Arquivo | junho, 2008

It’s Only Rock and Roll

27 jun

 

A banda tocava ensurdecedoramente alto, mas ninguém parecia se importar. Ao contrário, todos dançavam e se divertiam sob o comando do vocalista.

Eu me divertia também. Atrás do palco, meio em pé, meio escorado, de vez em quando dava uma olhada no que acontecia lá fora. À minha frente, de joelhos, a garota ora enfiava meu pau quase até a garganta, ora  ficava punhetando-o e lambendo apenas a cabeça.

As luzes do palco trocavam de cor, dando tonalidades diferentes àqueles cabelos vermelhos, à roupa de vinil colada no corpo, à pele branca com várias tatuagens.

Eu nem sabia o seu nome, e acho que nem fiquei sabendo depois. Só lembro bem da sensação: o chão parecia tremer, o público cantando de maneira enlouquecida e eu, de olhos fechados, despejando a minha porra na boca da garota.

Mais uma cidade, mais uma garota.

Bons tempos…

It’s Only Rock and Roll, but I like it!!

 


Na sacada

25 jun

 

Eu prometi, então vou começar a contar. Aí vai a primeira:

Era um domingo, tão chato como só um domingo consegue ser. Acordei tarde e fiquei enrolando na cama, mudando de um canal pra outro na TV. E então o telefone tocou.

Marcos, meu quase-namorado na época, estava voltando de viagem. Me disse que chegaria na cidade por volta das seis da tarde e que viria direto pra minha casa. Já fazia duas semanas que não nos víamos, e quase derreti com o telefone na mão quando ele disse: “estou morrendo de saudade e louco pra ver a minha putinha”. Eu também estava.

Levantei da cama com ânimo renovado e fui tomar um demorado banho. A vontade de estar com ele novamente e a minha imaginação fizeram o banho demorar ainda mais.

Saí pra almoçar perto de casa, para poder voltar logo e colocar em prática o que tinha imaginado no banho.

Quando o porteiro avisou pelo interfone que o Marcos estava subindo, destranquei a porta e fechei as cortinas. Com algumas velas acesas pela sala, Tom Waits tocando no cd player, o ambiente estava montado. Mas acho que ele nem percebeu nada disso, pois quando abriu a porta, carregado de malas e pacotes de presente, deu de cara comigo em pé, encostada na bancada, de cinta-liga, meias 7/8, corpete e só.

– Não estava com saudade da sua putinha? Aqui está ela. – eu falei.

Nunca vi alguém fechar a porta/largar as malas/se livrar de pacotes/começar a tirar a roupa em tão pouco tempo. Em segundos estávamos nos beijando e eu sentindo novamente suas mãos fortes no meu corpo todo. Me arrepiava com o simples toque das suas mãos na minha pele, e sentia seu pau duríssimo encostando em mim. Consegui abrir seu cinto, o zíper e libertar o pau de dentro da cueca, para logo aprisioná-lo de novo, só que na minha boca.

Não fiquei muito tempo chupando, estávamos os dois sedentos de uma trepada, penetração e gozo, mesmo. As preliminares poderiam ficar pra depois. E ali mesmo, na sala, sobre o tapete, com ele ainda de camisa, calça arriada nos calcanhares, sapato, eu subia e descia fazendo-o entrar e sair dentro de mim. Gozamos praticamente juntos, ansiosos de prazer que estávamos.

Deixei meu corpo cair sobre o dele, e ali ficamos, conversando e nos beijando, por um tempo.

Enquanto o Marcos foi ao banheiro, eu abri as cortinas e o céu estava naquele tom alaranjado, com o sol quase desaparecendo no horizonte. Peguei o casaco do Daniel que estava sobre o sofá, coloquei-o por cima dos meus ombros pra esconder um pouco a minha nudez, e fui pra sacada ver o por do sol.

Escorada no parapeito, senti o Marcos chegando por trás de mim. Como o casaco apenas passava um pouco dos meus quadris, ele aproveitou e colocou a mão entre minhas pernas. Logo seus dedos brincavam dentro de mim, e no oitavo andar, com o sol se pondo na minha frente, os carros passando na avenida lá embaixo, eu rebolava devagar, sentindo um prazer maluco.

