Arquivo | junho, 2010

Presente de dia dos namorados – Parte III

30 jun

Leia a primeira parte clicando AQUI.

Leia a segunda parte clicando AQUI.

Fiquei de joelhos na cama, ao lado dela. Com a ponta dos dedos toquei sua buceta molhada. Ela se empinou ainda mais. Passei os dedos nos grandes lábios, depois enfiei um dentro dela. O Ricardo, ao mesmo tempo em que gostava, se masturbava impaciente, louco que estava pra enfiar o pau nela. Resolvi fazê-lo esperar. rsrsrs

Brinquei com meus dedos, correndo-os por toda a extensão dos lábios, entrando, saindo, fazendo um pouco de pressão e depois apenas carinho. Ela gemia baixinho, enquanto eu girava a ponta dos dedos no seu clitóris. Depois abria bem a sua buceta, mostrando pro Ricardo, dizendo que logo ele estaria lá dentro, enquanto ele se masturbava e gemia, dizendo não agüentar mais. Levei então a mão até ele. Acariciei seu saco, e segurando seu pau pela base, guiei até a buceta dela.

Fiz ele deslizar entre os lábios, deixando-o ainda mais louco, para só então começar a colocá-lo dentro dela. Fui enfiando devagar, abrindo-a para ele, que lá pelas tantas não quis mais saber da minha ajuda e se enfiou todo de uma só vez. Começou a fudê-la com força, gemendo e grunhindo, louco de tesão. Ela levantava mais a bunda e mexia, de um lado para o outro, enquanto ele entrava e saía, criando um movimento delicioso, um para cada lado.

Engatinhei em direção à ela, que ao me ver ao seu lado, procurou a minha boca para um beijo. Nossos lábios se tocaram e sua língua passou a explorar a minha boca, entrelaçando-se com a minha. Ela me beijava ao mesmo tempo em que gemia abafado a cada estocada que o Ricardo dava.

Os dois transavam em um ritmo louco, delicioso, e ela olhou pros meus seios, depois nos meus olhos e colocou a língua para fora, dando a entender que queria lambê-los. Não precisávamos de palavras. Juntei meus seios com as mãos espalmadas, segurando-os por baixo, e levei até a sua boca. Que delícia o toque da sua língua! Ela lambia sem parar, envolvendo meus mamilos com a língua e os lábios. O Ricardo às vezes dava uma seqüência de estocadas rápidas e fortes, e quando ele fazia isso ela sugava meus seios mais forte. E quando ele diminuía o ritmo, ela me lambia devagar.

Deitei-me na cama, me enfiando um pouco por baixo dela, para também abocanhar seus seios. Agora uma chupava os seios da outra, com a diferença que, ela em cima de mim, fazia o que queria com aqueles seios deliciosos no meu rosto. Roçava-os pelo meu rosto, tentava colocá-los o máximo que podia na minha boca, e até tirava-os de mim de vez em quando. Nossos gemidos se faziam ouvir até na portaria do motel.

Da posição que estávamos até “escorregarmos” para um 69 foi apenas uma questão de tempo. Acho até que fui eu quem tomou a iniciativa! rsrsrs Fui indo mais para baixo, beijando sua barriga, mordiscando, até estar frente a frente com o pau do Ricardo entrando dentro dela. Passei a lamber sua buceta e o pau do Ricardo, que entrava e saía sem parar. Às vezes me detia no clitóris, em outras no saco do Ricardo. Ela, por sua vez, enfiava fundo a língua dentro de mim. A sensação que eu tinha era que estávamos todos gozando, de tão grande que era a onda de prazer que tomava conta da gente.

De fato não agüentamos muito tempo, pelo menos eu e ela. Ela se arrebitou toda, e com os dentes cerrados anunciou seu gozo. Estiquei a língua, tocando apenas a pontinha no seu grelinho, e pude senti-la tremendo, vibrando, difícil de explicar. Os gemidos se tornaram bem altos, ela levantou bem a cabeça, como fazem os lobos para uivar, e depois de alguns segundos assim, mergulhou o rosto na minha buceta. “Prendeu” meu clitóris entre os lábios, e passou a chupá-lo como se fosse um pau. Não agüentei nem um minuto. Explodi em um gozo delicioso, cravando as unhas nas coxas do Ricardo, enquanto ela roçava a buceta no meu rosto.

