele é a fim da Vanessa. Bebemos, rimos, e a cada vez que ela ia com duas ou três amigas no banheiro, eu ficava mais impressionado: que bunda perfeita! A noite ia se adiantando e parecia que com o passar das horas nossa afinidade só aumentava.
Lugares pra onde já fomos e gostaríamos de ir, músicas, comidas… E com o tempo o pessoal ia se despedindo e partindo, até que ficamos eu e ela e mais dois casais. Ela estava de carona com um deles e, como se já estivesse combinado, a amiga fez todo um teatro de que iriam embora, para que eu oferecesse carona a ela. Eu, é claro, ofereci. E ela aceitou. Todos se despediram e nós fomos até o meu carro. Entramos na garagem já de mãos dadas, e levando-a ao lado do passageiro, ao invés de abrir a porta, prensei-a contra a lataria e a beijei.

Foi um beijo que começou leve, carinhoso, até comportado, mas que foi esquentando até pegar fogo! Ela tinha uma língua deliciosa, e lábios carnudos que se moldavam aos meus. Foi delicioso. Entramos no carro e convidei-a para ir até a minha casa. Ela relutou um pouco, se fez de difícil, mas aceitou. Fui pegar uma bebida enquanto ela olhava os DVDs. Escolheu um Jack Johnson, que eu coloquei pra tocar enquanto ela ia ao banheiro. Ajoelhado no chão, abrindo a caixinha do DVD, fiquei embasbacado olhando-a percorrer a sala. Estava ficando obcecado por aquela bunda!

Nem assistimos o DVD. Entre um gole e outro de bebida nossos beijos e carícias iam ficando mais ousados. Com a boca no seu pescoço, sentindo sua pele se arrepiar, eu sentia suas mãos nas minhas costas, por dentro da camisa. Desci as minhas mãos pelo seu corpo, tentando me conter para não chegar logo na sua bunda. Ela me afastou, carinhosamente, e passou a abrir os botões da minha camisa, ao mesmo tempo em que ia beijando meu peito. Meu pau, duríssimo, pedia urgência em ser libertado das calças. Mas ela não chegou até lá. Depois de beijar meu peito e minha barriga, voltou para a minha boca.

– Tu é delicioso. – falou, de olhos fechados e fazendo biquinho.

– E tu é maravilhosa! – rebati, enfiando minhas mãos sob sua blusa.

Meus dedos percorreram sua pele quente, pelas costas, barriga, subindo. Ela pensou em relutar, mas eu já tinha seus seios em minhas mãos. Toquei-os ainda por cima do sutiã, e ela, determinada, tirou a blusa. Não tive dúvidas: fui por cima dela, deitando-a no sofá.

Meu pau pressionava suas coxas, e ela me segurava como podia para não escorregar meu corpo para baixo, e assim abocanhar seus seios. Mas com muitos beijos e carícias, consegui liberá-los do sutiã, e pude sentir seus mamilos enrijecidos de encontro ao meu peito. Enfim fui mais para baixo, sem desgrudar a boca da sua pele, pescoço, ombros, até ter seu seio esquerdo em frente ao meu  rosto. Lambi o biquinho, e senti ela se
contorcendo embaixo de mim. Chupei com carinho, com a mão em concha, por baixo, e ela me ofereceu o outro, gemendo e arranhando de leve as minhas costas. Eu aceitei, é claro. E aproveitei e desci a mão, em direção ao botão da sua calça. Ela me deteve, inclusive tirando os seios da minha boca.

– Não… – falou sussurrando, confusa e sem muita convicção.

– Sim… – falei sorrindo, no melhor misto de cara de sacana e de guri querido.

– Não é certo transar no primeiro encontro. – ela falou, cobrindo os seios com as mãos.

– Já nos encontramos antes, no avião, lembra? – falei, sorrindo e sem parar de acariciar as partes do corpo que ela permitia.

Ela sorriu. Ficou olhando nos meus olhos, pensativa.

– Espertinho. Aquela vez não conta! – falou, mas já sem a mesma ênfase.

Saí de cima dela e sentei no sofá, já puxando-a para o meu colo. Com uma perna de cada lado das minhas coxas, meu pau duro ficou no meio das suas pernas. Beijei novamente sua boca, enquanto ela desceu a mão e tocou-me sobre as calças.

– Uau! – falou baixinho, com a boca pressionada pela minha. Ficou segurando meu pau, e trouxe novamente os seios para que eu chupasse. Depois começou a me punhetar por cima das calças, gemendo baixinho. Segurei-a pela nuca e puxei seu rosto de encontro ao meu. Falei:

– Vamos para o quarto?

Ela não respondeu nada, apenas levantou-se e esticou a mão para mim.

Guiei-a até o quarto, e praticamente nos jogamos na cama. Abri o botão da sua calça, o zíper, e então coloquei-a de bruços. Desci a calça jeans pelas suas coxas, vendo pela primeira vez sua bunda desnuda, apenas uma pequena calcinha que não atrapalhava a minha visão, pelo contrário, deixava-a ainda mais tesuda!

Beijei suas costas, sua bunda, suas coxas. Virei-a de frente para mim e tirei sua calcinha. Ela tentou se esconder, mas não dei chance. Puxei-a pelas pernas ao meu encontro e mergulhei meu rosto na sua buceta. Passei a lambê-la, penetrá-la com a minha língua, e ela rebolava sem parar, quase descontrolada. Quando concentrei minhas carícias no clitóris, ela ficou maluca. Colocou as mãos na minha cabeça e empurrou o corpo de encontro a mim, fazendo movimentos circulares. E assim gozou, melando meu rosto com seu mel.

Enquanto ela se recompunha, livrei-me das minhas calças. Só de cuecas, deitei ao seu lado.

– Eu nunca tinha gozado assim… – ela falou, me beijando.

Acariciei seu corpo nu, e apesar de não gostar dessa pergunta, era a única que me veio à mente.

– Foi bom?

– Ricardo, tu não tá entendendo. Eu nunca tinha gozado assim, desse jeito, com alguém fazendo sexo oral em mim!

Preferi que ela tivesse falado “me chupando”, mas tudo bem. O que falar agora? Será que ela tinha dificuldade em ter orgasmos? Não precisei falar nada. Ela agora parecia radiante.

– Na verdade nunca deixei ninguém fazer isso em mim direito.

Ah, pronto. Lá se ia por água abaixo todos os meus planos pecaminosos. Ela continuou:

– Só tive dois namorados, e sei lá… Não me sentia à vontade com eles. Não assim, como me senti contigo.

Fiquei um pouco assustado. Não por ela só ter tido dois namorados, e nem por não se sentir à vontade. Mas sim porque me dei conta de que não sabia a idade dela. Claro que se ela já fazia viagens, ia a congressos, ela era maior de idade. Mas não pensei nisso na hora. E de fato, ela parecia bem nova. Será que era a hora de colocar tudo a perder e perguntar: “quantos anos tu tem, meu anjo”? hehehe E enquanto isso meu pau já
não parecia tão duro dentro da cueca. Fiquei quieto, apenas acariciando seu corpo. Sua pele era lisa e cheirosa, e dependendo de onde eu tocava, ficava toda arrepiada.

Sem falar mais nada, ela veio por cima de mim. Beijou meus olhos, meu queixo, minha boca. Depois minhas orelhas, meu pescoço e meus ombros. Beijou meu peito, brincando com a língua nos meus mamilos. Se antes meu pau dava sinais de desistência, agora ele ressuscitara. Continuou
descendo e, ignorando o volume na minha cueca, beijou e mordiscou minhas coxas. Escorregou a mão por dentro da cueca, finalmente tocando meu pau.

– Que duro! – falou, segurando-o pela base.

Livrei-me da cueca, e ela começou a me masturbar de leve, com carinho, olhando para o meu pau. Foi baixando a cabeça devagar, e com a ponta da língua, lambeu a glande. Gemi, e isso encorajou-a a ir em frente. Colocou a cabeça na boca e começou a chupar. Estiquei a mão e puxei suas pernas para o meu lado, para que pudesse tocá-la. Deslizei minha mão entre suas pernas, e encontrei sua buceta melada. Enfiei um dedo, ao mesmo tempo em que ela abria levemente as pernas para facilitar meu acesso. Ora mexia meu dedo dentro dela, ora acariciava seu clitóris, e ela
agora já abria as pernas o máximo que podia, ao mesmo tempo em que chupava meu pau com gosto.

Sem aguentar mais, afastei-a e abri a gaveta em busca de uma camisinha. Coloquei-a e pedi que ela ficasse de quatro. Ela me olhou, sem jeito.

– Eu quero olhar a tua bunda.

Ela riu.

– Gosta dela? – me perguntou.

– É perfeita! – elogiei.

Ela ficou de quatro, e puxei-a pelas ancas até a beirada da cama. Subi a mão pelas suas coxas, pela bunda, tocando de leve seu cu. Ela virou o rosto para trás, rápida e assustadamente, e falou:

– Só olhar, hein?