Ele me puxou pra uma cadeira e me fez sentar no seu colo. Com seu pau dentro de mim, meus seios na sua boca e o mundo na minha frente, gozei. Gozei ali, na sacada, com pelo menos o por do sol como testemunha.


Eu já… – Nathalia

18 jun

 

A Pimenta Jalapeño, lá do Pimenteiro, nos convidou a participar da brincadeira e eu adorei a idéia!

Aqui vai o meu “eu já”:

Eu já…

… beijei mais homens em uma mesma noite do que os dedos das minhas duas mãos poderiam contar. (dêem um desconto, eu era novinha, tava bebinha e era carnaval)

… fiz sexo com mais de uma pessoa ao mesmo tempo.

… tive tesão por namorados de amigas.

… dei pra dois desses citados acima.

… em um dos casos a amiga tava junto.

… fiz inversão de papéis, isto é, comi homens com um vibrador preso na minha cintura.

… transei amarrada, vendada e amordaçada.

 

… fiz strip em um puteiro, só porque ele duvidou.

… me exibi na web cam.

… saí de casa no frio, de madrugada, só de sobretudo, pra transar com uma pessoa que mal conhecia.

… transei na sacada do apartamento, vendo o por do sol.

… fiz várias vezes sexo por telefone com um vizinho que até hoje não sei quem é, mas que me viu nesse dia da sacada, e descobriu meu telefone.

… transei no primeiro encontro.

… encontrei só pra transar.

… menti que ele era enorme, só pra não deixar ele chateado.

… menti que não tava doendo, porque senão ele ia parar e eu queria continuar.

… me masturbei sozinha num banheiro sujo, por não agüentar de tesão.

… fui encoxada no ônibus, e gostei.

… fui encoxada em tudo que é lugar, e odiei.

… fiz DP.

… chorei por um amor não correspondido.

… gozei muito em público, sem ninguém notar (eu acho).

 

… comprei muita coisa que não precisava.

… realizei minha fantasia de ver dois homens transando, e participei.

… falei a verdade, mesmo sabendo que o resultado seria trágico (e foi).

… continuei a transa, mesmo achando terrível.

… neguei sexo, mesmo morrendo de vontade, só pra me fazer de difícil.

… transei em carro, barco, apoiada em uma moto. Só me falta avião!

… fiz sexo numa limusine em movimento, olhando nos olhos do motorista pelo retrovisor.

 

… tive um ataque de riso na hora errada, e pegou muito mal. Muito mal mesmo! rsss

 

… fiz sexo no banheiro da balada.

 

… fiquei paquerando o garçom, e depois tive que fugir do bar.

E agora tenho uma proposta pra vocês: escolham quais das minhas confissões acima que gostariam de saber mais detalhes, e eu tento contar aqui, tá?

E vamos esperar pelas confissões do Ricardo! Estou ansiosa! rsss

Convido o MaridoM e a EsposaE, do blog Entre Todas as Paredes para contar pra gente o que “eles já”…

 

Dia dos namorados

16 jun

 

O Ricardo não é lá muito fã dessas datas comemorativas, ele prefere que façamos nós mesmos as nossas datas.

Mas eu, eu gosto!

Claro, gosto também de preparar tudo com antecipação, gosto de detalhes.

Pensando nisso, lembrei que o Ricardo já ha algum tempo me convidava para irmos a uma casa de swing, mas sempre resisti à idéia, eu já fui algumas vezes, ele já foi várias, mas juntos, nunca. Não por falso moralismo, nem sou disso, mas porque com o Ricardo é diferente, temos uma relação mais aberta? Claro que sim!  Mas isso não quer dizer que saber seja o mesmo que ver, e sempre me senti insegura.

Além do que, todas as nossas “artes” extras, são compartilhadas, traduzidas em sedução entre a gente, tudo acaba virando um estimulo pra nós dois, não sentimos que o outro se distancia, ao contrário, isso nos une.

Enfim, como já fiz todas as surpresas convencionais para o Ricardo (fiquem tranquilos, aos poucos vou contando uma a uma… rs), nesse ano resolvi que seria algo diferente, algo para impressioná-lo, para deixá-lo ainda mais apaixonado (claro, precisamos manter esse fogo entre nós, né?… rsrsrsrs), assim, comecei a pesquisar casas de swing, até encontrar uma que me agradasse, não apenas pelo visual, como também pelo astral.