O Ricardo, que ainda não gozara, saiu de dentro dela e ficou ali nos olhando, ela caída sobre mim, as duas imóveis tentando voltar ao normal. Sentou-se no sofá, o pau bem duro, arrancou a camisinha e fez um barulho que se faz pra chamar cachorro. Inconscientemente, as duas cadelas olharam! rsrsrs Ele riu, divertido, dizendo que assim a gente se entrega. Apontou pro pau dele, e disse: “venham!”.

Nós fomos. As duas engatinhando, lado a lado, até chegarmos entre as suas pernas. Uma de cada lado, abocanhamos o seu pau. Nossos lábios se tocavam, deslizando da base até a cabeça, onde dávamos um beijo de língua as duas, mas com o pau dele no meio. Depois uma chupava a cabeça, enquanto a outra lambia o saco. Ela foi descendo, descendo, e passou a lamber a sua bunda, enquanto eu me deliciava na cabeça. Ele gemia de olhos fechados, e eu sabia que ele se segurava do jeito que podia para não gozar.

Mas não adiantou muito. Quando voltamos a deslizar nossas bocas juntas no seu pau, ele cerrou os punhos e contraiu os músculos das pernas, nós duas levamos a boca até a cabeça e passamos a chupar a lamber, enquanto sua porra jorrava nos nossos lábios.

Nos beijamos os três, misturando nossos gostos e fluídos. Depois ficamos ali um tempo, fumando e conversando. Ela nos contou sobre ela, suas coisas, seus gostos, sua vida. Além de muito bonita, era também muito querida e inteligente. Depois pediu licença, dizendo que iria tomar um banho e que precisava ir embora. O Ricardo foi para a cama, e eu fui pegar o dinheiro para pagá-la, na minha bolsa. Entrei no banheiro e deixei sobre a bancada, enquanto ela tomava banho. Dei uma última olhada naquele corpão, com aquela inveja boa, e voltei para o quarto.

Quando ela saiu do banheiro, eu estava deitada de bruços, com as pernas abertas, e o Ricardo enfiava a língua na minha bunda, já com três dedos cravados dentro da minha buceta. Ela olhou, largou a toalha, guardou o dinheiro na bolsa, se aproximou e disse: “Desliguei o taxímetro. Agora quero me divertir!”. Deu uma risada e juntou-se a nós na cama.

Acho que o Ricardo gostou do presente de dia dos namorados. Vocês não acham?

Presente de dia dos namorados – Parte II

22 jun



Leia a primeira parte clicando AQUI.

Ajeitei-me melhor na cama para assistir ao show erótico particular que eu mesma tinha bolado. Os dois nus, se beijando e começando a se acariciar, de cara fez meu tesão ir às alturas. As mãos do Ricardo desciam pelas costas dela, e eu podia senti-las no meu corpo. Ele acariciou a sua bunda, e ela arrebitou-a mais, se oferecendo à ele. E desceu uma mão pelo seu peito, até chegar no pau. Passou a acariciá-lo com maestria, e eu pude vê-lo crescendo entre seus dedos. O Ricardo afastou-se um pouco para trás, dando maior mobilidade ao movimento de mão dela, e então olhou os seios lindos que ela tinha. Levou as duas mãos à eles e passou a tocá-los de leve, com adoração. Espalmava-os com carinho, e deixava escorregar as mãos para ter os mamilos na ponta dos dedos, enquanto ela não para de acariciar o seu pau. Ele não se conteve e baixou um pouco os ombros, levando sua boca de encontro aos seios dela.

Ele lambia e chupava de olhos fechados, louco de tesão, enquanto ela se contorcia para continuar tocando em seu pau, que a essa altura, estava duríssimo. Eu via a língua dele duelando com os mamilos durinhos, para depois colocá-los entre os lábios e chupá-los, ora com carinho, ora com sofreguidão. Levei meus dedos até os meus mamilos, que se não estavam tão durinhos quanto os dela, estavam quase, e uma onda de tesão percorreu meu corpo quando apertei, primeiro o esquerdo, depois o direito.