Sorri. “Por enquanto, pode ser”, pensei. Coloquei meu pau na entrada da sua buceta, deslizando entre os lábios, brincando no clitóris. Mesmo com a cabeça baixa e coberta pelos cabelos que se espalhavam no colchão, eu podia ouvir seus gemidos. Fiquei assim, provocando-a, até que ela pediu:

– Vai. Coloca logo…

Eu coloquei. Senti-a se alargando, envolvendo meu pau aos poucos, de leve, ao mesmo tempo em que minhas mãos nas suas ancas sentiam sua pele arrepiar. Ela levantou a cabeça, virou para trás e, com o rosto transfigurado de tesão, sussurrou:

– Delícia!

Comecei a mexer, ao mesmo tempo em que deslizava minha mão pelas suas costas até chegar em seus ombros. Segurando-a por ali, passei a puxá-la de encontro a mim, cravando meu pau fundo dentro dela, ouvindo-a praticamente gritar de tesão. Peguei-a pelos cabelos, e isso parece que tirou-a ainda mais do sério. Levei a outra mão à sua boca, mandando que ela chupasse meu dedo médio. Ela chupou com gosto, mal sabendo o
verdadeiro motivo de eu ter feito isso. Tirei a mão e acariciei a sua bunda, e com o dedo bem babado por ela mesma, toquei seu cu, sem parar de mexer meu pau dentro dela.

– Ai, aí não… – ela falou, me olhando por sobre os ombros, mas já sem muita convicção.

– Relaxa… Só tô fazendo carinho… – respondi.

Ela ficou me olhando, acho que sem acreditar, mas talvez querendo que eu fosse adiante, com um olhar cheio de tesão.

Forcei um pouco o dedo, e ela arregalou os olhos. Mas não pediu que parasse. Enfiei mais um pouco, e ela reclamou que estava doendo. Deixei o dedo parado, mas encorajei-a a fazer o vai e vem no meu pau. Ela fez, e sem notar, meu dedo entrava cada vez mais na sua bunda. Quando viu, tinha entrado tudo.

Passei a estoca-la com força, ao mesmo tempo em que fazia meu dedo entrar e quase sair da sua bunda.

– Tá doendo? – perguntei.

Ela respondeu, confusa:

– Tá… Um pouco… Não sei… Tá gostoso!

E assim, confusa e soltando pequenos gritinhos, ela avisou que iria gozar novamente. Acelerei os movimentos
do meu pau e do meu dedo, e praticamente gozamos juntos.

Tirei o dedo de leve, ao mesmo tempo em que caía sobre ela na cama. Meu pau foi saindo de dentro dela, mas ainda podia ouvir sua respiração desacelerando embaixo de mim. Deitei ao seu lado, e ela virou-se me beijando, para logo em seguida completar:

– Eu nunca tinha gozado assim…

Antes que a minha nóia recomeçasse, pensei: “Tu ainda vai dizer isso com meu pau na tua bunda!”.

E ela disse. Mas isso é assunto para outro post.

O decote da Déia

3 mar

E acabou o horário de verão. Eu, que ia para casa ainda de dia, curtindo as pernas aparentes abaixo das minissaias, que ficava maravilhado com as bundas apertadinhas dentro das calças de ginástica e que delirava com as barriguinhas de fora e os decotes ousados, me dei mal. E logo o calor se vai, e pronto: todas vestidas e encasacadas, e só nos resta imaginar. O que não é ruim, de maneira nenhuma.

Sempre vivi esse dilema. Eu adoro o frio. Acho que no frio as pessoas ficam mais bem vestidas, mais elegantes. E olha que nem falei do vinho/lareira/fondue/sexo! Hehehe Mas no frio não temos esse espetáculo que as mulheres nos proporcionam nos dias quentes. Só que ultimamente nem dá pra acreditar que estamos no sul da América do Sul. Os verões tem sido infernais, assim como os decotes, as blusinhas, as coxinhas… Ai, ai, ai!

E vamos combinar que quando uma mulher quer nos provocar, não adianta nem querer resistir. A Déia, por exemplo. Tinha arrumado um namorado. Andava no maior love, nem vinha mais com aquele papo de “amigo sexual” pra mim. Tá certo que eu nem investi, é verdade. Mas de toda forma, tínhamos virado amigos não sexuais novamente. Até conheci o cara, no final do ano. Gente boa, mas tava na cara que a ruivinha dava um baile nele. Não demorou muito a chegar a notícia que ele era “muito fraco”. Sabe como é, ela contou pra uma colega, que jurou não contar pra ninguém, mas que contou pra mais uma, pedindo que não contasse à ninguém, e aí foi. E agora tô eu aqui, contando pra todo mundo! Hehehe

E então ela começou de novo a se insinuar, a dar olhares fatais, a dar bandeira. Eu, já sabendo da “fraqueza” do amigo, resolvi entrar no jogo. Dava corda pra ela, brincava, chegava quase no limite, e aí desconversava. Passei uma semana assim. Era no almoço, era no elevador, era por e-mail. E se vocês lembram bem de quando falei sobre ela, sabem que ela é toda irritadinha. Teve um dia no fumódromo que provoquei tanto que podia ouvir a respiração excitada dela, enquanto eu falava bobagens no seu ouvido. Quando ela virou-se para me beijar, dei um jeito e me esquivei, sem ser grosseiro nem nada. Ela saiu frustrada, batendo o pé forte no chão. E assim passamos a semana.

Mas sabendo do meu fraco por decotes, ela decidiu partir pra cima. Foi trabalhar com uma blusinha branca, soltinha, com um decote de fazer a baba escorrer. Uma sainha justa e sapatos de salto completavam o visual. Era o dia do chopp no final da tarde, e ela fora decidida a fazer algo acontecer. Passou a manhã desfilando pelo corredor, arrancando suspiros e gracejos. A cada um que ouvia, me olhava e sorria, como se dissesse “olha o que irá perder”. Convidei-a para almoçar, a fim de tirar umas casquinhas no almoço, mas ela me olhou com um desdém ensaiado e disse que eu chegara tarde: o chefe convidara-a para almoçar antes de mim. Puxei-a contra mim, escondidos atrás dos armários, e com a boca encostada no seu ouvido, falei: “quero ver aquele velho broxa fazer o que eu faria contigo”. Larguei-a e saí. Tá, eu mereci, enrolei ela a semana toda. E o chefe nem é tão velho e nem deve ser broxa. Vai que ele tá lendo isso! Hehehe

Achei que era blefe, mas ela de fato não apareceu pra almoçar junto com todos nós. E confesso, a imagem que a minha imaginação me mostrava, dela fudendo com o chefe, me dava mais asco que tesão. Almocei mal, me amaldiçoando, irritado, mas a culpa disso tudo era só minha. Logo saí, precisava de um cigarro e de ar livre.

Lá pelas três da tarde ela entra na minha sala, e toda provocante se debruça sobre a mesa.

– Oi!

Era impossível não olhar pros seus peitos.

– Oi, e aí? Tava bom o teu almoço com o chefe? – perguntei, já me arrependendo imediatamente. Não deveria demonstrar que tinha me incomodado com isso.

Ela curvou-se ainda mais, deixando-me ver até seus mamilos, e olhando nos meus olhos, falou quase em um sussurro:

– Jamais saberá! – e antes que eu pudesse pensar em qualquer coisa, até me mesmo em um “bem feito” pra mim, ela ficou ereta e disse: – Vamos fumar? Vim te buscar.

Virou-se e saiu andando, não me deixando alternativa a não ser ir atrás dela.

Mas o caminho até o fumódromo me deu forças novamente. Se ela achava que tinha virado o jogo, estava enganada! Lá, encostados na mureta, com nossos cigarros acesos na mão, me fiz totalmente de salame. Me fiz de desentendido nas insinuações dela, consegui não olhar pros seus seios, e deu certo. Ao sairmos de lá ela estava mais murchinha. Mas eu continuava a me lamentar! Hehehe

No final da tarde todos foram para o bar, mas eu fiquei. Tinha algumas coisas pra fazer, mas na verdade eu queria mesmo era chegar depois, fazer um suspense pra Déia. Esperei o máximo que pude, e mais de uma hora depois do combinado comecei a arrumar as minhas coisas pra sair.

Quando cheguei no bar o povo já estava umas quatro ou cinco doses na minha frente. O papo já era (bem) descontraído, e no lado dos homens a Déia era o centro das atenções. Rodeada, ela fazia graça. Jogava os cabelos avermelhados pra lá e pra cá, abusava das caras e bocas, e claro, enlouquecia todos com o seu decote. Eu peguei uma bebida e fiquei assistindo meio de lado, conversando com a ala feminina. Ala essa que olhava resignada o que ela fazia. As mais certinhas, com nojo. As mais liberais, com inveja. Fui para junto da ala mais liberal, é claro. Foi quando ela me viu. Eu tinha emendado um papo animadíssimo com a Clara, uma loira deusa que nem trabalha mais conosco, mas que volta e meia aparece no dia do chopp. Ela veio voando, nem ao menos deixando rastro pros meus abasbacados colegas.

– Claaaaaaaaaaara! Há quanto tempo! – ela falou, se abraçando na deusa loira. Depois virou-se para mim: – E aí, guri? Fazendo hora extra?

Ficamos os três conversando, e de vez em quando mais outras pessoas se juntavam e saíam do papo. Mais algumas doses depois a Clara se despediu, e ficamos eu e a Déia em um canto.

