Arquivo | setembro, 2010

Nem todo dia é igual – Parte II

27 set

Leia a primeira parte clicando AQUI.

Quando eu saí do elevador a Déia já estava me esperando. Sorriu pra mim, e enquanto eu sorria de volta, tentava detectar algo mais na sua expressão. Saímos pela porta, sentindo o vento de setembro quase nos carregar.

– Onde vai ser o almoço? – perguntei.

– Naquele vegetariano da rua de trás.

Putz. Comida vegetariana! Era só o que me faltava. O que o cara não faz pra arrumar uma mulher.

A Déia notou a minha cara de desagrado, e comentou divertida:

– Tu vai almoçar só com mulher, Ricardo! Acha o que? Que vamos no espeto corrido? E melhora essa tua cara… Senão a tua fama de guri querido vai virar de guri chato.

Andamos até o restaurante implicando um com o outro, conversando e rindo. Cheguei lá achando que o interesse dela era coisa da minha cabeça.

Tão logo passamos na porta, avistamos as meninas na mesa. Uma delas era aquela que eu já tinha visto no outro restaurante, a amiga da Rainha. Tinha também uma loira, bonita, mas sem graça. E tinha a Rainha, que nos recebeu com um largo sorriso de dentes brancos e perfeitos, e olhando nos meus olhos com seus olhos negros, levantou-se e me cumprimentou com dois beijinhos no rosto. As outras duas fizeram o mesmo, enquanto a Déia se encarregava das apresentações.

Sentei ao lado da Déia e de frente pra Rainha, e logo estava enturmado com elas. Eram divertidas e sem frescura, e a conversa girava (muitas vezes muito rápido e desordenadamente) em vários assuntos.

– Vamos nos servir? – a loira propôs. A Déia levantou-se, e a outra também.

– Vou cuidar das bolsas… – disse a Rainha.

As outras três me olharam. Esperavam uma decisão minha. Eu tava ficando paranóico. Deus do céu, quantos anos eu tenho?

– Vou fazer companhia pra Renata.

E lá se foram as três, e eu fiquei sozinho com a Rainha.

– Senti a tua falta nos últimos dias. – Ela deu a deixa. E antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ela completou, rindo e quebrando o gelo: – Olhava o pessoal que trabalha contigo na mesa, e ficava pensando: “será que ele foi demitido”?

– Fui mesmo, – brinquei – mas me chamaram de volta. Não é fácil achar alguém como eu no mercado…

Ela olhou bem nos meus olhos, eu sustentei o olhar, e ela então falou, ronronando:

– Não deve ser mesmo…

As faíscas saltavam de nós. Ela estava pronta, e eu também. Era uma questão de oportunidade.

As gurias voltaram à mesa, e eu e a Rainha fomos nos servir. Na fila toquei em suas costas com a mão, conduzindo-a na minha frente, e juro que senti aquela tensão gostosa, aquele calor de uma parte dos nossos corpos se tocando. De volta, com todos à mesa, passamos a falar sobre trabalho, o que cada um fazia na sua empresa, e coisas assim. A Déia, ao meu lado, estava em uma vibe de me elogiar, falar bem do meu trabalho e da minha pessoa, que confesso que estava me deixando até meio sem jeito. Não sei se ela queria fazer meu filme com a Rainha, ou se ela achava mesmo aquilo tudo de mim.

Lá pelas tantas, as outras três falavam praticamente sem parar, e eu e a Rainha nos olhávamos. Eram olhares que prometiam o paraíso…

Mas chegou a hora de ir embora, e já em frente ao restaurante, após pagarmos a conta, entreguei meu cartão a cada uma delas. Disse que foi um prazer conhecê-las, e que esperava que repetíssemos o almoço outras vezes. Nos despedimos, e fomos eu e a Déia para um lado, e as outras três para o outro. Caminhamos alguns metros em silêncio, e a Déia nem olhava na minha cara. Em frente a uma loja de bolsas ela parou, e ficou olhando a vitrine. Perguntei, educadamente, de qual ela tinha gostado, e, pela primeira vez desde que nos despedimos das outras, ela olhou na minha cara. O cenho franzido, já ficando vermelha, me falou:

– Por Deus, Ricardo! Na próxima vez arranjem um quarto!

