Arquivo | maio, 2008

Ausência

30 maio

 

Gente, desculpem a nossa ausência nos últimos dias. Não postamos nada novo e também não respondemos nada.

É que estamos viajando… Estamos na serra, em frente à lareira, bebendo vinho, comendo fondue, passeando, namorando, e fazendo um monte de coisas gostosas! rss

Na semana que vem estamos de volta, tá? E com algumas coisas bem legais pra contar!

 


Naquela noite

27 maio

Não sou ciumenta, não sou mesmo! Pelo contrário, sou bem liberal. Mas às vezes eu mesma não me reconheço. Dizem que as fases da lua regem o comportamento das pessoas, em especial as mulheres, quem sabe naquela noite a minha lua estava virada?

Naquela noite estávamos comemorando o aniversário de uma amiga, em um bar muito gostoso, música ao vivo, pessoas bonitas, a noite clara e fresca, tudo perfeito.

Mas meu ânimo não era dos melhores. Meu namorado faltava comer a minha amiga com os olhos.

Normalmente não sou ciumenta, tenho consciência da minha beleza. Mas naquela noite, algo me incomodava demais, não sei se por ser o aniversário da minha amiga, talvez pela alegria contagiante, por estar entre amigos, feliz, seja qual for o motivo, ela estava realmente luminosa, radiante, normalmente ela é bonita, muito bonita, mas tinha algo de mais nela e todos percebiam, inclusive, meu namorado.

Em momento algum ele foi deselegante comigo, de forma alguma, mas a cada olhar que eu o flagrava em direção a ela, me fervia o sangue nas veias.

Aquilo estava já tomando proporções que eu mesma não saberia dizer onde daria, e foi-me difícil segurar até uma hora conveniente para sair sem chamar a atenção ou ser descortês com uma amiga tão querida, mas assim que possível, me despedi de todos e fui embora. Claro, devidamente acompanhada por ele.

No percurso do bar até o meu apartamento, ele comentava como a noite fora agradável, como todos estavam bem, como divertira-se ali. E eu num mutismo intransponível. Até que ele me diz qualquer coisa que me irrita mais ainda e então iniciamos uma discussão leve, que foi aumentando de tamanho e proporções, quando chegamos ao prédio, já no hall dos elevadores trocávamos insultos.

Incoerentemente toda aquela discussão, todo aquele clima de briga, de desentendimento estava me deixando muito excitada, e isso me enraivecia ainda mais (que absurdo, nós dois aqui, discutindo acaloradamente e eu nem mesmo me lembro o motivo inicial de tudo isso e me excitando? Onde estou com a cabeça?), quando o bendito elevador chega, entramos e eu levanto minha mão para desferir um tremendo tapa no rosto dele, que evita-o segurando meus pulsos com firmeza, puxa meus braços para trás, já me empurrando, até me pressionar com o próprio corpo contra a parede do elevador,  dizendo-me entre dentes que nunca mais repetisse aquilo com ele.

Confesso, a reação dele foi mais uma descarga de adrenalina em mim. Minhas pernas bambeavam, me senti completamente molhada, respiração acelerada, e com mais raiva ainda, de repente à porta do elevador se abre e saímos de lá ainda discutindo acaloradamente. As palavras já não faziam mais sentido, mas nenhum dos dois percebia isso.

Assim que abri a porta, me virei gritando em altos brados com ele, e a reação dele foi inesperada. Pegou-me pela nuca, puxando novamente meus cabelos, e me deu um beijo brusco, pega de surpresa na excitação que encontrei nele, que espelhava muito da minha também, mordi a boca dele, deixando-o muito mais bravo, se afastando de mim e me virando de costas, me empurrando de encontro ao sofá, levantando minha saia, abaixando minha calcinha, espalmando uma das mãos nos meus seios e apertando-os com força.

A essa altura já me tinha entregado a seus caprichos, e eu nem me dava conta disso, mas ele percebeu exatamente o momento em que me entreguei àquela situação bizarra. Então ele passou a me instigar, uma das mãos em meus seios, o corpo curvado no encosto do sofá, ele ainda vestido, curvado sobre mim, e a outra mão manipulando meu sexo, meu clitóris, e eu alucinando de desejo, querendo-o com urgência.