– Não atrapalhei nada, né? – ela me perguntou, com a maior cara de safada.

– Imagina! A Clara é minha amiga… – respondi.

– Eu também sou tua amiga.

– Sim, tu também é minha amiga.

– Mas a Clara é tua amiga assim como eu?

Nunca comi a Clara, infelizmente. E nem mentiria que tinha comido. Mas podia não dizer sim e nem não, né? Foi o que fiz.

– A Clara é tri querida… Tu também é!

Ela me olhou enfezada. Não sei se por não ter falado que ela era mais querida que a Clara, ou se por não ter deixado nada claro. Tomou o que restava no copo de um gole só.

– Tô bem bêbada, Ricardo.

Dava pra notar. Fiquei só olhando pra ela.

– Sabe o que eu tava pensando? Essa Clara é uma gata, né?

Assenti.

– Pois é. Tava pensando em vocês dois. Tu comendo ela.

Filha da puta. Sabia por onde me pegar.

– Eu ia ficar só olhando. Ou talvez, se tu me chamasse, eu ia ajudar ela a te dar uma canseira.

Senti meu pau endurecendo.

– Aí, quando tu tivesse bem cansado, ia ficar quietinho olhando nós duas.

Ela deu um jeito de se virar e roçar a bunda no meu pau. Baixou o rosto e me olhou assim, por baixo.

– Tu ia gostar, né?

Eu devia estar com a maior cara de babaca, igual um piá que nunca ouviu nada disso da boca de uma mulher.

– Vamos sair daqui? – ela perguntou, fazendo o seu grand finale, jogando os cabelos de um lado pro outro sei lá de que jeito. Tinha ganho o jogo.

Pegamos o carro e fomos para o motel mais perto. No caminho ela me beijava, lambia a minha orelha e meu pescoço, enquanto apertava meu pau por cima da calça. Entramos na suíte atracados, arrancando nossas roupas, e nos jogamos na cama. Ela veio por cima de mim, passando os seios no meu rosto.

– Gosta deles, né?

– Gosto.

– Eu vi. Tu ficou olhando o tempo todo hoje de tarde.

– De tarde o caralho. – falei. – Desde de manhã.

– Safado. Então aproveita. Chupa eles…

Chupei, mamei, mordi. E ela se contorcia, roçando o corpo no meu. Pegava meu pau, punhetava, me deixava maluco, depois largava. E aí o telefone tocou. O dela.

– Não vai atender, perguntei, mergulhado entre seus seios.

– Bem capaz. Deve ser o idiota do meu namorado. – olhou pro aparelho, jogado na mesa perto da entrada, e gritou: – Vai aprender a fuder!

Eu caí na risada, e ela também. Aproveitei e trocamos de posição. Virei-a entre meus braços e coloquei-a sob mim na cama. Desci a boca pela barriga, até chegar ao seu sexo. Abri os lábios com os dedos, e passei a lambê-la. Lambia toda a extensão, depois enfiava a língua o máximo que podia dentro dela e fazia movimento de vai e vem. Ela se abria o máximo que podia, pedindo que a fudesse com a minha língua. Então eu tirava a língua de dentro dela e brincava com seu clitóris.  Foi assim que ela gozou pela primeira vez, as pernas abertas, as mãos segurando os pés, ajudando-se a ficar ainda mais exposta e aberta pra mim, urrando de prazer.

Baixei suas pernas, coloquei as minhas uma de cada lado do seu corpo, e levei meu pau para o meio dos seus seios. Apertei os dois um contra o outro, pressionando meu pau, e passei a fudê-los numa gostosa espanhola. Ela me olhava extasiada, falando “vai, fode”, “fode essas tetas que tu ficou cuidando o dia todo”, e outras coisas assim. Mandei que ela segurasse os seios, e com as mãos livres peguei-a pelos cabelos e baixei seu rosto. A cada estocada entre seus peitos, meu pau entrava um pouco na sua boca.

Sem ela esperar, tirei suas mãos e empurrei meu corpo pra frente, enfiando meu pau na sua boca, fazendo-a quase engasgar. Ela me olhou, os olhos arregalados, mas puxei seus cabelos e falei, duro:

– Não reclama! Cala a tua boca e chupa direito esse pau.

Ela acenou positivamente com a cabeça, e passou a exibir toda a sua habilidade oral. Eu ditava o ritmo puxando-a pelos cabelos, e ela se esmerava com a língua. As vezes eu puxava sua cabeça para trás, tirando o pau da sua boca, e passava-o em seu rosto, deixando-a toda babada. Em outras vezes, com a mão livre, batia com o pau no seu rosto. Ela estava adorando!

Coloquei uma camisinha e mandei que ela ficasse de quatro na beirada da cama. Em pé, por trás dela, posicionei meu pau na entrada da buceta e, segurando-a pelos ombros, puxei-a para trás, de uma só vez, enfiando tudo. Ela gritou, me chamando de animal, mas logo emendou:

– Me fode!

E eu fudi. Enfiava forte, segurando-a pelas ancas, enquanto ela gemia sem parar. Puxava-a pelos cabelos, e ela se empinava toda, se abria toda, adorando. Coloquei o pau bem no fundo e parei de mexer. Ela virou o rosto para trás, e eu falei:

– Rebola.

Ela mexeu de leve os quadris.

Dei um tapa na sua bunda.

– Rebola direito!

Ela levou um susto, mas rebolou com mais intensidade.

Dei outro tapa.

– Qual é o teu problema? Aposto que no pau do chefe tu rebolou com mais vontade hoje no almoço.

Ela rebolou com vontade, a cabeça virada para trás, me olhando cheia de tesão, ao mesmo tempo em que mexia negativamente a cabeça. Levei um dedo à sua boca, e mandei que ela babasse. Com ela rebolando no meu pau enfiado todo na sua buceta e chupando meu dedo, quase gozei. Mas me segurei. Tirei o dedo da sua boca e fui colocando de leve na sua bunda. Ela tentou se retrair, mas eu forcei. Ela relaxou, e tomada de tesão, me disse que iria gozar de novo.

Cadenciei os movimentos do meu pau com o do meu dedo, e pude sentir seus dois orifícios se contraindo, enquanto ela enfiava o rosto no colchão, se contorcendo toda. Seu corpo ficou mole, e eu deixei que escorregasse para frente, me tirando de dentro dela, e caísse deitada na cama. Arranquei a camisinha e fiquei ali em pé me tocando, olhando-a deitada, a respiração diminuindo a intensidade, o corpo suado ainda tendo pequenos espasmos de prazer.

Quando ela virou-se e me viu ali batendo punheta, não teve dúvidas: ficou de joelhos e abocanhou meu pau. Chupava com gosto, olhando nos meus olhos, querendo me devolver todo o prazer que tinha recebido. E conseguiu. Não demorou muito e eu explodi num gozo forte, melando sua boca, seu rosto, seus seios. Ela levou os dedos onde tinha porra no seu corpo, e depois colocou tudo na boca.

– Não quero perder uma gota! – me disse, quase me fazendo gozar de novo.

Deitamos lado a lado, curtindo aquela sensação gostosa, e enquanto eu acendia um cigarro, ela virou-se para mim:

– Eu não transei com o chefe.

Olhei pra ela, rindo.

– Sério, eu nem almocei com ele. Era só pra te incomodar…

– Sei… – eu não achava mesmo que ela tinha dado pra ele, mas agora eu queria incomodar.

– Ai, Ricardo! É sério!

– Aham…

– Juro! Bem capaz que eu ia dar pra ele!

Daqui a pouco ela teria um chilique.

– Certo…

Mas safada do jeito que é, não teve chilique nenhum. Resolveu é me provocar mais:

– Mas se tu não quer acreditar, azar o teu. – colocou a mão no meu pau – Se isso te deixa excitado, eu dou pra ele. Tu iria gostar?

Não falei nada.

– Ele também ficou ligado nos meus peitos. Tu sabe, né? – meu pau já tava ficando duro de novo na sua mão – Mas agora falando sério, Ricardo.

– Fala…

– Quando é que tu vai arrumar uma mulher pra transar com a gente?

Se é que isso é possível, meu pau saindo de um quarto de bomba para pura rocha em menos de um segundo. Pensei na Nathalia, pensei na Clara, pensei na Rainha. Pensei em todas juntas. Não sabia nem no que pensar direito. Tudo naquela fração de segundo. E aí o telefone dela tocou.

– Agora eu preciso atender… – ela falou, largando meu pau, meio que se desculpando.

Quando pegou o celular e viu as horas, me falou, antes de atender:

– Merda! Preciso ir!

Olhei pro meu pau duro, e ainda com as imagens que tinha na mente, pensei: “ah, mas não vai mesmo!”, enquanto ouvia ela falar no telefone:

– Oi amor… É, não escutei o telefone… Bolsa de mulher, sabe como é…

Nem todo dia é igual – Parte IV

26 out

Leia a primeira parte CLICANDO AQUI!

Leia a segunda parte CLICANDO AQUI!

Leia a terceira parte CLICANDO AQUI!

