Arquivo | outubro, 2008

Final de semana

27 out

Eu e o Ricardo adoramos ir para a praia.

Sempre que estamos por lá, a sensação que nos envolve é de alheamento completo com o resto do mundo.

Mesmo quando as crianças vão conosco, conseguimos esse clima.

Nesse fim de semana específico, as crianças estavam passeando com os avós, isso nos deixou um final de semana completamente sozinhos.

Fico meio esquisita com a ausência delas, mas estava tão empolgada com o final de semana IN TEI RO só pra gente, que o convidei para irmos para a praia.

Não deu outra, menos de meia hora depois do convite, estávamos com o pé (quer dizer, os pneus… rssss) na estrada.

O Ricardo é apaixonado pelo mar, e eu não sou tão diferente assim dele, não sei explicar a fascinação que aquela imensidão de água exerce sobre mim. Tenho medo e tesão, tenho respeito e deslumbramento.

Durante o trajeto todo, conversamos tranqüilamente, num clima de cumplicidade e conhecimento que só o tempo consegue amadurecer entre as pessoas. Chegamos à noite ao apartamento, descarregamos a bagagem e fui pro quarto para arrumar nossas coisas, abrir as janelas, enquanto o Ricardo ficou ali pela sala mesmo.

Aproveitei esse tempo para tomar um banho relaxante e já me sentia naquele clima de “ninguém mais existe por aqui, só eu e o Ricardo”.

Fui pra sala, e o Ricardo estava na sacada, já com duas taças de vinho, me esperando, enquanto admirava aquela imensidão de água e estrelas.

A noite fresquinha, a brisa que entrava no apartamento, e eu ali, só admirando o perfil sereno dele contra a grade da sacada, naquela contemplação muda.

Fiquei imaginando no que ele estaria pensando, no que estaria sentindo – às vezes a curiosidade feminina é maior que ela mesma…rsss – queria poder penetrar (ops… rsss) nos pensamentos dele, queria conseguir sentir – de uma forma diferente, dentro dele –  o que ele estava sentindo, naquele momento, queria ser ele!

Então, acho que tanto que o observei, ele virou com aquele sorriso que até hoje mexe com meus sentidos, faz bater diferente meu coração, e me estendeu a mão, me puxando pra junto de si e naquela hora eu era completa, era como se me fundisse nele e conseguisse sentir tudo aquilo que queria descobrir antes, e a sensação era de plenitude completa, uma paz sem igual, um amor enorme, e eu chorei!

Não sou dada a choros descontrolados (rsss), normalmente sou prática, e talvez tenha sido as minhas lágrimas que tenham estranhado pra ele, sem dizer uma palavra, me abraçou, e me beijou, um beijo doce, terno, cheio de um carinho tão conhecido.

Ficamos assim por algum tempo, até que me recompus. O Ricardo pegou as taças com vinho, levou pra sala, voltou pra sacada, me pegou no colo e me levou pra dentro do quarto, tirou a minha roupa com delicadeza, com um cuidado impar, e me amou de forma terna, mansa, lenta, como se quisesse perpetuar todo o sentimento de paz no ato do amor, e demonstrar que vez por outra, fazer “amorzinho” é tão especial quanto as loucuras que nos permitimos em outros momentos.

O final de semana todo foi assim, calmo e relaxante.

 


Domingo de sol

20 out

 

Eu não voltei aqui no sábado pra contar nada, eu sei. Passei o dia me arrastando dentro de casa, comendo pipoca e vendo TV. Sem ânimo, sem paciência. Acabei dormindo cedo, e por incrível que pareça, dormi como uma pedra.

E já que dormi cedo, no domingo acordei cedo também. E pra minha total satisfação, fez um dia lindo. Muito sol, temperatura agradável. Troquei de roupa rapidinho e fui dar uma caminhada no parque, fazer um pouco de exercício.

Voltei pra casa às 10, e fui me preparar. O Ricardo chegaria às duas da tarde, e eu iria buscá-lo no aeroporto. Enquanto enchia a banheira, atualizei a depilação, do jeito que vocês sabem que eu gosto. Depois tomei um banho demorado, fiz hidromassagem, cada vez mais excitada com a chegada dele, e tive que me segurar pra não me tocar.

Escolhi um vestidinho solto, obviamente sem nada por baixo, e uma sandália. Às duas em ponto o avião tocava o solo, e eu esperava no saguão. Mais uns quinze minutos naquela função de desembarque, malas na esteira… e ele passa pela porta. Vem em minha direção, um sorriso lindo no rosto, os braços se abrindo pra mim… Me pega e me rodopia no ar (levemente, acho que não deu pro resto do povo ver minha falta de trajes íntimos rsss), me beija… Que saudade!

Já no carro, pergunto se ele está com fome, se quer almoçar, mas suas mãos já sobem pelas minhas pernas. Por isso ele não quis dirigir, o tarado! Pra ficar com as mãos livres. Com sua mão me forçando a abrir as pernas, ele diz: “Quero… almoçar a tua buceta…e de sobremesa a tua bunda”.