Se eu já estava com tesão antes, imagina agora! Decidi parar de me tocar, queria prolongar meu prazer e excitação. Acendi um cigarro, enquanto o Ricardo colocava a menina no sofá, e no chão entre as suas pernas, com a boca subindo entre suas coxas, se preparava para lamber a sua buceta. Ela abriu bem as pernas, e com a cabeça jogada para trás, começou a receber o toque daquela língua deliciosa. Eu não enxergava, mas imaginava: a língua percorrendo os grandes lábios, abrindo-os, para achar o clitóris. Lambendo-o em movimentos circulares, até deixá-lo bem durinho, fugindo de vez em quando pra entrar o mais fundo que consegue dentro da buceta. Uma sessão de estocadas com a língua, para depois voltar ao clitóris. Chupando-o, tentando prendê-lo entre os lábios, para chupá-lo como o bico de um seio. Não agüentei e levei a mão para o meio das minhas pernas, enquanto o cigarro queimava praticamente sozinho na outra mão.

Com meu dedo médio eu tentava fazer o movimento que imaginava que ele estava fazendo nela. Meu grelo durinho pedia meu toque, o toque dele, e até o toque dela. Meu tesão chegava nas alturas, e quando ela começou a gemer no sofá, eu comecei a gemer na cama. Apertei uma coxa contra a outra, com a minha mão entre elas. E ali, bem pertinho de mim, ela abriu bem as pernas, segundo os pés, e pelo movimento da cabeça do Ricardo, tive certeza: ele estava fudendo a buceta dela com a língua. Tive que tirar a mão, fechar os olhos para não ver, e tentar pensar em outra coisa, ou então iria gozar naquele momento.

Dei as últimas tragadas no cigarro, e apaguei no cinzeiro ao lado da cama. Ela gemia mais alto, perguntando como ele tinha aprendido a fazer isso. Estava difícil me segurar, e ficou mais ainda quando ele saiu do meio das pernas dela, nu e com o pau duro, e veio até a cama. Ela baixou as pernas e ficou nos olhando. Ele catou uma camisinha nos pés da cama e jogou pra mim. Me olhou com olhos de lince, uma cara de safado, e disse: “coloca pra mim”. Entendi o recado.

Abri a embalagem com os dentes, e fui pra beirada da cama. Lambi e babei bem seu pau duro, posicionei a camisinha na cabeça, e coloquei-a com a boca. A mulher fez um som de espanto, enquanto meus lábios deslizavam até a base, levando junto com meus dedos a camisinha. Ele abaixou-se e me beijou, deixando na minha boca o gosto da buceta dela. E com a mão fez um gesto para que ela se aproximasse.

Ela veio com um andar leve, praticamente flutuando pelo quarto. Sua beleza ainda me impressionava, e tenho certeza que ao Ricardo também. Juntou-se a nós na cama, e o Ricardo puxou-a para si, beijando-a bem ali na minha frente. Ela pegou no seu pau, e ele esticou a mão para mim, arrancando a minha calcinha, enfiando seus dedos na minha buceta melada. Eu fiquei ali deitada, e os dois praticamente sobre mim, trocando beijos cheios de tesão, enquanto o Ricardo enfiava e tirava os dedos de dentro de mim. Ela tocou meus seios, de leve, com carinho, me acariciando com ternura, e então eu não agüentei. Passei a gemer mais alto, e o Ricardo, sabendo que eu iria gozar, aumentou o vai e vem dos dedos, enfiando com força, me abrindo, me alargando. E assim eu gozei, tremendo meu corpo inteiro, arfando, me revirando na cama.

Sem dar um tempo para que eu me recuperasse, o Ricardo mandou que ela ficasse de quatro. Ela o fez, levantando bem a bunda, oferecendo-se toda para ele. Ele se posicionou atrás dela, olhou pra mim, sorriu, e mandou:

– Vem aqui. Enfia meu pau na buceta dela.

CONTINUA…

Presente de dia dos namorados – Parte I

16 jun

O dia dos namorados vinha se aproximando, e eu não sabia o que dar pro Ricardo. Ele tem tudo que quer! Pensei, fiz sondagens, joguei verde, e nada. Então comecei a pensar em uma coisa diferente: um presente sexual.