Acendi um cigarro e fiquei olhando para a TV. O plano era passar a tarde lá mesmo, sem trabalhar, então mais uns minutos não faria diferença. Agora o filme mostrava uma morena bonita, pernas longas e seios fantásticos, chupando o pau de um negro. O contraste das cores de pele logo me fizeram pensar na Rainha. Será que estava almoçando no mesmo lugar? Estava arrependida pela noite de ontem? E se ela soubesse o que tinha rolado com a Déia? O meu “apenas curtir” durou pouco! hehehe

Levantei e tateei os bolsos da calça atrás do celular. Peguei-o nas mãos e fiquei pensando: ligo, mando mensagem, faço o que?  Me olhei no espelho gigante que cobria toda a parede: pelado, cigarro em uma mão, celular na outra, me perguntando se ligava ou mandava mensagem. Falei alto, para a minha imagem:

– Parece uma mulherzinha! Ligo, não ligo… Toma jeito de homem, rapá!

Joguei o celular de lado e deitei novamente. Agora, no filme, o negro fazia uma espanhola profissional nos seios da morena. Deslizava o pau entre aquelas maravilhas, enquanto ela o olhava nos olhos, fazendo biquinho com os lábios. Comecei a ficar excitado de novo. Levei a mão até o meu pau, e passei a massageá-lo de leve, sentindo-o endurecer.

Bati uma punheta e gozei, enquanto o negro enrabava a morena no filme. Se continuasse nesse ritmo, ficara desidratado. Não o negro, eu mesmo.

Cheguei no trabalho quase na hora de sair. Tinha um e-mail da Déia. Ela dizia que tinha adorado o “almoço”, e meio que pedia desculpas por “se atirar no meu colo”, segundo palavras dela. Disse que andava carente, que precisava de um “amigo de foda”, e que achou que eu seria a pessoa ideal, afinal eu era “sacana e gostosinho”, segundo ela. Disse ainda que eu não me preocupasse, pois não colaria no meu pé, mas que pelo que tinha sentido, achava que a sua carência ainda duraria um bom tempo. Terminou fazendo piada e mandando beijos, e confesso que gostei do e-mail. Não sei se na prática seria tão light assim, mas…

Respondi no mesmo tom, brincando e falando sério, me colocando à disposição pra acabar com a sua carência, mas dizendo que não me esforçaria muito, assim a carência duraria mais. Falei que também curti muito o almoço, e que não me preocupava com ela pegar no meu pé, afinal ela me conhece e saberia que esse seria o primeiro passo pro amigo de foda se transformar em amigo foda-se. Coloquei umas risadas no final, pra não parecer grosseiro, e enviei. Depois me arrependi. Achei que tinha ficado grosseiro. Liguei pra Nathalia:

– Oi baby! Olha só…

Expliquei por alto a situação. E li o e-mail que tinha mandado, perguntando se ela achava que eu tinha sido grosso. Ela escutou tudo em silêncio. E então falou:

– Ah, meu! Porra! – (coloque aqui um sotaque paulista, pois quando ela fica irritada, volta todo o sotaque que ela já perdeu) – Você tá de sacanagem, né? Não acredito que me ligou pra isso!

Desligou o telefone na minha cara.

Fui até a porta da sala e fechei-a. Voltei pra minha mesa e fechei também o note. Eu precisava colocar a minha cabeça no lugar. Era óbvio que não devia ter ligado pra ela PRA ISSO. Acho que a porra tinha tomado conta do meu cérebro. Parei com tudo e fiquei ali sentado, só pensando.

No final da tarde fui pra casa, troquei de roupa e fui pra academia. O som bem alto nos fones de ouvido e a canseira que tomei dos aparelhos levaram minha cabeça pra longe. De volta em casa, tomei um banho e pensei em ligar pra Nathalia, mas desisti. Sei que tinha feito bobagem, mas fiquei chateado por ela ter sido grossa e ter desligado na minha cara. Deitei na cama e dormi tal qual uma pedra, sonhando com a umidade da buceta da Rainha e com a boca gostosa da Déia me chupando.

Acordei de manhã, tomei um banho e enquanto dava o nó na gravata, vi que tinha mensagem no meu celular. A primeira era da Nathalia, e como ela faz sempre, era como se nada tivesse acontecido: “Tentei te ligar de noite. Queria te ver e saber como andam as coisas com seu bando de namoradas. E depois te usar pra te deixar bem cansado pra elas. Bom dia. Te amo. Me liga.” A segunda era da Rainha, e era da noite anterior. Ela mais uma vez se desculpava: “Ainda me sinto mal por ter saído correndo naquele dia. Queria poder me redimir. Saudade.”

Pronto, fiquei feliz. Tinha dormido chateado, e ao acordar já estava me sentindo fodão. Respondi pra Rainha: “Relaxa. Eu juro que entendo o que tu tá sentindo. Mas pode te redimir hoje, no almoço.” Depois liguei pra Nathalia. Ela já estava no trânsito, e ficamos de falar mais tarde. Fui trabalhar.

Pelas 10 da manhã, recebo uma nova mensagem: “No almoço? Com todo aquele povo escutando os meus pedidos de desculpas?”. Espertinha, bem espertinha essa Rainha. Respondi: “Não. Só eu e tu. Mas mesmo que ninguém escute, pode fazer os pedidos de desculpa na minha orelha.” Nem 30 segundos depois, ela responde: “Ai, tô vendo que essas desculpas vão acabar gerando novas desculpas”. Mandei: “E assim por diante”.

Combinamos de ir almoçar em outro restaurante, pro lado oposto do que todo mundo sempre ia. Quem chegasse primeiro, pegava uma mesa. “Perto do banheiro”, escrevi, fazendo graça.

Cheguei primeiro desta vez. Procurei o banheiro, só para brincar com ela, e acabei conseguindo uma mesa relativamente perto. Em poucos minutos ela chegou, balançando pulseiras douradas e aqueles quadris que nem sei como entravam em jeans tão apertados. O decote mais uma vez prometia o paraíso. Nos cumprimentamos com beijinhos no rosto.

– Oi! Quanto tempo! – eu disse.

– Oi “queri”! Nem faz tanto tempo assim.

Era a minha deixa.

– Pra mim, uma eternidade. – mandei, sem dó. Ela ficou vermelha, desconcertada, feliz e surpresa. Baixou os olhos, sorrindo, e meio gaguejando, falou:

– Sempre um gentleman.

– Só com quem merece. – Gol. Dois a zero pra mim.

Ela olhou em volta, curiosa. Apontei pro banheiro.

– Tá ali.

Fingiu estar surpresa:

– Ai, bobo! Nem era isso que eu estava olhando!

Almoçamos e conversamos, primeiro sobre amenidades, e depois sobre a nossa noite no banheiro. Ela tentava se desculpar pelo que acontecera, dizendo que nunca tinha feito nada disso. Que era casada e que amava o marido. Eu me fazia de querido, mas de fato sabia como ela se sentia. A falta de sintonia sexual é a pior coisa que pode acontecer em um casamento. Disse também que não duvidava em momento algum do que ela sentia pelo marido, apenas sugeri que ela também prestasse atenção no que ela sentia e desejava pra ela mesma. Nesse ponto, as faíscas novamente voavam de nós. Segurei a mão dela por baixo da mesa, e ela correspondeu. Chegamos com as cadeiras o mais próximo que podíamos, mas sabíamos que ali, naquele horário, nada daria pra fazer. Coloquei a mão na sua coxa, e acariciei-a sobre a calça jeans. Ela entreabriu as pernas, desejando o meu toque. Debruçou-se na mesa, e os seios quase pularam do decote pro meu colo. Senti meu pau endurecendo, enquanto meus dedos chegavam à sua virilha. Alguma coisa precisávamos fazer. E ao mesmo tempo não podíamos fazer nada.

– Eu preciso ir… – ela falou, olhando no relógio.

– E eu preciso ir pra algum lugar contigo. – respondi, levando sua outra mão até o meu pau duro.

– Seu doido! Tá todo mundo olhando! – ela falou, mas não tirou a mão.

– E tu ainda nem pediu desculpas no meu ouvido. – falei.

Ela veio mais perto, colou seus lábios na minha orelha, e falou uma vez: “desculpa”. Deu um beijinho de leve, tocou a ponta da língua, e pediu desculpa novamente. Virei de frente pra ela, e sem que ela esperasse, beijei sua boca. Um beijo rápido, delicioso e excitante.

Sem conseguir olhar nos meus olhos, ela falou:

– Não sei onde estou com a cabeça, mas azar. Depois eu procuro ela. Amanhã, no início da tarde, vou visitar um cliente. Devo estar liberada as quatro. Posso dizer que o cliente é as seis. O que acha?

– Onde te pego as quatro?

Me passou o endereço, e fomos embora. Ela rebolando, e eu me contorcendo.

No dia seguinte, adiantei tudo o que pude no trabalho, e antes das 3 e meia me mandei. Fui dirigindo devagar, tentando não pensar demais no que estava para acontecer. Pouco antes das 4 horas cheguei ao local combinado. Esperei um pouco, do lado de fora do carro, fumando um cigarro e sem tirar os olhos da recepção do prédio. Alguns minutos depois, ela apareceu. Vestia uma saia justa, na altura dos joelhos, sapatos de salto e uma blusa com seu habitual decote. O cliente deve ter fechado o negócio. Eu, pelo menos, assinaria qualquer coisa que viesse das mãos daquela mulher.