Estava muito ansiosa, quando apronto essas coisas, quero logo ver o resultado, então, nem me continha, quase falei pra ele, e ele a cada dia ficava mais intrigado com meu comportamento, conhecendo-me como conhece, sabia que estava aprontando…rsrsrsrs… mas não tinha idéia do que era, e sempre que íamos pra cama, me torturava para descobrir, entre beijos, amassos, ele sussurrava aos meus ouvidos: “sei o que está fazendo, sei que está me escondendo algo, e quero saber o que é”.

Aquilo me deixava com mais tesão ainda, e eu quase revelava tudo para que pudéssemos, juntos, fazer planos. Mas consegui me conter.

Finalmente chegou o bendito dia dos namorados, daí coloquei meu plano em ação, logo pela manhã, o Ricardo achou dentro do sapato dele, um post-it, onde escrevi: “prepare-se, será essa noite!”.

Mais tarde, mandei um torpedinho pra ele dizendo: “estou na depilação”,  depois de algum tempo mandei outro: “acabei de entrar numa sex shop”, e assim, passei o dia todo, mandando recadinhos pra ele, deixando-o aceso!…rs

Pouco antes do horário do Ricardo sair do escritório, mandei uma mensagem dizendo que não estava em casa, para ele ir, tomar um banho que já havia preparado, vestir a roupa que estava sobre a cama e me esperar que o pegaria por volta das 22hs.

Ele nem mesmo respondia aos meus recados, mas nesse último recebi uma resposta: “OK”

No horário marcado, dei um toque no celular e ele saiu, já entrando no carro, sorriu pra mim e disse: “pra onde vamos?” respondi com um “Surpresinha”…rsrsrs

Pedi para que me deixasse vendá-lo, ele resistiu um pouco à idéia, mas o convenci de que não seria uma surpresa caso não me deixasse vendá-lo.

Dei algumas voltas com o carro, liguei a música bem alta no carro e segui com o coração palpitante de ansiedade, medo (medo de que eu não gostasse, o Ricardo… ah, o Ricardo eu tinha certeza de que adoraria… rs), mas fui em frente.

Chegamos ao local, e quando tirei a venda dos olhos do Ricardo, ele olhou em volta com olhos brilhantes e um sorriso de orelha a orelha, só aquele sorriso já tinha me valido tanto desespero…rsrsrsrs…

Entramos, fomos recepcionados por uma mulher linda, que nos chamou pelo nome, nos conduziu pela casa, mostrando o que havia em cada ambiente e nos explicando as normas do lugar.

O Ricardo não se continha, curtia tudo, enquanto eu tremia ao lado dele, em antecipação, um pouco excitada, um tanto receosa, muito curiosa, pouco à vontade. Mas fui relaxando e entrando no clima.

Àqueles que imaginam que é tudo uma bagunça, aviso: não é!

As casas têm uma série de regras, há alas onde se pode colocar a mão, há alas onde se pode apenas assistir, há locais em que se pode participar com outros casais, ou com os solitários, desde que autorizados pelos mesmos e por aí vai…

E exatamente por conta disso, fui relaxando e consegui curtir o meu presente de dia dos namorados pro Ricardo, tanto ou mais que ele… rs

 

 

Adoro compras!

11 jun

 

Adoro compras, o Ricardo as odeia…rs

Mas sempre que posso e consigo, arrasto ele pro Shopping, normalmente ele me da uns perdidos e se “esconde” nas livrarias, mas nesse dia estava disposta a tê-lo ao meu lado o tempo todo.

Como conseguiria tal intento ainda não sabia, mas até chegarmos lá, iria descobrir um jeito, ah iria sim!

Pois muito bem, o stress começou no estacionamento. O Ricardo já fazendo cara de poucos amigos, nenhuma vaga disponível, e eu já prevendo tempestades pro meu lado.

Tá certo, homem não sabe o prazer que sentimos em fazer compras, pra eles tudo é muito prático, tudo muito simples, claro, a indústria da moda não gasta bilhões por ano para deixá-los mais bonitos, uma calça, uma camisa, um sapato, um perfume e pronto, eles podem ir onde quiserem que estarão bem apresentados.

Conosco é o oposto, temos tantas opções que nos perdemos, o universo feminino é repleto de “segredinhos” que apenas outra mulher consegue entender.

