Arquivo | agosto, 2012

No espelho

11 ago

Ele me puxou pelos tornozelos, fazendo meu corpo deslizar em direção à beirada da cama. De joelhos, no chão, empurrou meus pés para cima, dobrando minhas pernas e me deixando totalmente aberta. Enfiou a língua na minha bunda, fazendo um arrepio ir e voltar por todo o meu corpo, arrancando de mim um gemido sôfrego. Da minha vagina ainda escorria sua porra, meu mel e um turbilhão de sensações pós foda.

– Gostosa! – ele falou, meio abafado, com a língua esticada.

Eu não tinha forças para responder e nem falar nada. Sorri, desejando que ele não parasse de mexer a língua. Olhei para cima e, pelo teto espelhado do quarto do motel, nos vi. Deu mais tesão ainda! Abri mais as pernas e toquei meus seios, sem tirar os olhos do nosso excitante reflexo. Mesmo com os mamilos doloridos das mordidas e dos chupões do Ricardo, belisquei-os de leve. Pelo reflexo pude ver os pequenos roxos nos meus seios. “Marcas de um sexo selvagem”, pensei, já querendo mais roxos e todas aquelas sensações de novo.

– Vou comer teu cu, vadia! – ele falou, com a língua dentro da minha bunda. Afastou o rosto, abriu minhas nádegas com as mãos e cuspiu bem no meu cuzinho. Achei aquilo tão baixo, tão vulgar, que me deu mais tesão ainda. Ficou em pé, e aquele pau continuava duro. Resolvi seguir na mesma linha: estiquei a mão e puxei-o para mim, quase derrubando-o por cima de mim, até estar com aquele pau em frente ao meu rosto. Enchi a boca de saliva e cuspi na cabeça do seu pau.

– Vai, agora vai… Pra entrar melhor… Sou apertadinha! – falei, ronronando.

Ele saiu de cima de mim, me pegou de novo pelos calcanhares e me abriu toda novamente. Posicionou a cabeça do pau na entrada do meu cu e forçou. Foi entrando sem parar, doendo, me abrindo, mas me enchendo de prazer. Encostou as bolas na minha bunda e falou:

– Apertadinha o caralho… Tu é uma vadia arrombada!

Começou a mexer e eu, pelo espelho, nos via e me derretia de tesão, de prazer, querendo que aquilo não parasse nunca, que amanhã a gente pudesse fazer isso de novo, que a gente pudesse ficar depois abraçadinhos até de manhã, mas sabendo que nada disso de fato ia acontecer, pois eu mesma tinha pedido um tempo para ele. E com o pau dele entrando e saindo da minha bunda, com meus dedos beliscando meus seios e com a boca entreaberta de frente para mim no espelho do teto, eu já nem me lembrava mais as razões para esse tempo. E assim, perdida, querendo mais eu gozei pela terceira vez naquela noite, vendo-o estocar no meu cu aquele pau delicioso que eu não vivo sem. Namorando com ele ou não.