Ela veio ao meu encontro, nos cumprimentamos com beijinhos recatados no rosto, e entramos no carro. Dei a partida, enquanto ela me contava sobre a reunião. Estava eufórica e tinha de fato fechado o negócio, e então propus um brinde:

– Vamos abrir uma champanhe!

Ela fez a cara mais safada do mundo, olhou em volta, dentro do carro, e perguntou:

– Mas tem uma garrafa aqui?

Sorri. Ela também sabia jogar.

– Não, mas conheço um lugar aqui perto que tem.

– ‘Bora lá!

Já pedi a garrafa na recepção, e entramos no quarto quase que arrancando as roupas um do outro. Fechei a porta atrás de mim, puxei-a ao meu encontro, e girando nossos corpos, prensei-a de encontro à porta. Nossas línguas exploravam uma à outra, enquanto minhas mãos subiam pelas suas pernas, levando junto a saia. Escorregando as mãos pela sua bunda, senti a minúscula calcinha que se perdia entre as nádegas. Subi as mãos, levando agora a sua blusa, que ela me ajudou a retirar e depois jogou longe. Seus seios agora se ofereciam, à minha frente, prontos para serem degustados. Segurei-os por baixo e baixei o rosto, sentindo a maciez da sua pele na minha face, até encontrar o biquinho durinho e abocanhá-lo. Lambi e chupei, enquanto ela se revirava de encontro à porta, com as mãos no meu pescoço, me puxando para mais perto dela, como se isso fosse possível.

Ela levou um susto quando bateram na porta, e a camareira acabou cortando um pouco o nosso clima. Ela baixou a saia, mas como estava sem blusa, ficou com os seios descobertos, enquanto eu pegava a champanhe e as taças. Ela veio até mim e soltou o nó da minha gravata, e abriu dois botões da camisa. Larguei as taças sobre a mesa, e abri a champanhe. Servi e brindamos, pela sua venda, pelo nosso encontro. Bebericamos e, em pé, em frente a ela, não resisti. Coloquei a ponta dos dedos dentro da taça e depois levei ao seio direito, molhando o mamilo. E então chupei. Ela gemeu. Fiz o mesmo no esquerdo. Nos beijamos e, cambaleando, nos jogamos na cama.

Percorri seu corpo com as mãos, e tirei a sua saia, deixando-a apenas com a minúscula calcinha. Desci a boca pelo pescoço, seios, barriga, e, sem ela esperar, levei as duas mãos à calcinha, e em um único puxão, rasguei-a. Ela gemeu de susto, de tesão, me chamou de louco, mas abriu as pernas para que eu ficasse entre elas. Acariciei a buceta rosada e melada com os dedos, sentindo todo o seu tesão e o cheiro delicioso que ela exalava. Coloquei a boca, sugando o seu mel, e passei a correr a língua pelos grandes lábios, tocando de leve no grelinho que, naquele momento, estava bem durinho. Prendi-o entre os lábios e o chupei, fazendo-a se contorcer e gemer cada vez mais alto. Ela abriu as pernas ainda mais, oferecendo-se toda para mim, que passei a fudê-la com a minha língua.

– Para, pelo amor de Deus… – ela pedia, mas sem parar de mexer os quadris.

Tirei a boca e coloquei logo dois dedos, olhei pra ela e perguntei:

– Tá ruim?

Ela, com as mãos nos próprios seios, os olhos injetados de tesão, balbuciou:

– Não… Não… É que assim eu vou gozar…

Nem dei bola. Sem tirar os dedos, voltei com a minha língua ao seu clitóris, lambendo, chupando, ouvindo seus gemidos ficarem ainda mais altos, até sentir seu corpo começar a tremer, e ela instintivamente fechar as pernas, me prendendo entre elas, ficando ainda mais molhada, mordendo os lábios, sem precisar anunciar o gozo que tomava conta do seu corpo.

Depois de um tempo tirei os dedos de dentro dela e saí do meio das suas pernas, deitando ao seu lado na cama. Ela beijou a minha boca, com o gosto da sua buceta, e lembrei da Déia. Ela gostaria do gosto delicioso da Rainha. Meu pau duro fazia volume na calça, mas ela parecia não notar. Soltou o resto dos botões da camisa, e acariciou o meu peito e a minha barriga. Lambeu e mordeu meus mamilos, me deixando ainda mais louco de tesão. Passou os seios no meu rosto, na minha barriga, no meu peito. Eu tentei acariciá-la, mas ela não deixou. Disse que era pra ficar bem quietinho. Obedeci. Tirou meus sapatos, minhas meias, e abriu a minha calça. Baixou-a, sem encostar no meu pau duro, deixando-me apenas de cuecas. Correu as mãos pelas minhas coxas, descendo pelas pernas, agora ajoelhada entre elas. Meu pau pulsava, ainda preso dentro da cueca.

Subiu as mãos, me arranhando, e sem que eu esperasse, levou a boca ao meu pau, sobre a cueca. Correu os lábios pela extensão, mordendo de leve, até que finalmente livrou-o do martírio, e segurando-o pela base, foi envolvendo-o aos poucos na sua boca quente. Agora era a minha vez de gemer baixinho, enquanto curtia sua boca me lambendo e me chupando. Ela sabia como fazer, e estava me levando à loucura. Estiquei a mão e peguei uma taça que tinha champanhe pela metade, e afastando seu rosto de leve, derramei o líquido no meu pau. O líquido gelado escorreu pelas minhas bolas, pela minha bunda, e o contraste de sensações com a língua quente que veio logo depois, quase me fez gozar. Ela chupou forte, com gosto, e tive que me segurar para não derramar a minha porra na sua boca.

Consegui me desvencilhar do seu toque, e coloquei-a de quatro na cama. Rapidamente coloquei uma camisinha, e posicionei meu pau na entrada da sua buceta. “Vem pra trás”, mandei, e ela veio, rebolando, deslizando o meu pau pra dentro dela. Entrou tudo, e com ele todo lá dentro, ela ficou apenas rebolando, sem fazer vai e vem, e a sensação deliciosa que eu sentia era como se meu pau tivesse sendo torcido. Segurei-a pelas ancas e decidi tomar o controle da situação, e passei a fudê-la cadenciadamente e com força, penetrando-a fundo e forte, arrancando suspiros e gemidos que serviam para me deixar ainda mais doido de tesão.

A visão da sua pele morena, aquela bunda deliciosa que tremia cada vez que eu estocava, o seu gemido abafado, a sensação do pau deslizando naquela buceta ensopada, tudo isso ia me tirando mais e mais do chão. Apertei as nádegas com força, e ela soltou um “ai” maroto e, virando o rosto para trás, me olhou sorrindo. Não tive dúvidas, dei um tapa na sua bunda. Ela gostou, e com cara de vadia, pediu mais. Dei mais uns 5 ou 6 tapas, e ela cada vez arrebitava mais a bunda pra mim, pedindo mais, se oferecendo mais. Levei um dedo até a sua boca, e mandei que o chupasse. Chupou e babou meu dedo como se fosse um caralho. Tirei-o da sua boca, e posicionei-o na entrada da sua bunda. Ela me olhou assustada. Eu sorri. Ela não disse que não, e eu enfiei. Entrou apertado, ela reclamou de dor, mas não pediu para parar. E eu não parei. E ela enlouqueceu de prazer. Rebolava no meu dedo e no meu pau, e praticamente fora de si, me avisou que iria gozar. Eu que já não agüentava mais, acompanhei-a. Gozamos juntos, ela comigo dentro dela, eu entrando e saindo dela.

Caímos na cama, lado a lado. Nos beijamos com ternura, mas eu sabia que não podia deixar o pique cair, senão ela começaria a pensar no que tinha feito, no marido, no casamento. Peguei a garrafa, e passamos a beber no gargalo. Restou um pouco e virei sobre o seu corpo, lambendo-a nos seios, na barriga, até chegar de novo na buceta. Ela virou-se sobre mim e, mesmo ainda mole, colocou meu pau na boca. Fizemos um delicioso 69, ela cada vez mais molhada e meu pau endurecendo na sua boca. Ela chupava muito bem! Saiu de cima de mim e, mais uma vez entre minhas pernas, usou toda a sua concentração para me dar prazer. Chupava e punhetava, lambia meu saco, arranhava as minhas coxas. Parecia se divertir com o seu poder de me deixar maluco, e quando notou que eu não iria mais agüentar e acabaria gozando, usou toda a sua técnica. E assim eu gozei, olhando a minha porra branca escorrendo naquele rosto moreno.

Ela foi tomar banho, e como não me convidou, fiquei fumando um cigarro. Depois foi a minha vez no banho, e quando saí, ela já estava pronta para ir embora. Entramos no carro e, automaticamente, levei a mão entre suas pernas, por baixo da saia. Ela estava de calcinha! Olhando minha cara de surpresa, ela riu:

– Mulher prevenida vale por duas. Tinha outra na bolsa.

Puxei-a para mim e falei, antes de beijá-la:

– Prevenida ou não, Renata, tu já vale por duas.