Girou nos calcanhares, atravessou a rua e foi embora, me deixando ali plantado na calçada, em frente à loja. Fingi que olhava a vitrine, pra não ficar chato, enquanto ela desaparecia entre os carros.

* * * *

Mal sentei no meu escritório, e meu celular apitou. Mensagem da Rainha. Dizia que finalmente havíamos nos conhecido, e que tinha sido exatamente como ela imaginara. Lembrei do que a Déia tinha me falado, do que ela perguntara de mim, e sorri olhando o display do telefone. Não me demorei, e logo mandei uma mensagem à ela: “Também adorei conhecer vocês. Que tal um café no final da tarde?”. Sim, eu coloquei vocês, no plural. Não ia dar tanta bandeira assim. O telefone apitou de novo. “Café? Achei que tu preferiria um chopp!”. Feito. Gol do Inter. Marcamos de nos encontrar às 19 horas, na Padre Chagas.

Mal consegui trabalhar de tarde. Meu pensamento se dividia entre o que estava acontecendo com a Déia e o que eu poderia fazer com a Rainha. E assim as horas se arrastaram…

* * * *

Quando entrei no bar, ela já estava lá. Um copo de chopp pela metade e falando ao celular. Levantou o indicador, me pedindo silêncio enquanto eu me aproximava, e fiquei esperando ela desligar. Tinha certeza que ela falava com o marido, mas não falei nada.

– Estou atrasado? – perguntei, olhando para o relógio e para o copo pela metade.

– Não, imagina! Eu que me liberei antes, e como não tinha o que fazer, comecei sem você. Se importa?

Nossa! Ela era cheia de frases de duplo sentido, e até então me parecia bem decidida.

– Não, desde que em algum momento tu me espere… – respondi, olhando nos seus olhos.

Seu rosto se iluminou em um sorriso. Eu também conhecia frases de duplo sentido.

Pedi um chopp pra mim, e mais outro pra ela. Falamos de nós, das nossas vidas, e ela então me contou que era casada. Com mais um ou dois copos de chopp, me disse que gostava muito do marido, mas que o sexo inexistia entre eles.

– Perguntei pra ele, no meio de uma transa, se ele tinha alguma fantasia. Sabe o que ele me respondeu? Que agora não, mas que quando era guri tinha uma do Batman. Pode? – ela me contou, já meio alegrinha por causa do chopp.

Me segurei pra não rir. Ela notou.

– Pode rir, Ricardo. Eu sei que de tão ridículo, é engraçado.

Eu ri, mas perdi o entusiasmo. Eu podia ver nos olhos dela o quanto estava incomodada com a situação do seu casamento.

– E tu? É casado? Tem namorada? Enrolado?

Não sei bem o que a Déia tinha falado pra ela, mas de toda maneira, sempre jogo limpo. Disse a ela que já fui casado, e que a minha ex-mulher também tinha uma fantasia, só que de Mulher Maravilha. Ela riu. Contei sobre a Nathalia, e sem dar maiores detalhes, disse que nosso relacionamento é aberto. Mas é claro que ela quis mais detalhes.

– Mas como? Tipo… Ela sai e transa com outro? E tu sai e transa com outra? Assim, no mais?

– É, mais ou menos isso. – O que dizer numa hora dessas?

– E vocês contam um pro outro? Ela sabe que tu está aqui?

– A gente conta, claro. Nem sempre antes, se não tiver oportunidade. Mas depois sempre contamos.

– E aí? O que acontecem? Brigam?

– Brigar? Se é liberado, pra que brigar?

– Mas contam tudo, tudo mesmo?

Chegara a hora de ousar. Cheguei mais perto dela. O calor dos nossos corpos um perto do outro me deixava quase sem ar. Levei a boca mais para perto do ouvido dela, afastei o cabelo com a ponta dos dedos, roçando a sua nuca, e falei:

– Tudo. Tem vezes que depois que saio com outra, vou direto pra onde ela está. Chego e arranco as roupas dela, vou beijando e mordendo cada pedaço do seu corpo e vou contando o que acabei de fazer.