Fui em uma sex shop, e vi algumas roupas sensuais, jogos, cremes, brinquedos eróticos. Acabei comprando algumas coisas, mas na verdade foram todas pra mim! rsrsrs A semana caminhava a passos largos, e eu começava a entrar em desespero. Na véspera, me decidi. Só que tinha que ser naquele dia. No dia dos namorados seria impossível. Peguei o telefone e marquei. Tinha certeza que ele iria gostar.

Combinei com ele de sairmos pra jantar. Fomos comer sushi, e comecei a provocá-lo. Sussurrava no seu ouvido que estava com muito tesão, e dizia as coisas que queria fazer com ele naquela noite. Por baixo da mesa, acariciava seu pau, deixando-o duro entre meus dedos, sobre a calça. Ele, que também não é santo, entrou no clima. Me beijava e tentava colocar a mão sob minha blusa. Melhor sair do restaurante, né?

No carro, eu disse a ele qual o motel que queria ir. Ele estranhou, normalmente vamos pra casa dele, mas hoje não daria pra ser assim. “Eu quero ir nesse…”, ronronei no seu ouvido, enquanto descia o zíper da sua calça. Ele não protestou. Não sabia se dirigia devagar, para prolongar o arreto no carro, a punheta que recebia, ou se acelerava pra chegar logo e me comer. Mal sabia ele!

Da janelinha da portaria do motel, a atendente, que nos olhava de um nível mais elevado, arregalou os olhos quando me viu masturbando o Ricardo. Ele tinha pedido o quarto, e quando viu que ela notou meus movimentos, fez a sua melhor cara de canalha, e falou pra ela: “Tem que ser rápido, senão não adianta mais!”. Sempre metido a engraçadinho com as mulheres. Ela enrubesceu, sorriu, e passou a chave pra ele.

Entrei no quarto puxando-o pelo pau, e tão logo ele fechou a porta, pulou em cima de mim. Fiz o possível e consegui me desvencilhar, e pedi pra ele encher a banheira. Ele disse um “depois” entre os dentes, e veio de novo pra cima de mim. Saí correndo pelo quarto, e ele atrás. E agora? Eu precisava colocar meu plano em prática, e pra isso precisava mandar uma mensagem no celular. Ele me espremeu contra a parede, levantando a minha blusa, enfiando uma perna entre as minhas. Peguei seu pau e voltei a masturbá-lo, e eu fui escorregando pra baixo na parede, até ficar de joelhos no chão. Coloquei seu pau na boca, enquanto ajudava-o a se livrar das calças. Chupei com força, massageando as bolas, arranhando suas coxas, levando-o à loucura. Agora foi a vez dele tentar se desvencilhar, mas não deixei. Aumentei o ritmo e fiz ele gozar na minha boca. Ele me puxou pra cima e me beijou, falando: “Agora eu posso ir encher a banheira…”.

Ele entrou no banheiro, e eu voei pra minha bolsa. Peguei meu celular, e mandei a mensagem com o número do quarto. Segundos depois, a resposta: 10 minutos. Ele apareceu na porta, e disse que enquanto a banheira enchia, iria tomar uma chuveirada. Perguntou se eu queria ir junto, ou iria esperar a banheira. Eu disse que iria esperar. Assim que ele abriu o chuveiro, chamei a recepção e avisei que estávamos esperando uma pessoa. Depois liguei a TV e fiquei vendo o filme pornô que passava. Na tela o homem comia sem dó uma ruiva, que chupava o pau de outro homem. Aumentou ainda mais o meu tesão.

Ele saiu do banho, completamente nu, a tolha pendurada no ombro, e me avisou que a banheira estava quase no ponto. Pedi que ele fechasse o registro, pois agora estava passando um filme legal. Ele olhou pra tela, balançou a cabeça como quem diz “tu não tem jeito, mesmo”, e foi fechar o registro. Depois deitou-se ao meu lado na cama, quando alguém bateu na porta.

– Tu pediu alguma coisa? – ele me perguntou.

– Pedi. Pega pra mim?

Ele colocou a toalha na cintura e foi até a porta. Deslizei até os pés da cama para ver a cena. Ele abriu a porta e disse:

– Oi.

Eu não enxergava quem estava ali, mas ouvi a voz feminina falar:

– Tu é o Ricardo?

– Sou.

– A Nathalia fez um pedido. Posso entrar?

Ele se afastou da porta, confuso.

– Claro. – ela foi entrando, enquanto ele fechava a porta – O que ela pediu?