Larguei-a perto do trabalho, e fui pra casa. Não sabia o que iria acontecer no futuro, e embora a idéia de eu ela e a Déia na mesma cama fosse sensacional, tinha ainda muita água pra passar por baixo da ponte até que chegássemos nesse ponto. Liguei a TV e em um canal qualquer de música a Beyonce cantava. Tirei o som e fiquei só babando, ainda com o gosto da Rainha na minha boca.

Ainda tinha que jantar com a Nathalia, e me deu vontade de almoçar com a Déia no dia seguinte. Se antes eu reclamava de rotina, agora nenhum dia era igual.

FIM

PS: Isso ocorreu já faz um tempo, e como demorei pra contar, outras coisas já rolaram. Qualquer hora conto mais pra vocês!

Nem todo dia é igual – Parte III

3 out

Leia a primeira parte clicando AQUI.

Leia a segunda parte clicando AQUI.

Passaram-se 5 minutos e nada da Rainha voltar pra mesa. Comecei a ficar preocupado. Quando pensei em voltar no banheiro para procurá-la, ela reaparece. Nem parecia a mesma que tinha se acabado nos meus dedos: parecia distante, resignada, arrependida. Eu havia pedido mais dois chopes, e ela pegou o dela e bebeu de uma só vez. E então finalmente me olhou. Tentei decifrar aquele olhar.

– Eu preciso ir embora. – me falou, baixando os olhos.

– Tá tudo bem? – perguntei, tocando a sua mão.

Ela afastou, delicadamente.

– Sim, sim… – respondeu confusa – Mas já está tarde e…

Eu sabia o que ela devia estar pensando. Sabia que não era a hora de forçar nenhuma situação, se quisesse continuar a nossa história. Então nem deixei ela terminar de falar.

– Renata, tudo bem. Relaxa. Eu entendo. Vai, e amanhã a gente se fala.

Ela me olhou, aliviada.

– Não quero que tu pense… – começou a falar, e cortei ela de novo:

– Não tô pensando nada, relaxa. Eu te entendo. Sério. Pode ir.

Ela abriu a bolsa e tirou a carteira. Eu tirei a carteira da mão dela e joguei dentro da bolsa.

– Renata, vai.

Ela sorriu. Me deu um selinho rápido. Levantou-se e antes de partir falou:

– Tu não existe, Ricardo!

Fiquei ali, olhando ela ir embora, curtindo o seu balanço e terminando o meu chopp. Até as minhas bolas me lembrarem que eu não tinha gozado, e que isso agora era uma necessidade.

Chamei o garçom e pedi a conta. Paguei o que havíamos consumido, deixando uma boa gorjeta para o rapaz. Já na calçada, acendi um cigarro e fui caminhando em direção ao carro. Pouca gente nos bares, mas o que lá estavam pareciam animados. Vi uma mesa com quatro ou cinco garotas, que bebiam e riam alto. Em outra um casal brigava, e pelo ar de acusação da moça quase pude adivinhar o motivo: o carinha havia perdido o olhar na mesa das meninas. Os bares mudavam, os personagens mudavam, mas as pessoas têm hábitos e vidas muito parecidos.

Sentei no banco do motorista e o desconforto se fez piorar. Quem é homem sabe do que estou falando. Ficar muito excitado e não poder gozar deveria ser crime inafiançável. Dando partida no carro, o que eu mais queria era chegar em casa. Fiz o percurso em tempo recorde, descumprindo grande parte das leis de trânsito. Já no elevador, recebo uma mensagem no celular: “desculpe sair desse jeito. fiquei envergonhada e confusa. espero que não pense mal de mim. bjs rê”. Abri a porta e logo deixei de lado as chaves, carteira e celular. Me joguei no sofá da sala, abrindo as calças e liberando meu pau da cueca. De olhos fechados, com a imagem da Rainha mordendo a mão para não gemer alto enquanto meus dedos entravam e saiam de dentro dela, senti meu pau endurecendo ao toque da minha mão direita. E pensando naqueles seios deliciosos na minha boca, roçando no meu rosto, bati uma punheta furiosa, explodindo em um gozo farto, melando minhas mãos, meu saco, o sofá e o chão. Pobre faxineira.

* * * *

No dia seguinte, de manhã cedo, peguei o elevador com a Déia. Ela me cumprimentou, mas não me deu papo. Nem eu tentei, na verdade. Não falo muito de manhã cedo. Mas ela fala, se possível, todas as 24 horas do dia. Mas apenas me cumprimentou, e ficou conversando com uma menina que trabalha junto dela. A porta do elevador se abriu e ela se foi sem nem olhar pra trás. Decidi que iria tirar essa história a limpo, e que seria hoje.

Lá pelo meio da manhã, mandei uma mensagem pra ela. Pedia que me encontrasse no fumódromo, dali a cinco minutos. Ela respondeu apenas um “ok”. Peguei meu cigarro, ensaiei meu melhor sorriso, e fui para lá.

Quando cheguei, ela já estava lá. Acabara de acender seu cigarro. Me recebeu sorrindo, criando ainda mais confusão na minha mente. Me cumprimentou com um beijinho, me oferecendo um cigarro do seu maço.

– E aí, guri! Tudo bom contigo?

Porra. Aquela guria só podia ser bipolar. Menos de 24 horas antes me largara sozinho na calçada, praticamente brigada comigo.

Agradeci a oferta, mas peguei o cigarro do meu próprio maço. Passei o Zippo na calça, trazendo-o aceso de encontro ao cigarro na minha boca.

– Uau! Acho isso tão másculo! Me lembra aqueles gângster dos filmes. Adoro! – ela falou, me olhando sorrindo. De repente eu já não sabia mais o que fazer ou o que falar. Apenas sorri. E ela ficou ali me olhando, esperando que eu falasse algo, o que praticamente não tinha feito desde que chegara.

– Olha Déia, queria te falar sobre ontem… – comecei.

– Isso, Ricardo! Me conta tudo! No final da tarde a Rê me falou que vocês iriam se encontrar! – ela falou, me cortando animada.

Parei. Pensei. Não poderia ficar assim.

– Não, na verdade queria falar sobre outra coisa…

– Ah para, Ricardo! Nem vem! Eu fiz o teu filme com ela, e agora tu não vai me contar? – Ela começara a ficar vermelha, impaciente.

Enchi o saco. E fui direto ao ponto.

– Porra Déia! É difícil te entender, sabia? Ontem quando saímos do restaurante tu fez um chilique, foi grossa pra caralho comigo, me deixou falando sozinho na frente daquela merda de loja… E agora tu quer saber o que eu fiz depois? Porra!

Ela não esperava uma reação assim de mim. Ficou ali parada, me olhando perplexa. Eu continuei:

– A gente sempre se deu tri bem. Sempre te contei todas as putarias que fiz, e tu sempre me contou o que aprontava com teus namorados. E, de uma hora pra outra tu vira uma puritana e diz que eu preciso arrumar um quarto? Não fiz nada de mais naquela merda de restaurante com comida sem gosto! Nada! E nunca esperei uma reação daquelas de ti. Logo de ti. Qual é o problema? O que tá acontecendo?

Os olhos dela se encheram de lágrimas. Ela baixou o rosto e eu me arrependi imediatamente de ter estourado com ela.

Finalmente ela me olhou. Já tinha se recomposto, em parte. Suspirou, parecendo ter desistido de falar o que tinha pensado em falar. Balançou a cabeça, ensaiou um sorriso (que não saiu) e então falou:

– Ricardo, se tu não sabe o que tá acontecendo, eu acho que de certa forma isso até me decepciona. Achei que tu entenderia desse assunto, mais do que ninguém. De qualquer maneira, me desculpa por te deixar falando sozinho. – Levantou-se e jogou o cigarro no chão. – E pra tu não dizer que fiz isso de novo, tô indo. Tchau.

Se virou quase na porta, a tempo de me ver juntando o toco de cigarro dela do chão. Parou e sorriu. E caminhando em minha direção, disse:

– Guri, tu não existe.

Eu já tinha ouvido aquela frase antes, saída da boca da Rainha.

Ela me abraçou, e eu correspondi. Ficamos assim por um tempo, com os corpos encostados, acho que selando a nossa paz novamente. Corri meus dedos entre seus cabelos avermelhados, e senti-a se arrepiando ao meu toque. Automaticamente puxei seu rosto pra cima e a beijei. Nossos lábios se juntaram, e a sua língua entrou na minha boca, à procura da minha. Joguei de novo o toco do cigarro no chão, e puxei-a ainda mais de encontro a mim. Ela segurou meus braços, como que para não me deixar soltá-la. Senti meu pau endurecendo, e notei que ela também sentiu. Entre um beijo e outro, brinquei:

– Agora sim eu preciso arranjar um quarto.

Sem me largar e praticamente sem descolar sua boca da minha, ela respondeu:

– Então arranja. Arranja um quarto ao meio dia.

Roçou o corpo no meu, como que para sentir minha excitação, me deu mais um beijo e se foi. E pela segunda vez em pouquíssimo tempo, tive que me contorcer todo para esconder meu pau duro.