Ok, concordo que nos vestimos primeiro para nos sentirmos bem, segundo para causar inveja a outras mulheres (rsrsrsrsrsrs) e em terceiro para chamar-lhes a atenção, já que sabemos de antemão que eles pouco reparam se nosso sapato é preto ou vermelho, enquanto o vestido é verde (exagerei, né? rsrsrsrss), mas exageros à parte, homem não consegue lidar com nossas bolsas, por exemplo, o Ricardo, quando peço para pegar a chave que esta dentro do bolsinho de dentro da bolsa, se perde e me entrega a bolsa inteira, às vezes com comentários ácidos do tipo: “nem pensar que vou enfiar a minha mão aí, é capaz dela se perder e nunca mais voltar ao meu braço”.

Enfim, temos mesmo muitas coisinhas interessantes, muitos truques de maquiagem para disfarçar o cansaço depois de uma longa semana de trabalho, um cinto que ficará per-fei-to com aquela bota nova que ganhei, ou então um brinco que será a sen-sa-ção da festa da Julia, é tão simples, mas homens, definitivamente não compreendem isso.

Voltando ao shopping, finalmente conseguimos uma vaga e nos dirigimos para as escadas que dão acesso ao piso que queria visitar, no meio do caminho percebo o olhar do Ricardo em direção a livraria, seguro com força em seu braço e apresso o passo para passarmos em frente, falando sem parar e rapidamente sobre qualquer assunto para que ele não perceba a minha manobra. Uffa, consegui, menos uma livraria!

Quando chegamos em frente à loja que queria visitar naquele dia, o Ricardo me olha com seu olhar mais mortal e diz: NEM PENSAR!

Faço bico, encosto meu corpo todo no dele e digo com voz macia em seu ouvido: “ah, amorzinho, mas preciso da tua opinião para o que estou pensando e se você não entrar comigo, não vou mais querer comprar nada, podemos ir embora”, e o bandido aceita na hora.

Fico brava e digo que ele não quer a sua mulherzinha linda, não se importa mais com meus sentimentos, minha necessidade, e daí pra frente, ele já sabe que se não entrar comigo na loja, terá que me ouvir durante séculos dizendo da insensibilidade dele…rs

Consigo fazê-lo entrar e sentar perto dos provadores, dou uma revista pra ele folhear e saio em busca dos modelitos que tenho em mente, volto depois de algum tempo e vejo que o tédio já faz morada no meu Ricardo, sorrio rapidamente e me enfio no provador.

Troco a roupa por uma que acredito causará frisson no Ricardo, abro a porta e chamo-o para dizer o que acha daquela peça em questão.

A reação do Ricardo ao entrever a porta é imediata…rs… como já previa… a lingerie causa o efeito desejado e em menos de dois minutos o Ricardo já esta dentro do provador, porta devidamente fechada e as mãos e boca dele onde eu queria desde o início…rsrsrs

Adoro compras!


No restaurante

10 jun

 

Ontem fui jantar com a minha mãe. Imagina só, segunda-feira de noite! Um frio terrível, quase ninguém na rua.

Entrei no restaurante quase vazio, olhei em volta, e nada. Quer dizer, quase nada. Ela não tinha chegado ainda, mas que homem bem lindo naquela mesa do canto! De terno e gravata, um copo de vinho tinto na mão, e aquela expressão de segurança que só o tempo dá. Mesmo sozinho na mesa, a impressão que dava era que não faltava mais ninguém, que ele preenchia todos os espaços.

Quando passei por ele recebi um sorriso, mais de educação do que de interesse, é verdade. Já na mesa, comecei a imaginar coisas. Me imaginava deslizando pela cadeira até entrar, por baixo da toalha comprida, sob a mesa. Já de joelhos, subiria minhas mãos pelas suas pernas, sentindo os músculos se retesando ao meu toque. Entre as pernas dele, abrindo o cinto, a calça, e finalmente liberando seu pau. Tocando-o primeiro de leve, como se o preparasse para o que viria depois. E o depois era tê-lo na minha boca, sentido-o crescer a cada movimento da minha língua.

