Arquivo | dezembro, 2010

Transando com um desconhecido

16 dez

Fazia uma semana que eu ia dormir muito tarde, o que me fazia trabalhar como uma zumbi, além, é claro, das olheiras que já denunciavam que eu estava fazendo algo errado. Mas era mais forte que eu, e era tão gostoso! Vou explicar…

Conheci um carinha, numa sala de chat. Entrei com um nick do tipo “Messalina”, e lá encontrei muita gente com nicks como o meu. Tinha até “Como o Teu Cu Com Areia”! Quanta criatividade! Mas quem acabou chamando a minha atenção, em meio a tantas promessas de sacanagem, foi um que era apenas um nome: Maurício. No meio de toda aquela putaria, quem coloca um nome? Fui falar com ele.

Ele realmente era diferenciado. Claro que estava ali atrás de sacanagem, mas mais do que isso, tinha um ótimo papo e muita autenticidade. Não demorou muito e muitos interesses em comum surgiram: livros, filmes, e claro, sexo. E morávamos na mesma cidade! Logo passamos para o ICQ (sim, faz tempo… ninguém usava o MSN na época! rsrsrs). Meu Deus! Ele sabia o que falar para deixar uma mulher doida de tesão. Ficamos conversando até três da manhã, e fiz algo que achei que jamais conseguiria na época: gozei duas vezes em frente ao computador.

Marcamos de conversar novamente na noite seguinte. Na hora combinada lá estávamos nós. Horas e horas de papo e deleite em frente ao computador. Ele levava minha imaginação para lugares nunca visitados, templos de prazer e devassidão.

No terceiro dia eu já passava a tarde em polvorosa, imaginando a noite que se aproximava. Imaginava o que ele me diria, as sensações que me despertaria, qual a fantasia que viveríamos juntos naquela noite. Chegava em casa excitada, doida para acelerar o relógio.

E foi assim que passamos a semana: nos conhecendo, nos provocando, nos excitando e nos deliciando. No final de semana seguinte, a coisa estava insustentável. Não agüentávamos mais, era preciso marcar um encontro.

Era sábado de noite, mas no relógio já era domingo. Ele me desafiou: “Você não tem coragem de fazer isso tudo ao vivo”. Eu ri. Claro que eu não era tão moderninha e liberal como sou hoje, mas depois daquela semana, eu topava qualquer coisa! Respondi: “Tenho. Mas tem que ser agora”. E completei: “Eu escolho onde”.

Na noite anterior ele tinha me deixado maluca de tesão enquanto fantasiávamos uma foda dentro de um carro. Marquei em um edifício garagem no centro da cidade, que fica aberto 24hs. 9º andar, Gol preto, ia deixar minha calcinha pendurada no retrovisor. Dali a 40 minutos. Ele desligou o computador feito um louco, dizendo que iria “acabar” comigo.

Fui correndo tomar um banho, e tive que me segurar para não me tocar já embaixo do chuveiro, tamanho era o meu tesão. A água escorrendo pelo meu corpo, o sabonete deslizando… Melhor sair logo do banho, ou iria me atrasar. Coloquei um vestidinho leve, fácil de tirar, e uma calcinha vermelha. Fiz uma maquiagem leve, rápida, apenas para não ir de cara lavada.

Saí dirigindo igual uma doida pela cidade. Cruzei faróis vermelhos, nem sei como cheguei no estacionamento. Minha calcinha estava toda molhada. Estacionei no 9º andar, de ré, para observar o movimento de quem passasse por ali. Além do meu carro, apenas um Opala velho e empoeirado em todo o andar. De repente me deu medo. Onde eu estava com a cabeça? “Vou acabar contigo”, foi o que ele dissera. E se o acabar não fosse no sentido de me dar muito prazer? Se fosse literalmente acabar com a minha vida?

Só que pensar nisso, ao mesmo tempo em que me assustava, me dava mais tesão. Acho que era a coisa proibida, o perigo, sei lá. Quando me dei conta, me tocava com os dedos por dentro da calcinha. Lembrei que tinha combinado de deixá-la pendurada no espelho, e tirei-a, ensopada. Abri o vidro, coloquei-a no retrovisor, fechei o vidro e tranquei as portas. O silêncio dentro do estacionamento deixava o clima ainda mais tenso. Não olhei no relógio, mas sentia que logo ele chegaria. Liguei o rádio baixinho. E mais uma vez minha mão direita automaticamente deslizou para entre as minhas pernas.

Fiquei ali, lembrando dos nossos papos e me deliciando. No rádio o reverendo Al Green começou a cantar “Let’s Stay Together”, e eu me tocava no ritmo da música, a maior parte do tempo de olhos fechados. Por isso não vi quando o carro dele subiu a rampa. Escutei apenas a batida da porta, quando ela foi fechada, e ouvi seus passos se aproximando. Me encolhi um pouco no banco, mas não consegui tirar a mão do meio das pernas.