Ela fechou os olhos. Com a boca entreaberta, esperava que eu continuasse.

– Então eu coloco ela de quatro, ou vou por cima dela, e como ela com força, metendo forte, falando que quero mais… Que quero comer a outra de novo… E que, saindo de lá, vou voltar pra onde estava e fazer de novo.

Ela virou-se pra mim, lentamente. A respiração pesada, o jeito que me olhou, foi tudo perfeito. Colei meus lábios nos seus, enquanto nossas línguas se entrelaçavam, sentindo o gosto e a textura um do outro.

Seu beijo era delicioso. E a temperatura que já estava quente, ferveu. Escondidas pela mesa, minhas mãos buscavam o seu corpo. Ela se contorcia tentando fugir, segurando de leve meus pulsos, querendo, mas negando o meu assédio. Aproveitei o movimento dos seus braços e segurei a sua mão, conduzindo-a até meu pau duro. Ela tocou-o sobre a calça, e olhando nos meus olhos, com cara de espanto e tesão, soltou um gemido. E então tirou a mão rapidamente.

Se recompôs como podia, e disse que iria ao banheiro. Era início de semana, e o bar estava bem vazio. Disse pra ela que iria atrás.

– Tu tá doido? – ela me perguntou, tentando fingir que não queria. Levantou-se e foi.

Nem 30 segundos depois eu me levantei, disfarçando meu pau duro e o que iria fazer, e fui atrás. Abri a porta, e lá estava ela em frente ao espelho, com a torneira aberta. Viu meu reflexo e, ao mesmo tempo espantada e convidativa, sorriu.

– Tu é louco…

Entrei, e fomos juntos para uma das cabines. Nos beijamos com sofreguidão, enquanto eu subia a sua blusa, querendo me deliciar o quanto antes naqueles seios que eu desejara através do decote. Acariciei-os com as pontas dos dedos, enquanto ela gemia no meu ouvido. Levei-os à boca, lambendo e chupando forte, louco de tesão. Ela gemia mais alto, se contorcendo contra a parede de madeira, apertados que estávamos. Abri o botão da sua calça, depois o zíper e escorreguei a minha mão para dentro. Encontrei sua buceta melada, convidativa aos meus dedos. Deslizei um dedo para dentro dela, que mordia os dedos da mão para abafar os gemidos. Fiz movimentos circulares e de vai e vem, e em pouco tempo ela gozou, apertando e inundando a minha mão.

Puxei seu rosto para mim e beijei a sua boca. Ela tentou pegar o meu pau, mas não deixei. Estávamos muito tempo fora da mesa, e se já não sabiam o que estávamos fazendo, logo se dariam conta. Disse pra ela se recompor, e saí com cuidado do banheiro. Com cuidado e com uma dor no saco, louco para gozar…

CONTINUA…

Nem todo dia é igual – Parte I

21 set

Por mais que se diga que não, a nossa vida é uma rotina. Casa, trabalho, trabalho, casa, salvo pequenas intervenções entre um e outro. Mas aí até essas intervenções viram rotina. Toda terça, sei lá, inglês. Todo final de tarde, ginástica. E assim vai.

Lá no trabalho, por exemplo. Almoçamos sempre nos mesmos lugares. Não variamos mais do que dois restaurantes. E foi justamente por causa dessa rotina que conheci a Renata.

O pessoal do trabalho dela também almoça sempre no mesmo lugar. O famoso restaurante “Já Te Vi”. Claro que não é esse o nome. Mas como 99% das vezes é a mesma comida, é assim que carinhosamente o chamamos. Mas não é ruim não, viu? hehehehe

A Renata é uma mulata linda, alta, e chama muita atenção, e como a rapaziada não perdoa, na nossa mesa todos se referem a ela como “Rainha”, por ter o porte de uma rainha de bateria. Começamos, como não poderia deixar de ser, trocando olhares. Eu não tinha bem certeza se era pra mim que ela olhava, mas mesmo assim correspondia. Lá pela segunda semana as duas “mesas” já se cumprimentavam com um aceno de cabeça, e já se permitia alguns comentários sobre a comida no buffet. E foi numa dessas ocasiões que nos falamos pela primeira vez.