O maldito conhecia meu corpo e minhas reações e percebendo-me tão excitada, resolveu me castigar, dizendo que apenas quando eu implorasse me possuiria. Apesar da minha excitação, ainda estava muito brava e por nada que imploraria por ser possuída. Mas nesse cabo de guerra, a batalha já era perdida pra mim, porque quanto mais eu me recusava a dizer o que ele queria ouvir, mais excitada ia me sentindo, mais ele me provocava, mais eu queria resistir, menos eu aguentava, e ele, sabiamente me dava tempo para não chegar ao gozo sozinha, me deixando zonza, até que não podendo mais resistindo, pedi com todas as letras que ele parasse com aquilo e me possuísse de uma vez.

 

 

Ele o fez, não como eu imaginava, não como eu esperava. De uma só estocada tive meu ânus preenchido e gritei alto, num misto de dor, excitação, raiva, tesão, medo e gozo!


Sexo no escritório

26 maio

Ela era a garota mais bonita da empresa, sem sombra de dúvidas. Do porteiro ao chefe, todos babavam por ela.

Ela, claro, sabia muito bem disso. E tirava proveito, não para se promover profissionalmente, não precisava disso, mas para seu ego. Afinal, quem não gostaria de entrar em um local e ver todo o tipo de gente desejando-a?

E com o tempo passou a massacrar ainda mais a sua legião de fãs. As saias encurtaram bastante, os decotes aumentaram. Sorria, sempre simpática com todos, às vezes deixando muitos de nós esperançosos, mas abertura mesmo ela não dava pra ninguém.

Diziam que um cara do financeiro tinha saído com ela uma vez, mas ninguém sabia se era verdade. Quando alguém perguntava alguma coisa, ele apenas sorria com ar de superioridade. Acho até que não era verdade, mas ele não desmentia e ficava com a fama, alimentando a inveja de todos.

Mas numa sexta-feira, final de expediente, se ouviram gritos na área de vendas. A meta tinha sido alcançada com mais de dez dias de antecedência. Chamaram todos, estouraram champanhes, uma festa. Todos os funcionários abraçando-se e cumprimentando-se, felicidade total no ar. E assim seguimos até o início da madrugada.

Lembro que quando fui buscar minhas coisas na minha sala olhei no relógio sobre a mesa: uma e dezoito. Pela parede de vidro eu via os últimos grupos indo embora. Virei-me para sair e, pra minha total surpresa lá estava ela parada na porta. Os sapatos em uma das mãos e uma garrafa de champanhe sob o braço. E sorrindo pra mim.

– Parabéns para nós! – ela disse com a língua um tanto enrolada, e levantando a garrafa de champanhe.

E veio em minha direção.

Quase não acreditei quando ela praticamente jogou-se sobre mim, me pressionando contra a minha mesa. Beijávamos enquanto eu levantava sua saia e ela abria as minhas calças.

Ela estava sem calcinha, e não tive nenhuma dificuldade em senti-la melada com meus dedos. E ela com maestria livrou meu pau das cuecas e começou a punhetá-lo. Ronronando no meu ouvido, pediu que a comesse. Abaixou-se rapidamente e com uma breve chupada deixou meu pau todo lubrificado. Depois afastou as coisas sobre a minha mesa e deitou-se de pernas abertas, exigindo: “vem”!

Eu entrava e saía forte de dentro dela, embalado pelos seus gemidos. Depois de algum tempo senti ela tremer sob meu corpo, as unhas arranhando meus braços, mordendo os lábios para não fazer barulho no escritório vazio.

E quase não acreditei quando, já recomposta, ela me pediu: “me dá a sua porra?”, e ajoelhou-se na minha frente abocanhando meu pau. Não demorou muito e eu gozei na sua boca, e ela engoliu tudo, sem deixar uma gota.

Fiquei ali maravilhado, com as calças nos calcanhares, enquanto ela abaixava a saia e pegava os sapatos e a garrafa de champanhe. Ela aproximou-se e me deu um beijo rápido na boca, uma piscada de olho e se foi.

 

Claro que, quando alguém me perguntava alguma coisa, eu apenas sorria e fazia um ar superior. Nunca confirmei e nem neguei. Mas também nunca esqueci o que aconteceu entre nós.

Mas o que mais me surpreende é que ela conseguia agir como se nada tivesse acontecido, como se eu fosse mais um daqueles que babam por ela. Talvez ela tenha razão e eu era mesmo.