Soube que não conseguiríamos chegar até a casa dele. Fui direto pro motel que fica a menos de um quilometro do aeroporto. Peguei a chave, e ainda na garagem, dentro do carro, o meu vestido virou cinto. Ele baixou as alças, liberando meus seios, e a parte de baixo já estava bem acima das minhas coxas. Sentia a sua barba por fazer roçando a minha pele, enquanto ele abocanhava meus seios, e abria mais e mais as pernas, querendo que seus dedos entrassem ainda mais dentro de mim.

Não sei como, mas conseguimos chegar no quarto. Abraçados, nos beijamos deliciosamente, enquanto eu sentia seu pau duro, ainda dentro das calças, de encontro ao meu corpo. Mas estávamos sedentos, muito excitados, e mesmo com todo o resto do dia à nossa disposição, era como se tivéssemos pressa.

Ele me colocou de quatro, na beirada da cama. E lambeu a minha buceta, fudendo-a com a língua. Eu me contorcia, e me arrebitava toda, pedindo mais. Ele subiu a língua, e passou a lamber meu cu. Eu, delirando de prazer, passei a rebolar levemente. Estava quase gozando, quando ele, abrindo as calças e fazendo seu pau apontar pra mim, disse: “Sei que não é certo, mas vou comer a sobremesa primeiro”.

Foi uma longa e deliciosa tarde. Matamos a saudade, transamos de tudo que foi maneira, conversamos… E tive mais uma vez a certeza de que depois da chuva, sempre vem o sol.

 


Só chove…

18 out

 

Não gosto dos dias de chuva. Menos ainda quando, em pleno sábado, o barulho da chuva me acorda às sete da manhã.

Imaginem… Em plena primavera, sábado, dia de sair, passear, caminhar, ver gente diferente… Chuva e 14 graus.

Mas não é pelo dia de hoje, não. Eu nunca gostei. Nunca nem tive aquela fantasia de transar na chuva, em cima do capô do carro, em uma rua deserta, sob a luz de um poste. Ai, falando assim até que não me parece tão ruim! rssss

Eu geralmente acordo meio pra baixo em dias de chuva. E termino o dia com um tremendo mau humor. É mais forte que eu, não consigo evitar.

E pra completar, o Ricardo não está. Ele foi viajar, desde o final de semana passado, e só volta amanhã.

Queria aproveitar e contar algumas coisas gostosas pra vocês, mas to tão desanimada… Talvez eu volte, antes do mau humor! rssss

 


Me enganei!

9 out

 

 

Eu preciso confessar: a minha imaginação é foda! Literalmente.

Vou explicar…

Eu tenho por hábito, ou melhor, por vício, imaginar peladas as pessoas que vejo. 90% delas. E mais, se estão acompanhadas, imagino-as transando.

Sei que é horrível, sei que não é certo, sei que isso faz de mim praticamente uma maníaca. Mas sou assim…

Não que seja uma coisa excitante, até porque imagino inclusive as mais bizarras (pessoas, não transas).  E é engraçado… Tem gente que tá na cara que não tem talento pra coisa, né?

Mas as vezes a gente se engana…

Tenho um casal de amigos que são desse tipo que citei antes, no máximo um papai e mamãe com a mãozinha nos ombros, ditando o ritmo desacelerado. Eu imaginava até que o cara perguntava antes, com toda a educação do mundo: “posso penetrar?”. Ele é um cara normal, nem feio nem bonito, cabelos sempre impecavelmente penteados, e nunca o vi com a barba por fazer. Ela era alta e meio desengonçada, mas tem um sorriso que cativa a todos. Veste-se como uma tia. Na praia, o maior biquíni sempre foi o dela. Raramente davam sequer um beijinho em público. Meu diagnóstico: fracasso total!

Passamos um final de semana prolongado na praia. Éramos vários casais em duas casas enormes, no mesmo terreno à beira mar. E esse casal acabou ficando na mesma casa que eu. Na primeira noite, tudo normal. Eles educados como sempre, o resto do povo já bem largado, bebendo e falando bobagens.

Na segunda noite fomos todos jantar fora, e depois iríamos dançar. Após a janta ela avisou que iria embora, pois estava indisposta. Tudo bem, isso acontecia muitas vezes. E lá fomos todos dançar. Mas quando chegamos lá, um problema: minha carteira de identidade tinha ficado em casa, e não houve Cristo que convencesse o pessoal a me deixar entrar. Irritada com o absurdo da situação, mas doida pra dançar com meus amigos, fui em casa buscar a identidade.

Entrei pela cozinha, cuidando pra não fazer barulho, afinal ela estava indisposta, e quando cheguei na porta da sala, tive um baque! Ela estava de joelhos no chão da sala, de olhos fechados e com a boca aberta. Ele, em pé, ora batia com o pau duríssimo no rosto dela, ora enfiava-lhe na boca. E, pra minha surpresa total, ela pedia mais. E quando podia, chupava-o com gosto.