Chegamos praticamente juntos na salada, mas eu fui mais rápido e peguei a colher antes dela. Pude sentir seu olhar de desapontamento com a minha falta de cavalheirismo, mesmo sem olhar nos seus olhos. Mas então a surpreendi. Coloquei o conteúdo da colher no seu prato, e sorrindo perguntei se a quantidade estava boa ou se ela queria mais. Ela abriu um largo sorriso, e entre surpresa e divertida, disse que salada nunca era demais. Servi-a mais uma vez, e ela se foi em direção à mesa, trançando aquelas longas pernas, sorrindo e rebolando de leve, dentro de uma justíssima calça jeans. Na hora de ir embora passou em frente à nossa mesa e nem olhou, se fazendo de difícil. Ok! Se quer assim, assim será!, pensei.

No dia seguinte, logo que chegamos no restaurante, corri os olhos à procura dela. Nem sinal. Sentei meio que de frente para a porta, e alguns minutos depois eles chegaram. Os caras passaram, dizendo “olás” e fazendo sinais de positivo com o dedo, e ela vinha logo atrás, com uma outra colega de trabalho. Sorriu e deu um oi geral, fixando o olhar em mim por um pouco mais de tempo. Respondi, educadamente. Se no dia anterior a calça dela era justa, desta vez já devia fazer parte da sua pele. As sandálias de salto alto a deixavam ainda mais imponente, e o decote parecia um convite à todos os pecados. Foi o assunto da mesa, até irmos nos servir. Até a Déia, uma ruivinha gostosa que trabalha conosco e se diverte com nossos papos grotescamente bagaceiros, ficou impressionada. Disse que a Rainha estava a cada dia mais bonita. E deu a real: “Ela sabe que vocês estão babando nela. E aí quer chamar mais atenção. Se sente desejada, e isso naturalmente faz com que ela fique mais bonita, confiante”. Então tá.

O pessoal foi se servindo, e eu e a Déia acabamos ficando para trás, entretidos pelo nosso papo sobre como uma pessoa, quando confiante, fica mais atraente. Quando finalmente fomos ao buffet, nos encontramos justamente com a Rainha e a amiga dela. Em frente à pilha de pratos, a Déia pegou o primeiro. A Rainha pegou o segundo, e eu mais uma vez pulei na frente, peguei o terceiro e entreguei-o na mão da amiga dela. Não sei bem em que pé o mundo está, mas o fato é que hoje em dia essas pequenas cordialidades causam uma comoção e um espanto nas mulheres. A amiga sorriu, ronronando um agradecimento, e o sorriso da Rainha, que nos olhava à espera da amiga para se servirem, murchou um pouquinho. Acabara a exclusividade. Fomos embora antes deles, então não houve mais desdobramentos naquele dia.

* * * *

Depois disso fui viajar, e acabei passando quase uma semana fora. Na volta, a Déia veio correndo falar comigo.

– Tu não acredita de quem eu tô tri amiga! – falou, se puxando no sotaque gaúcho, dando aquela cantada típica portoalegrense no final. Nem esperou pra saber se eu acreditava ou não. – Da Rê!

– Que Rê? – perguntei, confuso.

– Ai Ricardo, não te faz! A Renata, que almoça lá no Já Te Vi. A Rainha!

Pausa para organizar as idéias. O nome dela é Renata. Em poucos dias, pra Déia, já passou de Renata pra Rê. Coisa de mulher. E mais coisa de mulher ainda: já que a Rainha tava chamando mais atenção que ela, a Déia tratou de fazer amizade e ficar junto. Hehehehe

– Não tô me fazendo. Como eu ia saber o nome dela?

Eu não estava entendendo muito bem a empolgação dela, e parecia que estava prestes a desapontá-la.

– Sei, sei… Vai, pergunta!

– Pergunta o que?

– Ai, Ricardo! Como tu tá chato! Pergunta logo! Os guris todos já vieram me perguntar… Quantos anos ela tem… Se tem namorado… Se falou algo de algum deles…

– E tu respondeu o que? – perguntei rindo.