Quando ele se virou, ela já tinha largado a bolsa sobre a mesa e estava se livrando do casacão que vestida, de costas pra ele. Deixou o casaco cair, e de frente pra ele, apenas de salto alto, disse:

– Ela pediu seu presente de dia dos namorados. Sou eu. Feliz dia dos namorados!

Ele ficou literalmente de boca aberta. A menina era fenomenal, ainda melhor do que as fotos que eu vira no site. Os seios perfeitos, apontando para o céu, longos cabelos negros que desciam pelas costas, a bunda mais redonda que eu já tinha visto, e pernas que pareciam torneadas em horas de academia. Era impressionante.

O Ricardo finalmente se mexeu. Falou um “uau!” como o de um menininho que vê pela primeira vez uma mulher nua, caminhou até ela, parou. Ela sorria satisfeita, sabedora que era do poder que sua beleza exercia sobre os homens. Ele levantou um dedo, pediu um minuto à ela, e veio até mim. Me deu um beijo quente, cheio de amor, cheio de tesão, pegou meu rosto entre as mãos e disse: “Te amo, te amo, te amo! Muito obrigado!”. Eu sorri, empurrei-o para fora da cama e falei:

– Vai. Aproveita o teu presente.

A menina nos olhava sorrindo. Piscou pra mim. Sorri pra ela. E o Ricardo tomou-a nos braços e eles se beijaram…

CONTINUA…

Festa a fantasia

10 jun

Mês passado fui numa festa a fantasia. Recebi o convite na casa dos meus pais, endereço antiqüíssimo. Seria um reencontro do pessoal do colégio. Imagina só, depois de tanto tempo! Não entendi bem o porquê da fantasia, mas tudo bem. Já não ia ser difícil reconhecer as pessoas depois de tanto tempo? Imagina com fantasia, então!

Convidei a Nathalia, mas ela não pôde ir. Arranjei uma fantasia de jogador de futebol americano, com aquelas ombreiras gigantes, capacete e tudo o mais. Nem daquela calça justinha eu pude fugir. Mas faz parte.

Cheguei ao lugar da festa, um clube à beira do rio. A música já estava a mil, e as pessoas que se reconheciam se abraçavam e relembravam os velhos tempos. Os que não se reconheciam logo eram abordados pelos outros, perguntando seu nome e depois se abraçando. Vi gente que não se suportava na época praticamente se beijando na festa, mas acho que tá valendo. Afinal hoje somos todos adultos e as rusgas juvenis ficaram para trás.

Achei alguns amigos com quem tenho contato até hoje, e reencontrei gente que infelizmente perdi o contato. É bem legal saber o que andam fazendo, no que se transformaram aquelas pessoas que tão jovens viveram um bom tempo juntas. Muita gente foi com a esposa ou com o marido, e alguns casaram com pessoas da época. Pra alguns a idade pesou mais, e carecas e alguns quilos a mais desfilavam pelo salão. Fiquei feliz em rever bons amigos, uma antiga namorada e de poder cumprimentar e conversar com pessoas que nem me dava tão bem assim. Valeu muito o reencontro.

Mas como não poderia deixar de ser, logo os grupinhos de antigamente se juntaram. E no meu grupo, é claro, o assunto não podia ser outro: mulher. Víamos as garotas que na época nos faziam sonhar, e comentávamos como elas estavam agora. Tá, confesso. A gente também comentava algo do tipo: muito comi aquela ali e agora ela tá casada com aquele babaca. hehehehe Não dava pra esperar nada de muito diferente, né?

Foi quando entrou no salão uma loira fenomenal. Com uma roupa justíssima colada no corpo e uma máscara que lembrava um gato, nos deixou sem respiração. Não podia ser outra pessoa, a não ser a Lia. Na época do colégio ela já era muito gostosa, só que sabia disso. Esnobava a todos nós, quando não nos fazia de capachos seus, que inebriados pela sua beleza fazíamos qualquer coisa que ela pedia. Rolava um papo que logo após o colégio ela tinha se casado com um jogador de futebol e fora morar na Europa. Mas só podia ser ela, se não pela gostosura, pela postura superior com que andava e acenava pras pessoas.