* * * *

Voltei à minha mesa e fui direto para o Google buscar qual o motel mais próximo. Achei um, distante poucos quilômetros do escritório. Liguei e marquei uma suíte. Não era nenhuma maravilha o lugar, mas serviria. Liguei pra Déia, e sem rodeios informei que já tinha arrumado um quarto. Sem hesitar, me pediu as coordenadas e me disse para nos encontrarmos lá.

Trabalhei aos trancos e barrancos, contando os minutos para o meio dia. Quando deu a hora saí quase que correndo até o estacionamento. Em poucos minutos entrei no motel, e fui informado que ela já estava lá. Estacionei ao lado do seu carro e quando abri a porta do quarto notei que estava tudo escuro. Tranquei a porta do quarto e larguei as chaves do carro sobre a mesa. Caminhei pelo hall, me acostumando com o escuro. A TV estava ligada em um canal pornô e a claridade iluminava um pouco, de acordo com as mudanças de cena. Deitada em cima da cama, apenas de lingerie, a Déia olhava fixamente para a tela. Parecia gostar do que via. Ela tinha um belo corpo, como eu e os outros caras já havíamos presumido em tantas conversas. Pele branquinha, com sardas no colo que pareciam ter sido espalhadas ali por um pintor. Pernas bem torneadas e seios médios, na medida certa.

Livrei-me rapidamente e desajeitadamente das minhas roupas, ficando apenas de cuecas. Me aproximei devagar, já sentindo meu pau endurecer. Ela ainda não tinha me olhado e quando deitei ao seu lado na cama, apenas falou, sem tirar os olhos da TV:

– Olha isso…

No filme, a mulher cavalgava um homem, de costas, o pau entrando e saindo da sua buceta. Em pé na cama, na frente dela, outro homem enfiava e tirava o pau da sua boca. Ela quase engasgava, mas chupava com vontade, sem parar de subir e descer no outro homem.

Perguntei no seu ouvido:

– Gosta assim?

– Nunca fiz… Não com mais de um… Morro de vontade… – ela respondeu, correndo os dedos pela barriga, em direção aos seios. E continuou: – Eu queria… Na verdade… Não só dois… Queria vários… Fazendo de tudo comigo…

Os biquinhos durinhos pareciam querer furar o sutiã. Seus dedos tocaram o direito.

– Tu acha que eu daria conta? – perguntou, e sem esperar a minha resposta, concluiu: – Eu daria conta… Daria conta certo!

Levei minha mão à sua barriga e, imitando o movimento que ela tinha feito, subi até os seios. Senti os mamilos durinhos por cima do tecido, antes de colocar a mão por dentro. Quando toquei primeiro um, depois o outro, ela suspirou. Baixei o sutiã, liberando os dois seios para o meu toque. Ela olhava vidrada para a tela, e seu eu levasse minha boca até eles, ficaria na sua frente. Então desci a mão pela barriga, em direção ao seu ventre. Instintivamente ela entreabriu as pernas, facilitando meu acesso. Baixei sua calcinha, puxando um pouco de cada lado, até tirá-la por completo. Ela estava praticamente toda depilada, apenas com uma pequena risca de pelos. Enfiei meu rosto entre suas pernas e pude senti-la úmida na minha língua. Mal a toquei, e ela gemeu. Passei a língua entre os lábios, abrindo-a, sentindo o gosto do teu tesão. Rodeei o clitóris com a ponta da língua, e ela abriu ainda mais as pernas, arreganhando-se como podia. Afastei os lábios com os dedos e envolvi o clitóris com a minha boca. Prendi-o entre os lábios e chupei e lambi, fazendo-a se contorcer de tesão. Com as mãos na minha cabeça, as pernas totalmente abertas, ela me puxava ainda mais ao encontro da sua buceta, como se pudesse fazer com que eu entrasse dentro dela. E então me afastou, fechando as pernas abruptamente.

– Para! Para senão eu gozo!

Fui por cima dela e beijei a sua boca. Ela retribuiu, chupando a minha língua.

– Gosta do gosto da minha boca? – perguntei. – Tem gosto de buceta.

Ela balançou a cabeça afirmativamente, e respondeu:

– Gosto… O gosto da minha buceta!

– Só da tua? – perguntei, provocando.

– Só conheço o da minha… – ela falou, lambendo agora os meus lábios.

– Quer conhecer outro? – perguntei, indo com a minha língua de encontro aos seus seios, que passei a chupar e lamber. Entre gemidos, ela respondeu:

– Não sei… Não sei… Acho que sim… De quem?

Não respondi. Não sabia até onde poderia ir. Juntei os seios com as mãos e tentava lamber os dois ao mesmo tempo. Ela gemia mais alto, se contorcendo, e esticou o braço à procura do meu pau. Pegou-o duro, e logo livrou-o da cueca. Me empurrou para o lado, deixando-me de costas na cama. Escorregou o corpo para baixo e segurando-o pela base, colocou-o na boca.

Lambia a cabeça, rodeando meu pau com a língua, enquanto me masturbava devagar. Passava a ponta nos lábios, me olhando nos olhos, e agora era a minha vez de me contorcer com o seu toque. Passava o pau nos seios, e depois enfiava tudo que podia na boca. E então me convidou:

– Vem me comer, Ricardo.

Catei a camisinha, jogada em algum lugar ao lado da cama. Coloquei-a no meu pau, e a Déia me olhava, como se esperasse que eu dissesse de que jeito queria fodê-la. Deitei de costas na cama e falei:

– Faz igual aquela mulher do filme.

Ela sorriu e veio sobre mim. Virou-se de costas, segurou meu pau e guiou-o para a sua buceta. Entrou sem nenhuma dificuldade. Ela passou a cavalgar com vontade, as mãos nas minhas canelas e a bunda subindo e descendo na minha frente. Ela mexia e rebolava, levando nós dois à loucura. Às vezes se curvava para trás e eu esticava os braços e beliscava seus seios, o que ela parecia gostar. Depois se curvava para frente, me oferecendo uma visão deliciosa da sua bunda. Levei meus dedos à boca e, quando ela se curvou novamente para frente, toquei seu cu com a ponta do dedo médio. Ao invés de reclamar, ela se abriu ainda mais. Enfiei o dedo, e ela passou a gemer mais alto, a apertar mais as minhas pernas com as mãos, e gozou ruidosamente.

Seu corpo caiu sobre o meu, e com o movimento meu pau saiu de dentro dela. Depois de alguns segundos se recompondo ela se virou, livrou meu pau da camisinha e colocou na boca novamente. Com a glande envolta pelos seus lábios, ela me punhetava mais forte, olhando direto nos meus olhos. Ela sabia que logo eu gozaria. Tirou meu pau da boca, veio mais perto do meu rosto e falou no meu ouvido:

– O da Renata.

Olhei pra ela confuso, sentindo sua mão mexendo sem parar. Ela então explicou:

– O gosto da Renata… Eu queria provar…

E colocou meu pau na boca novamente, a tempo de sentir a minha porra jorrando enquanto eu me revirava na cama, delirando com a sua chupada, mas também pensando nela sentindo o gosto da buceta da Rainha.

* * * *

Ficamos deitados lado a lado por um tempo, sem falarmos nada. Ela se levantou e foi tomar um banho. Voltou pouco tempo depois, e me vendo ainda ali pelado, falou:

– Não vai te vestir? Já está na hora.

– Achei que passaríamos a tarde aqui… – respondi.

– Tá louco? Eu preciso trabalhar. E ainda quero comer alguma coisa.

Se vestiu e depois de me dar um beijo, foi embora. E eu fiquei ali mais um tempo, mas já tinha desistido de tentar entender qualquer coisa. Agora eu iria apenas curtir.

CONTINUA…

Nem todo dia é igual – Parte II

27 set

Leia a primeira parte clicando AQUI.

Quando eu saí do elevador a Déia já estava me esperando. Sorriu pra mim, e enquanto eu sorria de volta, tentava detectar algo mais na sua expressão. Saímos pela porta, sentindo o vento de setembro quase nos carregar.

– Onde vai ser o almoço? – perguntei.

– Naquele vegetariano da rua de trás.

Putz. Comida vegetariana! Era só o que me faltava. O que o cara não faz pra arrumar uma mulher.

A Déia notou a minha cara de desagrado, e comentou divertida:

– Tu vai almoçar só com mulher, Ricardo! Acha o que? Que vamos no espeto corrido? E melhora essa tua cara… Senão a tua fama de guri querido vai virar de guri chato.

Andamos até o restaurante implicando um com o outro, conversando e rindo. Cheguei lá achando que o interesse dela era coisa da minha cabeça.

Tão logo passamos na porta, avistamos as meninas na mesa. Uma delas era aquela que eu já tinha visto no outro restaurante, a amiga da Rainha. Tinha também uma loira, bonita, mas sem graça. E tinha a Rainha, que nos recebeu com um largo sorriso de dentes brancos e perfeitos, e olhando nos meus olhos com seus olhos negros, levantou-se e me cumprimentou com dois beijinhos no rosto. As outras duas fizeram o mesmo, enquanto a Déia se encarregava das apresentações.

Sentei ao lado da Déia e de frente pra Rainha, e logo estava enturmado com elas. Eram divertidas e sem frescura, e a conversa girava (muitas vezes muito rápido e desordenadamente) em vários assuntos.

– Vamos nos servir? – a loira propôs. A Déia levantou-se, e a outra também.