– Que ela tem 27… Que é casada… E que não falou nada de nenhum deles. – Essa última informação ela passou com um ar vitorioso.

– Então tá bom.

Eu sabia que a Déia queria falar mais. Que ela queria ver meu interesse, e sei lá mais o que. Mas eu adoro implicar com ela, porque ela é muito impaciente. Logo ficaria irritadinha.

Fiquei ali, mexendo no notebook, enquanto o rosto dela ia ficando vermelho. Já estava irritada. Levantei os olhos pra ela, com um sorriso. Ela cerrou os punhos, o rosto e os cabelos ruivos pareciam uma coisa só.

– Mas de ti ela perguntou, seu idiota.

Disse isso, virou as costas e saiu. Pensei em chamá-la, mas era melhor ela se acalmar primeiro.

Passei a manhã toda pensando no que a Rainha teria perguntado.

* * * *

Cheio de coisas pra fazer, não consegui sair pra almoçar. E a Déia também nem olhou na minha cara o resto do dia. No final da tarde fui falar com ela.

– Déia, minha ruivinha predileta! – falei, sorrindo, em frente à sua mesa. Ela apenas me olhou, carrancuda. – Fiquei triste contigo hoje de manhã. Em menos de 5 minutos tu me chamou de chato e de idiota. – O velho jogo de inverter as coisas.

– Chamei. Chamei mesmo. Chato tu é sempre. E agiu que nem um idiota.

Ela ainda estava irritada comigo. É dura na queda.

– Tá, eu sei que sou chato. Mas não agi que nem um idiota. Acho a Rainha uma baita gata, mas nem tenho todo esse interesse nela pra ficar te perguntando a idade dela, o que ela pensa… Isso sim seria agir que nem um idiota.

Ela parou, pensou… Sorriu, desmanchando a cara amarrada, e então falou:

– Tu tem razão, Ricardo. Deve ser por isso que as gurias gostam tanto de ti. Tu é cavalheiro, tu não faz fofoca, e até quando olha pra alguém que te interessa, tu não faz aquela cara de “vou te devorar”, que todos fazem.

– Isso foi uma cantada, Déia?

Ela riu alto. Gosto de ver uma mulher rindo com vontade. Depois piscou o olho, fazendo uma carinha safada, e falou:

– Quem sabe… Vai ter que pagar pra ver!

Rimos da brincadeira, selando a paz entre nós. E, ansiosa que estava, gesticulando muito e por vezes falando alto, ela me contou tudo que sabia sobre a Rainha, e inclusive o que ela tinha falado de mim.

* * * *

No dia seguinte, quando já se aproximava a hora do almoço, recebo uma mensagem da Déia: “Não vamos no JTV. Eu R e gurias vamos em outro”. Respondi rapidamente: “Qual?”. E ela mandou de volta: “Qto vale a info?”. E eu que sou chato, pensei comigo mesmo. Mas entrei no jogo dela: “Vale um bj em cada uma das tuas pintinhas, começando no rosto… descendo pelo pescoço… e me perdendo no teu colo”. Ela respondeu: “Aff deu calor”. Me confundi todo. A Déia tava me dando bandeira? Sempre brinquei assim com ela, depois que tivemos afinidade e intimidade pra isso. Mas ela sempre me cortou, me chamando de troglodita, de tarado, sempre, mesmo que de forma brincalhona, saiu das brincadeiras, que aliás, da minha parte, sempre foram apenas brincadeiras. E agora?

Respondi um desajeitado “pode esquentar muito mais”, e ela mandou de volta: “te espero meio dia na portaria”.

Larguei o celular e fiquei pensado se me esperaria pra ganhar os beijos ou pra me levar pra almoçar com a Rainha…

CONTINUA…

O que te excita?

13 set

Essa semana, ao receber a Playboy da Larissa Riquelme, me peguei pensando em algo que me deixou encucado: não fico mais excitado vendo a Playboy. Lembro que nos tempos de guri, a simples menção à revista já começava a me deixar de pau duro. Hoje eu folheio, vejo as fotos, leio uma coisa aqui e outra ali, e nada. Eu simplesmente fiquei com tendinite na companhia da Luciana Vendramini, da Magda Cotrofe, da Cristiane Torloni. E agora, o que fazer?

