Arquivo | dezembro, 2009

Livros eróticos

11 dez

Eu sempre gostei muito de ler. Desde muito nova devorava os livros infantis, e carreguei esse hábito por toda a minha vida. Ler me leva a outros lugares, outras situações, outros corpos, outras vidas… Eu me desligo do mundo e viajo na trama criada pelos autores e vivo a história junto dos personagens.

Mas cada vez mais sinto falta de livros eróticos. Então venho aqui fazer um apelo aos nossos queridos visitantes: vocês podem me indicar bons livros eróticos? Com passagens de tirar o fôlego? Com personagens que nos faça delirar, invejar e acompanhar?

Prometo lê-los com atenção e dividir com todos vocês as emoções que eles me despertarem.

Quem começa?

Sábado radical: wakeboard e sexo!

9 dez

Sábado passado fizemos uma coisa que há tempos estávamos querendo fazer, mas sempre ou tínhamos algum compromisso, ou chovia, ou qualquer outra coisa nos impedia. As dez da manhã ele me pegou em casa, e por incrível que pareça, eu já estava pronta! rsrsrsrs

No caminho ele ligou pro marinheiro e pediu que a lancha fosse colocada na água. No banco de trás, o novo brinquedinho: a prancha nova de wakeboard, comprada há meses e ainda não usada. Já há alguns anos nós praticamos o wake, e modéstia à parte, me saio tão bem quanto ele sobre a prancha. rsrsrs Não faço grandes e nem tão radicais manobras, mas dou alguns saltos e me divirto muito!

 

Um dia chego lá!

Saímos do clube e, ao invés de irmos pros canais entre as ilhas, aonde a vai a maioria do pessoal, rumamos pro sul, para uma baía conhecida como “tranqüilo”, por causa das suas águas calmas, perfeitas para esquiar e praticar o wake.

O Ricardo timoneava a lancha, enquanto eu me trocava e ia arrumando as coisas. Biquíni e roupa de borracha, e depois amarrar a corda no lugar, ver se não está enrolada ou com algum nó… Quando ele me viu pronta e com tudo certo pra pular na água, deu risada. Comentou que eu não daria a chance de ele estrear a prancha nova. “Sem chance”, respondi.

Fui primeiro pra água, e não fiz feio. Consegui saltar na onda que a lancha fazia, uma só mão no manete e a outra segurando a prancha, e me manter em pé na volta! rsrsrs Claro que levei vários tombos, mas isso faz parte e acreditem: é divertido!

Depois de bastante tempo, me preparei pra subir à bordo. O Ricardo desligou o motor, pra evitar acidentes, e me puxou pra cima. Soltei os pés da prancha, e fiquei em pé, de frente pro Ricardo. Eu estava agitada, elétrica pelo que havia acabado de fazer, e toda molhada, dei um beijo na boca dele. Um beijo quente, apesar da água fria. Toquei seu rosto com meus dedos enrugados e murchos, e mal pude sentir a sua pele. Azar. Era bom igual. Olhei em volta. Nenhum outro barco nos fazia companhia. Abri minha roupa de borracha, e com todo o movimento que havia feito, meus seios já não estavam mais dentro do biquíni. Os mamilos duríssimos eram um misto de frio e excitação. As gotas d’água pingavam do meu cabelo e escorriam na minha pele.

O Ricardo deu um passo pra trás, me olhou e disse:

– Não te mexe, vou jogar a âncora.

Virou pra proa do barco, deu dois passos, e virou-se pra mim de novo.

– Sério. Se tu te mexer, te jogo na água e vou embora. – e sorrindo, completou – Tu tá linda assim.

Jogou a âncora e voltou. Parou na minha frente, um sorriso lindo nos lábios, e me puxou para si. Lambeu meus seios com carinho, como se fossem algo precioso. Roçou o rosto neles, me arrepiando com sua barba por fazer. Tateei seu corpo em busca do seu pau, que já encontrei duro. Masturbei-o sobre a bermuda, que pedi que ele tirasse.

Ele baixou a bermuda, enquanto eu tirava a roupa de borracha e a parte de cima do biquíni. Deitamos no convés da lancha e eu enfiei o seu pau na minha boca, ao mesmo tempo em que sentia seus dedos afastando meu biquíni e entrando dentro de mim. Me esfreguei toda nele, deslizando meu corpo e coloquei seu pau na entrada da minha buceta. Fiquei brincando, esfregando, sem deixá-lo penetrar.

– Dou ou desço? – perguntei, lembrando da nossa brincadeira na primeira vez que saímos de lancha (nesse dia ele me agarrou, me mostrou que só tinha água por todos os lados e disse: “dá ou desce?”).

Ele segurou meus quadris com força e me empurrou para baixo, enfiando tudo de uma vez só, e falou, trincando os dentes:

– Dá! Porque o próximo a descer sou eu pra andar na minha prancha nova!

Filho da puta! Eu ali sobre ele, e ele pensando no wake?