– Vou cuidar das bolsas… – disse a Rainha.

As outras três me olharam. Esperavam uma decisão minha. Eu tava ficando paranóico. Deus do céu, quantos anos eu tenho?

– Vou fazer companhia pra Renata.

E lá se foram as três, e eu fiquei sozinho com a Rainha.

– Senti a tua falta nos últimos dias. – Ela deu a deixa. E antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ela completou, rindo e quebrando o gelo: – Olhava o pessoal que trabalha contigo na mesa, e ficava pensando: “será que ele foi demitido”?

– Fui mesmo, – brinquei – mas me chamaram de volta. Não é fácil achar alguém como eu no mercado…

Ela olhou bem nos meus olhos, eu sustentei o olhar, e ela então falou, ronronando:

– Não deve ser mesmo…

As faíscas saltavam de nós. Ela estava pronta, e eu também. Era uma questão de oportunidade.

As gurias voltaram à mesa, e eu e a Rainha fomos nos servir. Na fila toquei em suas costas com a mão, conduzindo-a na minha frente, e juro que senti aquela tensão gostosa, aquele calor de uma parte dos nossos corpos se tocando. De volta, com todos à mesa, passamos a falar sobre trabalho, o que cada um fazia na sua empresa, e coisas assim. A Déia, ao meu lado, estava em uma vibe de me elogiar, falar bem do meu trabalho e da minha pessoa, que confesso que estava me deixando até meio sem jeito. Não sei se ela queria fazer meu filme com a Rainha, ou se ela achava mesmo aquilo tudo de mim.

Lá pelas tantas, as outras três falavam praticamente sem parar, e eu e a Rainha nos olhávamos. Eram olhares que prometiam o paraíso…

Mas chegou a hora de ir embora, e já em frente ao restaurante, após pagarmos a conta, entreguei meu cartão a cada uma delas. Disse que foi um prazer conhecê-las, e que esperava que repetíssemos o almoço outras vezes. Nos despedimos, e fomos eu e a Déia para um lado, e as outras três para o outro. Caminhamos alguns metros em silêncio, e a Déia nem olhava na minha cara. Em frente a uma loja de bolsas ela parou, e ficou olhando a vitrine. Perguntei, educadamente, de qual ela tinha gostado, e, pela primeira vez desde que nos despedimos das outras, ela olhou na minha cara. O cenho franzido, já ficando vermelha, me falou:

– Por Deus, Ricardo! Na próxima vez arranjem um quarto!

Girou nos calcanhares, atravessou a rua e foi embora, me deixando ali plantado na calçada, em frente à loja. Fingi que olhava a vitrine, pra não ficar chato, enquanto ela desaparecia entre os carros.

* * * *

Mal sentei no meu escritório, e meu celular apitou. Mensagem da Rainha. Dizia que finalmente havíamos nos conhecido, e que tinha sido exatamente como ela imaginara. Lembrei do que a Déia tinha me falado, do que ela perguntara de mim, e sorri olhando o display do telefone. Não me demorei, e logo mandei uma mensagem à ela: “Também adorei conhecer vocês. Que tal um café no final da tarde?”. Sim, eu coloquei vocês, no plural. Não ia dar tanta bandeira assim. O telefone apitou de novo. “Café? Achei que tu preferiria um chopp!”. Feito. Gol do Inter. Marcamos de nos encontrar às 19 horas, na Padre Chagas.

Mal consegui trabalhar de tarde. Meu pensamento se dividia entre o que estava acontecendo com a Déia e o que eu poderia fazer com a Rainha. E assim as horas se arrastaram…

* * * *

Quando entrei no bar, ela já estava lá. Um copo de chopp pela metade e falando ao celular. Levantou o indicador, me pedindo silêncio enquanto eu me aproximava, e fiquei esperando ela desligar. Tinha certeza que ela falava com o marido, mas não falei nada.

– Estou atrasado? – perguntei, olhando para o relógio e para o copo pela metade.

– Não, imagina! Eu que me liberei antes, e como não tinha o que fazer, comecei sem você. Se importa?

Nossa! Ela era cheia de frases de duplo sentido, e até então me parecia bem decidida.

– Não, desde que em algum momento tu me espere… – respondi, olhando nos seus olhos.

Seu rosto se iluminou em um sorriso. Eu também conhecia frases de duplo sentido.

Pedi um chopp pra mim, e mais outro pra ela. Falamos de nós, das nossas vidas, e ela então me contou que era casada. Com mais um ou dois copos de chopp, me disse que gostava muito do marido, mas que o sexo inexistia entre eles.

– Perguntei pra ele, no meio de uma transa, se ele tinha alguma fantasia. Sabe o que ele me respondeu? Que agora não, mas que quando era guri tinha uma do Batman. Pode? – ela me contou, já meio alegrinha por causa do chopp.

Me segurei pra não rir. Ela notou.

– Pode rir, Ricardo. Eu sei que de tão ridículo, é engraçado.

Eu ri, mas perdi o entusiasmo. Eu podia ver nos olhos dela o quanto estava incomodada com a situação do seu casamento.

– E tu? É casado? Tem namorada? Enrolado?

Não sei bem o que a Déia tinha falado pra ela, mas de toda maneira, sempre jogo limpo. Disse a ela que já fui casado, e que a minha ex-mulher também tinha uma fantasia, só que de Mulher Maravilha. Ela riu. Contei sobre a Nathalia, e sem dar maiores detalhes, disse que nosso relacionamento é aberto. Mas é claro que ela quis mais detalhes.

– Mas como? Tipo… Ela sai e transa com outro? E tu sai e transa com outra? Assim, no mais?

– É, mais ou menos isso. – O que dizer numa hora dessas?

– E vocês contam um pro outro? Ela sabe que tu está aqui?

– A gente conta, claro. Nem sempre antes, se não tiver oportunidade. Mas depois sempre contamos.

– E aí? O que acontecem? Brigam?

– Brigar? Se é liberado, pra que brigar?

– Mas contam tudo, tudo mesmo?

Chegara a hora de ousar. Cheguei mais perto dela. O calor dos nossos corpos um perto do outro me deixava quase sem ar. Levei a boca mais para perto do ouvido dela, afastei o cabelo com a ponta dos dedos, roçando a sua nuca, e falei:

– Tudo. Tem vezes que depois que saio com outra, vou direto pra onde ela está. Chego e arranco as roupas dela, vou beijando e mordendo cada pedaço do seu corpo e vou contando o que acabei de fazer.

Ela fechou os olhos. Com a boca entreaberta, esperava que eu continuasse.

– Então eu coloco ela de quatro, ou vou por cima dela, e como ela com força, metendo forte, falando que quero mais… Que quero comer a outra de novo… E que, saindo de lá, vou voltar pra onde estava e fazer de novo.

Ela virou-se pra mim, lentamente. A respiração pesada, o jeito que me olhou, foi tudo perfeito. Colei meus lábios nos seus, enquanto nossas línguas se entrelaçavam, sentindo o gosto e a textura um do outro.

Seu beijo era delicioso. E a temperatura que já estava quente, ferveu. Escondidas pela mesa, minhas mãos buscavam o seu corpo. Ela se contorcia tentando fugir, segurando de leve meus pulsos, querendo, mas negando o meu assédio. Aproveitei o movimento dos seus braços e segurei a sua mão, conduzindo-a até meu pau duro. Ela tocou-o sobre a calça, e olhando nos meus olhos, com cara de espanto e tesão, soltou um gemido. E então tirou a mão rapidamente.

Se recompôs como podia, e disse que iria ao banheiro. Era início de semana, e o bar estava bem vazio. Disse pra ela que iria atrás.

– Tu tá doido? – ela me perguntou, tentando fingir que não queria. Levantou-se e foi.

Nem 30 segundos depois eu me levantei, disfarçando meu pau duro e o que iria fazer, e fui atrás. Abri a porta, e lá estava ela em frente ao espelho, com a torneira aberta. Viu meu reflexo e, ao mesmo tempo espantada e convidativa, sorriu.

– Tu é louco…

Entrei, e fomos juntos para uma das cabines. Nos beijamos com sofreguidão, enquanto eu subia a sua blusa, querendo me deliciar o quanto antes naqueles seios que eu desejara através do decote. Acariciei-os com as pontas dos dedos, enquanto ela gemia no meu ouvido. Levei-os à boca, lambendo e chupando forte, louco de tesão. Ela gemia mais alto, se contorcendo contra a parede de madeira, apertados que estávamos. Abri o botão da sua calça, depois o zíper e escorreguei a minha mão para dentro. Encontrei sua buceta melada, convidativa aos meus dedos. Deslizei um dedo para dentro dela, que mordia os dedos da mão para abafar os gemidos. Fiz movimentos circulares e de vai e vem, e em pouco tempo ela gozou, apertando e inundando a minha mão.

Puxei seu rosto para mim e beijei a sua boca. Ela tentou pegar o meu pau, mas não deixei. Estávamos muito tempo fora da mesa, e se já não sabiam o que estávamos fazendo, logo se dariam conta. Disse pra ela se recompor, e saí com cuidado do banheiro. Com cuidado e com uma dor no saco, louco para gozar…

CONTINUA…