Estava escuro, e eu via apenas a silhueta se aproximando. Não conseguia ver como ele era, o seu rosto, o seu olhar. Não que isso fizesse importância. Eu já estava pronta, entregue. Ele caminhou até o espelho retrovisor e pegou a minha calcinha. Tocou o tecido com os dedos, e sentindo-a ensopada, levou ao rosto. Cheirou, sentindo o cheiro do meu tesão, e depois lambeu, o que me matou de tesão. Então abriu o zíper e tirou o pau pra fora, já duro, cabeçudo, e começou a se masturbar ao lado da minha janela. Mais uma descarga de tesão percorreu o meu corpo, já contei pra vocês como adoro ver um homem batendo punheta. Enfiei meus dedos mais fundo dentro de mim, e comecei a mexer no mesmo ritmo que ele. Para me deixar ainda mais louca de desejo, ele por vezes levava a minha calcinha ao rosto, e nesse momento aumentava o ritmo da punheta. Que delícia de visão!

Com a mão livre fui baixando lentamente o vidro, sem conseguir tirar os olhos do seu pau. Quando terminei, fiz sinal para que ele se aproximasse. Fiquei de joelhos do banco, e ele praticamente com as coxas encostadas na lataria. Toquei no seu pau. Nunca tinha visto um tão duro. Deslizei a mão pela cabeça, pelas bolas. Baixei o rosto e o envolvi com meus lábios. O rádio, ainda ligado, não foi capaz de abafar o seu gemido quando encontrou a minha boca quente. Lambi. Chupei. Suguei. E novamente levei uma mão à minha buceta. Que sensação deliciosa eu sentia.

Sem agüentar mais, ele se afastou e eu subi o pino da porta. Queria ele ali dentro comigo. Ele também queria. Abriu a porta e já veio me beijando, um beijo caloroso e cheio de tesão. Não sei bem como, mas rapidamente ele se livrou do meu vestido, abocanhando meus seios, chupando forte, até machucando um pouco, mas na hora eu só queria mais. Me sugava, me apertava, me levando ao céu. Até que escorregou o corpo, ficando acho que de joelhos no chão. Abriu as minhas pernas e afundou seu rosto entre elas. Ele chupou e mordeu a minha buceta como eu nunca tinha feito na vida. Ao mesmo tempo em que me arrancava dor, o prazer vinha mil vezes mais. Eu me agarrava na sua cabeça, nos seus cabelos e gemia ao mesmo tempo em que sentia meu tesão escorrer, melando todo o rosto dele.

Sem agüentar mais, eu pedi: “me come”. E ele atendeu ao meu pedido. Me virou com facilidade sobre o banco, me colocando de quatro, a bunda encostada na direção, e do lado de fora, depois de colocar uma camisinha, me penetrou. Entrou devagar, com cuidado, diferentemente do que havia feito quando me chupava. Mas eu tinha gostado daquele jeito. Então me joguei para trás, me abrindo, me rasgando, me entregando pra ele. Sem pestanejar, ele passou a me fuder forte, apertando a minha bunda, martelando o meu útero, me levando a loucura. Eu cravava as unhas no banco, agarrava o freio de mão, tentava de alguma maneira me segurar para não gozar, o que de fato consegui durante algum tempo. Mas logo tornou-se impossível.

E então eu gozei. Gozei aos berros, tremendo inteira, apertando o freio de mão com toda a força do mundo, nem sentindo quando ele me pegou pelos cabelos e deu estocadas fundas e demoradas, arfando atrás de mim.

Ficamos mais um tempo encaixados, ele um pouco por cima de mim, apesar de fora do carro, até que ele tirou o pau. Pude então cair sobre o banco, a tempo de vê-lo se livrando da camisinha, sem coragem de me olhar nos olhos. Acho que agora, com o fogo do tesão apagado, estávamos nos dando conta de que não nos conhecíamos de verdade. Tentei quebrar o gelo:

– Você tinha razão, acabou comigo…

Ele finalmente me olhou, e sorriu.

– E tu tem mesmo coragem.

Ficamos em silêncio de novo. Que situação! Mais uma vez, fui eu quem falou.

– Bom, acho melhor irmos embora… Já é tarde…

Não sei se ele gostou da idéia, ao vivo ele era muito tímido, se é que isso é possível depois de tudo aquilo. Mas acabou concordando com a cabeça, e meio sem jeito me mostrou a calcinha entre seus dedos.

– Posso ficar com isso?

Sorri.

– Pode, claro… Mas e eu, fico com qual recordação?

Ele riu, e esticou o dedo, apontando meus seios.

– Com essas…

Não entendi, e ele saiu caminhando em direção ao seu carro. Eu peguei meu vestido do chão, coloquei-o de qualquer jeito e fui embora, ainda antes que ele chegasse ao seu carro. Mais tarde, em casa, em frente ao espelho, tirei novamente o vestido. Meus seios estavam cheios de marcas roxas, de chupões e mordidas. Minha buceta, dolorida. E então entendi, e sorri. Acho que a minha recordação foi mais gostosa que a dele!