Ela ia passando pelos grupos, conversava um pouco, e ia para o próximo. Parecia que cada grupo estava ansioso pela sua vez de tê-la por perto. Típico dela. Provavelmente chegara tarde de propósito, ensaiara cada movimento para ser o centro das atenções.

Ela nos viu, e fez um sinal que já viria falar conosco. Não dei muita bola. Ela era a melhor dali, mas aquele joguinho tinha funcionado na adolescência. Agora eu não cairia mais. Fiquei tomando minha cerveja e depois fui pra pista de dança. Me diverti bastante, e até paquerei um pouco algumas ex-colegas.

Em uma das idas ao bar, em busca de mais álcool, estavam lá a Lia, a Marcela e a Ju, as mais gatas da escola. A Ju, com quem eu me dava melhor na época, veio correndo me abraçar, me puxando pra junto delas. As três continuavam lindas.

– Ricardo, quanto tempo! Tu continua igual! – me falou.

– Tu também, Ju! Continua linda! Aliás, tá mais bonita ainda… Essa fantasia não faz jus à tua pessoa… – falei, jogando um charme, e me referindo à fantasia de bruxa que ela vestia.

– Ah, essa fantasia! Tu acredita que essas duas me sacanearam? Tu lembra da Lia e da Marcela, né?

– Lembro sim. – respondi, e cumprimentei as duas com três beijinhos.

– Pois é. Nós combinamos de vir as três de bruxas. Afinal, era assim que todos nos viam na época da escola, né? – ela falou, rindo.

Eu ri junto.

– Não sei se era bem assim que viam vocês… Não os caras. – falei, e ela entendeu.

Veio até o meu ouvido e falou:

– Eu sei. Por isso que a vadia da Lia veio com essa máscara de gato. Sempre querendo aparecer.

Piscou o olho pra mim. Ah, as mulheres e as suas competições.

Conversamos sobre o que cada um andava fazendo. A Marcela casou, teve dois filhos e tem uma agência de turismo. A Ju casou, não teve filhos, separou, e hoje namora um velho rico. E a Lia casou mesmo com aquele jogador de futebol, foi morar na Europa, e depois de anos agüentando as suas traições e vivendo praticamente sozinha, separaram-se no início do ano. Tem um filho, e vieram morar aqui.

Meus amigos vieram pegar cerveja, e logo se juntaram a nós. Demos muita risada, relembrando os velhos tempos, e notei que a Lia bebia muito. Não falei nada, mas ela também notou que eu tinha notado. Tanto que levantou a garrafa pra mim, fazendo o tradicional gesto de “saúde”.

Tocou um New Order ou qualquer coisa do gênero, sucesso absoluto da época da escola, e o pessoal foi dançar. Eu fiquei ali com a Lia. Acabamos batendo altos papos, regados por muita cerveja. Me contou da sua vida, de como achava que a tinha jogado fora abdicando dos seus sonhos para acompanhar alguém que não a merecia. Disse isso e depois parou, pensou, me olhou e falou, com amargura:

– Mas será que eu tinha algum sonho? Sempre achei que ser a gostosa bastava… Que isso me abriria todas as portas, que teria tudo sem esforço. E tive. Dinheiro nunca me faltou… Mas sempre fui sozinha, Ricardo… Tu sabe o que é morar na Rússia? Viver naquele frio terrível, sem conhecer ninguém? Sem saber falar uma palavra? Só com muita vodka mesmo… – tomou um belo gole de cerveja e continuou: – Tô aqui de volta desde o Natal. A Ju e a Marcela me dão alto apoio, sabe? São duas amigonas, que talvez eu nem mereça. E hoje aqui nessa festa, vendo o pessoal de antigamente, vejo pessoas que antes eu achava ridículas, sendo felizes de verdade. Pessoas que eu esnobava, tendo uma vida, uma história… Bah, me desculpe. Assim vou estragar a tua festa…

Notei que ela começou a chorar. Baixou a cabeça, envergonhada. Peguei-a pela mão, duas cervejas, e levei-a pra fora do salão.

Caminhamos pela beira do rio, em silêncio. Eu entendia o que ela sentia, ao mesmo tempo que ficava surpreso em vê-la desmoronar. Sentamos em um banco de madeira, sob uma árvore. Entreguei a garrafa pra ela, tentando organizar meus pensamentos. A guria mais gostosa da escola estava comigo, na beira do rio, bêbada, com um baita decote, e totalmente fragilizada na minha frente. Ao mesmo tempo, ela deveria ter virado alcoólatra e estava de fato muito triste. Partia ou não pro ataque?