Fiquei escondida, surpresa e gostando do que estava vendo, mas num impasse: como passar por eles e pegar a minha identidade? Meu pensamento foi interrompido quando ouvi ela falar: “Alguém pode chegar… Come logo o meu cu!”. Não escutei a resposta dele, mas o protesto dela sim: “Não, não, não… Quero que você me rasgue toda!”.

Achei melhor ir embora, mesmo sem poder ir dançar, matar meu tempo em algum lugar. E deixar eles ali, sendo eles mesmos, curtindo a sua intimidade.

Às vezes até a minha imaginação me engana! rsss


Mimo e brincadeira das 5 coisas

2 out

Ganhamos da querida Afrodite esse lindo selinho:

E repassamos pra Daminha e pra Hannah & Carlos.

E falando na Hannah, ela me propôs a brincadeira das 5 coisas, aí vão as minhas respostas:

HÁ 10 ANOS:

– Estava dando um duro danado, conciliando criança pequena e muito trabalho;

– Dava valor pra coisas que hoje não fazem mais a mínima diferença pra mim;

– Estava numa fase meio frustrante, sexualmente falando;

– Já não acreditava mais que iria mudar o mundo; rssss

– Morava em outra cidade.

HÁ 5 ANOS:

– Já morava aqui, e já namorava o Ricardo;

– Já que namorava o Ricardo, tive que me tornar perita em sexo oral!; rssss

– Fazia a minha primeira tatuagem;

– Fui a Paris pela primeira vez;

– Acordava cedo com mais facilidade. rssss

 

HÁ 2 ANOS:

– Coloquei silicone;

– Mudei de novo a cor do cabelo;

– Comprei o carro dos meus sonhos;

– Comecei a lutar boxe;

– Decidi gastar menos com sapatos.

HÁ 1 ANO:

– Acabei gastando mais ainda com sapatos; rssss

– Vivemos um período conturbado na nossa relação, passando a maior parte do tempo separados;

– Voltamos com a corda toda!; rssss

– Decidi não ser tão perfeccionista e aproveitar mais os momentos;

– Parei de fumar regularmente.

ONTEM:

– Acordei cedo, cada vez mais difícil; rsss

– Consegui sair pra almoçar com a Julia no Shopping;

– Engarrafamento acima do normal no fim de tarde. Tinha jogo?;

– Banheira de hidromassagem. Adoro!;

– Novela. Hábito terrível. Motivo de discussões entre eu e o Ricardo (novela x programas de esportes).

HOJE:

– Acordei atrasada;

– Reunião logo de manhã;

– Celular sem bateria. Sempre esqueço de carregar;

– Pizza em família;

– Tentar dormir cedo.

AMANHÃ:

– Sexta-feira, graças a Deus;

– Sair, dançar, me divertir;

– Transar, transar e transar muito; rssss

– Antes disso tudo, tentar sair mais cedo do trabalho;

– Não conseguir, provavelmente.

NÃO VIVO SEM:

– E-mail;

– Batom;

– Água com gás;

– Sexo;

– O Ricardo.

GASTO R$ 1.000,00 EM:

– Sapatos, claro;

– Viagens rápidas;

– Presentes pra quem eu amo;

– Iphone;

– Roupas.

MAUS HÁBITOS:

– Falar sem pensar;

– Dormir tarde, e por conseqüência, pouco;

– Comer rápido demais;

– Me desinteressar rápido demais pelas coisas;

– Fumar de vez em quando.

PROGRAMAS DE TV:

– Novela das oito;

– Séries;

– Filmes da HBO;

– Ídolos e Astros (rolo de rir);

– Canais adultos, de vez em quando. rsss

TENHO MEDO:

– Ficar doente, incapaz;

– Violência urbana;

– Quebra da bolsa; rsss

– Filmes de terror;

– Descer de avião em Congonhas.

QUERO IR DE FÉRIAS PARA:

– Punta Del Este, sempre;

– Paris;

– San Francisco;

– Tahiti;

– Praia, praia, praia…

 

 

Falta de tempo

2 out

Correria total por aqui… Não estamos tendo tempo para dar atenção necessária ao blog. Mas acho que logo deve melhorar (assim espero)…

 

Na sexta-feira passada não aconteceu o repeteco. Rssss Aliás, nem saímos. Ficamos aqui na minha casa, namorando, vendo um filme, quase bem comportados! Rsssss

 

Mas eu preciso confessar pra vocês que fiquei um pouco envergonhada com o relato do Ricardo. Sei que é bobagem minha, mas fiquei. Na hora que li, senti meu rosto enrubescendo. Depois fiquei excitada, claro, relembrando. Eu acho que deu pra vocês terem uma idéia do que aconteceu, né? Foi realmente uma delícia, e acho que, sem querer, fui meio petulante com a menina. Talvez por estar um pouco alta, talvez por estar muito excitada. É engraçado o que a gente pensa depois, né?

 

Agora tô querendo chamar um garoto de programa pra mim. Vocês acham que o Ricardo vai topar? Rssssss