Já começando a ficar molhada, vejo minha mãe entrando no restaurante. Me recomponho e recebo-a com meu melhor sorriso. Conversamos, bebemos, e enquanto escolhemos a comida, dou uma olhadinha pra mesa do homem. Quase caí da cadeira. Ele já se direcionava pra saída do restaurante. Agora tinha uma mulher com ele. E com a maior cara de safada! Onde ela estava antes? Será que ela estava debaixo da mesa, fazendo justamente o que eu queria ter feito??

 

Acho que vou levar o Ricardo pra jantar lá semana que vem… rsss

 

A professora de sexo

10 jun

 

Eu recém tinha feito 18 anos. Lembro de toda aquela euforia: carro, festas, diversão. Muitas possibilidades, na minha cabeça um tanto juvenil, se abriam nessa nova fase da minha vida. Teria liberdade, mulheres, sexo à vontade.

Claro que a realidade não era bem assim. Maioridade e um carro ajudam, mas não fazem nem 10% do serviço.

Foi então que a conheci. Fomos eu e um amigo a um bar conhecido por seu público mais adulto. Banda tocando ao vivo, só clássicos do rock, e mulheres que sabem o que querem. Justamente o que buscávamos. E foi o que encontrei.

Em pouco tempo de conversa eu e Jennifer (sim, esse era o seu nome de verdade) já tínhamos várias coisas em comum. Gostos musicais, livros, filmes. Em compensação, tínhamos uma boa diferença de idade: ela tinha 37 anos. Com certeza ela devia aparentar mais idade que eu, mas nem de longe parecia ter a idade que tinha. Cabelos loiros, longos e ondulados, um corpo que prometia ser delicioso sem as roupas que estava usando, mãos bonitas com unhas bem cuidadas e um rosto perfeito.

As amigas dela olhavam incrédulas, e depois ela me confidenciou que perguntavam baixinho no seu ouvido: “vai pegar pra criar?”, “vai ser a professorinha dele?”, e meu amigo tentava alguma coisa em uma mesa próxima. Conversamos a noite toda, e nos despedimos quando o bar já fechava e nossos amigos nos olhavam de cara feia, loucos para ir embora.

Dois dias depois estávamos juntos novamente, em um jantar na sua casa. Conversa vai, conversa vem, e após a sobremesa estávamos aos beijos no sofá da sala. As roupas aos poucos foram sendo tiradas, em meio a carícias cada vez mais ousadas. Com todo o vigor da minha juventude, chupava seus seios com sofreguidão, enquanto enfiava desajeitadamente meus dedos dentro dela. Transamos às pressas, mais por minha culpa do que por qualquer outro motivo. E creio que, por minha (fraca) performance, ela resolveu tomar as rédeas da situação:

– Vou ensinar a você como tocar uma mulher, como dar prazer a ela. Você vai se tornar o melhor amante da cidade.

Confesso que nem sabia se teria uma outra oportunidade com aquela mulher maravilhosa, ciente do meu afobamento na nossa transa, então fiquei mais que maravilhado com a oportunidade.

Ainda naquela noite me mostrou como fazer sexo oral: sem pressa, sentindo a vibração da mulher no toque da língua, alternando o tipo de movimento no clitóris, penetrar a língua e fazer vai e vem. E o mais importante, nunca, jamais, deixar as mãos paradas. Sempre um carinho, um toque, e quando achasse que a situação permitia, uma pegada mais forte.

Me ensinou que a penetração deve ser retardada o máximo que a situação permitir, e que se a mulher implorar para ser penetrada, é porque todo o momento anterior, todas as preliminares foram feitas da maneira certa.

Ao longo do tempo que passamos juntos, me ensinou a segurar meu gozo, a fazer sexo anal, as posições mais difíceis e as mais fáceis de se dar prazer a uma mulher. Me ensinou a não ter pressa, a tocar todo o corpo feminino em busca dos pontos que a mulher com que eu estiver transando tem mais prazer.

Aprendi que o prazer não tem limites, mas que muitas pessoas têm. E que eles devem ser respeitados e talvez com o tempo eles possam ser ultrapassados. E que não adianta nada dar todo o prazer do mundo a uma mulher na cama, e fora dela deixar a desejar.

Não acho que tenha me transformado no melhor amante da cidade, talvez isso tenha sido a propaganda dela para que eu aceitasse as aulas. Mas que me tornei uma pessoa melhor com tudo que aprendi com ela, tenho certeza.