Ela me agradeceu por ter tirado-a lá de dentro, para que não a vissem chorando. Se desculpou pela conversa, por deixar a minha noite down, mas que mesmo que a gente não se falasse muito, na época da escola a Ju sempre falava bem de mim.

– Tu sabia que ela era a fim de ficar contigo?

– Não. – respondi, surpreso. Imagina só, na época pegar qualquer uma das três era a glória máxima!

– Ela era. E sabe, né? Já que ela era, eu e a Marcela também queríamos ficar contigo, só pra ganhar dela.

Ah, puta que pariu! Fiquei sem fala, mesmo depois de tanto tempo. Lembranças juvenis tomaram conta de mim. Lembrei das três na época, e nas três hoje, rindo ali no salão. Parecia que tinha voltado no tempo.

– No que tu tá pensado? – ela me perguntou.

– Na oportunidade que perdi. – respondi, com sinceridade – Poderia ter ficado com as três!

Ela riu. Deu um riso gostoso, espantando temporariamente aquela tristeza interior. Me olhou com aqueles olhos verdes por trás da máscara de gato, e confirmou:

– Poderia mesmo.

Chega, pensei comigo mesmo. Puxei-a pra mim, uma mão em cada braço, até com certa brutalidade. Ficamos com o rosto frente a frente, nossas bocas quase se tocando. Sua boca entreaberta já esperava se juntar à minha.

– O que tu tá fazendo? – ela perguntou, fingindo surpresa, jogando charme.

– Buscando o tempo perdido. – respondi, e beijei-a. Nossas línguas se tocaram e se entrelaçaram, um beijo muitos anos atrasado, desconhecido e na época impossível para mim. Ela me apertava com força, e minha boca já descia pelo seu pescoço. Meu pau ficou duro na hora. Subia a mão pela sua barriga e toquei seus seios, ainda sobre a fantasia. Baixei o decote, segurei um contra o outro e passei a lambê-los e chupá-los. Ela gemia com a cabeça pra trás, enquanto eu me deliciava nos biquinhos durinhos.

Abriu os cordões que amarravam a calça da minha fantasia, e enfiou a mão buscando o meu pau. Passou a masturbá-lo, enquanto eu tentava chegar na sua buceta.

– Não. – ela falou. Vendo a minha expressão de contrariedade, explicou: – Eu tô menstruada… E faz tanto tempo…

– Não faz mal. – respondi – Te quero mesmo assim…

– Quer? Me quer mesmo? – me perguntou, sem parar de mexer no meu pau, e esfregando os seios no meu rosto. Respondi que sim com a cabeça. – Tu vai ter… Mas não hoje…

Foi se desvencilhando de mim, e escorregando o corpo para o chão até ficar entre as minhas pernas. Colocou o meu pau na boca, e chupou com vontade. Brincava com a língua na cabeça, olhando nos meus olhos por trás da máscara, e depois engolia tudo que podia. Tentei em vão fazê-la parar, mas ela não queria. E eu não conseguia mais segurar. Gozei com vontade, talvez um gozo há vinte anos guardado.

Ela se deliciou com a minha porra, passando no rosto, nos lábios, sorrindo pra mim. Depois limpou tudo, e me beijou.

– Agora vai lá. – falou.

– Onde?

– Ficar com as outras duas. Uma tu já recuperou a oportunidade perdida.

Dei um beijo nela, rindo pela brincadeira.

– Tô falando sério, Ricardo.

– Imagina! Nem sei como isso aconteceu, e ainda vou querer as outras duas?

Mas ela parecia decidida.

– Bom, a Marcela eu não sei, não falamos sobre isso. Mas a Ju tu consegue facinho, facinho…

– Até parece.

– Vai, Ricardo. Não seja bobo.

– E nós?

– Nós nos falamos outro dia. Agora eu moro aqui…

– Tem certeza?

– Vai, Ricardo.

E eu fui. Entrei no salão atrás da Ju. Sem notar na hora que ainda era a Lia quem dava as cartas. Mas quer saber? Mesmo se tivesse notado, azar. As cartas vieram boas pra mim.