Fiquei matutando isso. E me dei conta que já faz tempo que isso acontece. A Larissa tá absolvida. hehehehe Então passei a pensar nas coisas que antes me excitavam muito, nas fantasias que tinha, e resolvi dividir aqui com vocês.

Acho que de tanto ouvir meus amigos mentindo que tinham empregadas gostosas, e alguns deles dizendo que pelo menos passavam a mão, que rolava um arretinho, e tal, uma das minhas primeiras fantasias era ter uma empregadinha gostosa em casa, na época casa dos meus pais. Me imaginava chegando do colégio, e ela lá limpando o meu quarto, praticamente me esperando para passarmos a tarde juntos, enquanto todos trabalhavam, a gente transava, na minha cama de solteiro, de qualquer jeito. Bati muita punheta imaginando variações do mesmo tema, gozando cerrando os dentes, para abafar o prazer, ao mesmo tempo em que sentia raiva por aquilo não acontecer na minha casa.

Depois vinha a certeza de que, assim que tivesse idade para dirigir (e um carro para andar), gastaria o pau de tanto foder. Era como dois e dois são quatro. Tiro certeiro. Carro = comer mulher. Me imaginava nos carrões, e a mulherada pulando pra dentro, louca para satisfazer todos os desejos do cara que dirigia aquela máquina. Era uma volta pela cidade, uma trepada. E o sonho de trepar dentro do carro, então? Nada parecia apertado ou desconfortável. Era um motel ambulante!

E a gostosa pedindo carona, então? Ah, que maravilha! Uma loira fenomenal, em uma estrada ou rua deserta, com o dedo levantado, era tudo que eu queria. Óbvio que, tão logo ela entrasse no carro, já começaria a me seduzir. Daí pra um motel na beira da estrada ou no acostamento com o carro balançando, era uma questão de detalhes.

Camiseta molhada. Taí um troço que me tirava do sério. Praticamente nunca tinha visto um seio, e se uma blusa seca já me fazia sonhar alto, o que dizer de uma molhada, transparente, coladinha? Era como se não tivesse nada, e apenas bastasse que eu esticasse os braços para tê-los em minhas mãos.

Era impossível não fantasiar com uma gostosa desconhecida, invariavelmente loira e oferecida, em qualquer local público. Estava chegando no Brasil aquelas lavanderias self, acho que se chamavam Lav-Lev, e claro que justamente a menina mais gata, que morava sozinha, teria que levar suas roupas para lavar lá. E seria a ponte de ligação entre ela e o meu pau, e claro que, no maior clichezão de filme pornô, transaríamos ali mesmo, em cima das máquinas de lavar, durante a madrugada chuvosa em que nenhum carro passava pela rua, assim como nenhuma outra pessoa queria lavar roupas…

E gozar no rosto? E na boca? A menina engolir? Era o ápice. Com as poucas namoradinhas e ficadas, era sinônimo de N-O-J-E-N-T-O. É, eu estava ficando com as erradas, eu sei. Mas não rolava. Como que nos filmes rolava e comigo não? Quando finalmente consegui, algum tempo depois do gozar fui ao banheiro, e após fechar a porta, parei em frente ao espelho e disse para a minha imagem refletida: tu é FODA! hahaha

Sexo anal? Tinha gente na turma que era tratado como um semi Deus por já ter feito. Ficava imaginando como seria. Diziam que era mais apertado. Na hora da punheta, quando me imaginava comendo o cu de alguma menina, apertava o pau mais forte. Bem forte. E gozava imaginando ela de quatro, com meu pau atolado na bunda, gritando de dor e prazer.

Sempre fui muito visual, e as roupas de couro, látex e afins sempre chamaram a minha atenção. Era praticamente inexistente por aqui, e isso atiçava ainda mais a curiosidade e o tesão.

Com o tempo fui tendo novas fantasias, realizando algumas, praticamente esquecendo outras. Muita coisa me excita hoje, e tem coisas que basta que eu olhe ou pense para ficar de pau duro. Mas pô! Nem com o óculos 3D eu me animei na Riquelme.

E tu? O que te excita?