Arquivo | setembro, 2011

Surpreendendo o Ricardo

10 set

Tenho trabalhado demais, como vocês devem ter notado, pois isso acaba gerando quase que um abandono do blog. Além de viajar pra lá e pra cá, relatórios intermináveis acabam minando meu teu livre. Mas como ninguém é de ferro, eu arrumei um tempinho pra aprontar alguma coisa.

A sexta-feira amanheceu chuvosa, como tem sido o normal por aqui. Deixei as crianças no colégio e voltei pra casa, para terminar uns relatórios. Me afundei no note, quase sem ver o tempo passar. Quando me dei conta, era quase 11 da manhã. E o serviço iria longe… Irritada, fechei o note e resolvi ir até a sacada. E não é que o tempo tinha melhorado? O sol começava a aparecer, e eu pensei cá comigo: “não vou passar o dia na frente do notebook”. Coloquei uma roupa e saí decidida a fazer uma surpresa pro Ricardo.

Cheguei no trabalho dele e não deixei a recepcionista me anunciar, fui direto para a sua sala. E adivinhem quem eu encontro lá, na maior galinhagem? A tal da Déia. Vocês conhecem a nossa relação e sabem que ele pode transar com quem ele quiser. Sabem que eu não tenho ciúme, ou que até tenho, mas que acaba sendo um combustível altamente inflamável pro meu tesão. Mas essa zinha não me desce. Menininha bem nojentinha, fresquinha e bipolar! Eles não estavam fazendo nada, óbvio, mas a cara dela quando me viu foi algo sensacional! rsrs O Ricardo só me olhou com aquela cara de safado, e não disse nada.

– Bom dia, Nathalia! – ela falou, um sorriso nervoso estampado no rosto, e avisou que estava de saída. Eu apenas acenei com a cabeça, e enquanto ela fechava a porta atrás de si, falei pro Ricardo:

– Eu achei que vacas só falassem “mu”, essa aí fala “bom dia”?

Não sei se ela escutou ou não, mas dessa vez quem fez cara de pavor foi o Ricardo. E o medo que eu armasse um barraco? rsrsrs

Me aproximei dele, passando meus braços pelo seu pescoço e beijando sua boca.

– E você, seu galinha safado! Estava arrumando a sobremesa, é? – falei carinhosamente.

– É. Mas agora meu banquete chegou! Veio almoçar comigo?

– Sim… Mas se já marcou com a sua putinha, não faz mal.

Ele me pegou forte pela cintura, me puxando contra ele, e sussurrou em meu ouvido.

– Não. Esquece a minha putinha. Agora a minha putona chegou.

Sorri. Estava com saudade de ouvir ele falando baixaria. E o ciúme já tinha passado, agora o tesão era quem me comandava. Foi aí que lembrei dos posts, de tudo que ele contou pra mim e pra vocês, sobre ela querer experimentar outra mulher. Assim, sem pensar e antes que desistisse, falei:

– Convida ela pra almoçar com a gente.

Se ele ficou surpreso, não demonstrou. Mas não levou fé.

– Nada, imagina… Vamos almoçar  só nós dois, em algum lugar.

Me esfreguei nele, e ronronei:

– Convida… Posso estar fazendo mal juízo dela.

Eu estava decidida. E se ele não convidasse, eu mesma convidaria. E ele sabia disso. Afinal, me deixou ali e foi falar com ela.

Voltou cinco minutos depois, deve ter sido difícil convencê-la, ainda mais depois do que falei. Mas ela topou. Pouco tempo depois saímos os 3 em direção ao elevador.

Se no início o clima estava estranho, com o tempo foi melhorando. Ela, apesar de permanecer mais quieta do que falante, não era tão ruim como eu pensava! rsrsrs Já no restaurante, escolhemos uma mesa de canto, e o Ricardo sentou-se ao meu lado, e ela na frente dele. Almoçamos e conversamos, e fiz o possível para deixá-la à vontade, assim como o Ricardo que, sentindo minha mão buscando seu pau sob a mesa, resolveu relaxar e ver no que aquilo tudo daria. Ela foi se soltando, ao mesmo tempo em que eu soltava o botão da calça do Ricardo. E quando o assunto chegou no sexo, eu já passava meus dedos na cabeça melada do pau dele.

Ela falou sobre o namorado, e eu bem cara de pau, fiquei dando dicas do que ela deveria fazer na cama com ele. Alguns minutos depois e com a conversa mais quente do que nunca, ela já com o rosto corado arregalou os olhos enquanto me ouvia perguntar:

– Você alguma vez já ficou conversando com uma amiga enquanto o masturbava?

Ela olhou pra ele que, com o rosto contorcido de tesão, não disse nada. Depois me olhou. Criou coragem e falou:

– Nunca. Mas e se ela me pedisse para trocar de lugar comigo?

A vadia era rápida. Estava começando a gostar dela.

O Ricardo segurou o meu pulso. Seu pau pulsava. Ele não queria (e nem tinha como) gozar ali.

– Você deixaria? Eu deixaria… – falei, e larguei o pau do Ricardo. Dei um beijo nele e me levantei. Ela levantou também e trocamos de lugar.

Sentada de frente para eles, olhando ora pra expressão de tesão dele, ora pros movimentos quase imperceptíveis do seu braço, que geravam um leve balanço dos seus seios, eu estava pronta para gozar. Se estivéssemos em outro lugar, eu pulava em cima dos dois. E olha que eu nem gostava daquela vadia! rsrsrs

– Chega, pelo amor de Deus! – o Ricardo falou, afastando-a – Eu não posso sujar tudo aqui.

Trocamos um olhar de cumplicidade, eu e ela.

– Vamos pra outro lugar? – ele convidou, cheio de desejo.

Pisquei para ela, mostrando que deveríamos castigá-lo um pouco mais.

– Quem sabe outra hora. – falei – Tenho tanta coisa pra fazer agora de tarde.

Ela entrou no jogo.

– Tenho uma reunião às 3.

Levantei a mão chamando o garçom:

– Um expresso… Alguém mais quer? Dois expressos e a conta, por favor!

Entrando totalmente no clima, ela saiu do lado dele e veio sentar ao meu lado. Ficamos conversando amenidades, enquanto bebíamos nosso café. E ele com uma expressão incrédula na nossa frente.

 

Larguei os dois no trabalho e fui para casa, mas nem toquei nos relatórios. Me deitei e me masturbei lembrando daquele almoço. Não respondi nenhuma das mensagens desesperadas do Ricardo no meu celular e, apesar de continuar não simpatizando com a tal da Déia, gozei pensando em nós três.