– Ah é? – respondi, fingindo brabeza – Tudo bem… Eu dou… – falava e rebolava – E depois você vai pra água… Mas vai demorar!

E demorou mesmo. Depois de alguns minutos fiz menção de parar, pra ele “poder andar na prancha nova”, mas ele implorou que não parasse. E quando acabou, começamos de novo…

E passamos o sábado assim, transando e nos divertindo. Valeu a pena esperar tanto tempo pra estrear essa prancha!

Segundo tempo

2 dez

Ontem eu fui ao shopping começar a comprar os presentes de Natal. Acabei comprando um presente pra alguém, e várias coisas pra mim, mas isso não vem ao caso. rsrsrsrs Já caminhava em direção aos guichês para pagar o estacionamento, quando meu telefone tocou. Era o Ricardo, querendo saber onde eu estava, “só pra controlar”, segundo ele.

Contei que tava no shopping, e que já ia pra casa. E perguntei o que ele estava fazendo.

– Acabei de chegar da academia. – ele respondeu.

– Uhmm… Tá suadinho? – brinquei.

– Suado e de pau duro. – ele respondeu, na sua habitual finesse.

– De pau duro porque? A sua amiguinha não estava lá pra resolver o seu problema? – perguntei, provocando.

– Tava. Mas com ela foi só o primeiro tempo… – ele respondeu abusado.

– Ah… – falei, e segundos depois me odiei por isso. Poderia ter dito “então o segundo tempo vai ser sozinho batendo punheta” ou ainda “azar o seu por não achar um time que não agüenta dois tempos”. rsrsrsrs Mas não. Fiquei ali com meu “ah”, perdendo a provocação mútua que sempre fazemos.

– Vem pra cá. – ele convidou, já com voz de canalha.

Olhei no relógio. Oito e quarenta. Ainda tinha que buscar as crianças na casa da minha mãe. A casa dele até que não era tão fora de mão, mas não podia demorar. Falei isso tudo pra ele, que descaradamente me respondeu:

– A gente dá uma rapidinha. – e desligou o telefone.

Saí do shopping pensando e duelando com os dois sentimentos que afloram em mim quando sei que ele está transando com outra: ciúme e tesão. Sabia que ele não tinha transado com ela naquele dia, mas sabia que já tinha transado outras vezes. Fiquei com ciúmes imaginando ele explorando seu corpo, fazendo-a sentir as mesmas sensações deliciosas que eu sinto, e logo comecei a sentir tesão. A imagem que ele me descrevia, dela com os olhos fechados, a boca aberta pedindo que ele fosse mais fundo, me irritava e me deixava doidinha. Queria ver, queria ver o suor dele pingando sobre o corpo dela, vê-la abrindo mais as pernas, avisando que ia gozar, e ao mesmo tempo queria que isso sumisse da minha cabeça. Eu sei que vocês vão me achar maluca, já que eu concordo com tudo isso, e vão até me condenar porque eu também transo com outros homens e portanto não poderia me sentir assim, mas é assim que me sinto. E gosto de me sentir assim. Pior seria se eu não tivesse nem aí.

Estacionei o carro na garagem e subi no elevador pensando nela de quatro, e ele lambendo-a por trás. Sob meu vestido soltinho, apertei as coxas uma contra a outra. Que delícia. Pude imaginar a língua entrando e saindo da vagina dela, e pensei que, naquela situação, eu me abriria ainda mais com as mãos, pra que a língua dele me fodesse ainda mais fundo.

A porta estava encostada, e chamei por ele. Me respondeu da cozinha, dizendo que estava pegando um suco pra nós. Larguei minha bolsa sobre o sofá, tirei o vestido pela cabeça e fui até a cozinha. Ele se virou, e surpreso, ficou petrificado com dois copos de suco nas mãos. Sorri, peguei os copos das mãos dele, e passei o vidro gelado nos seios, que ficaram ainda mais intumescidos. Larguei-os sobre o balcão, levei os dois dedos à boca e assobiei alto. E falei:

– Começou o segundo tempo.

Beijei sua boca, seu pescoço, seu peito, sua barriga, sentindo seu suor, seu cheiro… Baixei o calção e coloquei o pau na boca, fazendo-o endurecer rapidamente.

Ele me puxou pra cima, arrancou a minha calcinha e praticamente me jogou sobre o balcão da pia. Tocou a minha buceta melada, sorriu satisfeito, me chamou de puta, disse que eu tava sempre pronta pra dar e colocou o pau na entrada da minha buceta.

Enfiou de uma só vez, me abrindo, me alargando, me tirando o ar. Olhei nos seus olhos e falei:

– Puta, sim. A sua puta.

Ele puxou meu rosto e beijou a minha boca, com o pau todo dentro de mim, e respondeu:

– A puta que eu amo.

Pena que o segundo tempo tinha só quarenta e cinco minutos. E que não dava tempo pra prorrogação.