Se os caras do departamento de vendas soubessem o que pode acontecer, iriam triplicar as metas toda semana…

 

Sapatos

25 maio

 

Quer ver eu gastar todo o meu dinheiro? Quer me ver com uma cara de deleite? Quer me ver hipnotizada, com a boca entreaberta e querendo mais? É fácil. Me leve a uma loja de sapatos.

Sim, sou doida por sapatos. Tenho muuuuuitos pares. Muitos mesmo. Mais do que deveria, mais do que até mesmo o bom senso recomenda.

Sei que é uma coisa comum entre as mulheres. Sei até de gente que tem mais pares de sapatos do que eu. É o que me consola.

Mas eu acho que o sapato diz muito sobre a pessoa que está usando-o. E que um belo sapato faz muito bem à aparência. Uma mulher de salto alto não fica mais bonita? Pernas mais torneadas? Mais sexy?

Uma vez conheci um cara que tinha tara por sapatos. Notei que enquanto conversávamos ele não tirava os olhos dos meus pés. Achei que se tratava de um podólatra, esses caras que adoram pés femininos. O fato é que estava gostando da situação, ele vidrado por alguma parte do meu corpo.

Mas, que nada. Ele estava era admirando o meu sapato. Tanto que, bem mais tarde, quando acabamos na cama, ele me pediu já doido de tesão: “Transa comigo de sapatos?”

E assim o fiz, tal qual uma estrela pornô americana. Nua, apenas de sapatos de salto.

 

 

E em todas as vezes que transamos, era sempre assim: nada de pés descalços. Talvez tenha durado mais tempo do que deveria nosso romance. Acho que gostei mais de exibir uma parte da minha coleção de sapatos do que dele, o rapaz.

 

Já o Ricardo me prefere de botas. Nua de botas.

 

 

E vocês, do que vocês gostam?

 

Amigas íntimas – II

23 maio

Eu contei pra vocês de quando beijei minha amiga Julia na pista de dança, né? Aquela noite ficou só naquilo. Apesar de ter ficado muito excitada, não fomos adiante.

Logo depois do beijo, acho que desconcertadas que ficamos, acabamos indo pra casa. Cada uma pra sua. Claro que me masturbei loucamente naquela noite, imaginando o que poderíamos ter feito. Mais beijos, toques, sua boca nos meus seios, minha língua nos dela, nossos sexos se tocando… Tudo isso passava pela minha cabeça enquanto enfiava dois dedos dentro de mim e esfregava loucamente meu clitóris. Gozei, sozinha e suada, arrependida de não ter curtido aquela aventura até o fim.

Mas no dia seguinte uma espécie de culpa tomou conta de mim. Claro que nenhuma de nós duas fomos forçadas a fazer nada. E pelo beijo, ela tinha gostado e queria ele tanto quanto eu. Mas era inevitável pensar que isso poderia acabar com a nossa amizade.

Não nos falamos logo que acordamos, como sempre acontecia. Sim, toda vez que saímos juntas e aprontávamos alguma, a primeira que acordava ligava pra outra, para relembrarmos e nos divertirmos com o que acontecera. Não sabia se ela já tinha acordado, mas eu estava sem coragem de telefonar pra ela.

Passei o dia todo assim, arrependida e apreensiva. Até que no final da tarde o telefone tocou. Era ela.

Eu atendi tentando parecer o mais normal possível, mas ela que sempre já fazia uma brincadeira logo de cara, estava séria. Disse que precisávamos nos encontrar. Eu concordei com ela, e ela pediu que fosse até sua casa. Concordei, era melhor fazer alguma coisa pra acabar logo com aquele mal estar.

Quando cheguei lá, começamos as duas a nos explicarmos juntas. “Não quero que estrague nossa amizade”, “Não fique pensando que nestes anos todos fiquei cuidando você”, “Não sou lésbica”… E acabamos caindo na risada por estarmos tão preocupadas uma com a outra. Nos abraçamos, para acabar de vez com qualquer mal estar. E quando meu rosto tocou no dela, a imagem e a sensação da noite anterior voltaram na minha cabeça. Ainda abraçada nela, falei: “Mas que fique claro que você tem um beijo muito gostoso!”

Eu poderia dizer que falei isso de brincadeira, afinal já estávamos rindo do acontecido. Mas não foi. Naquele momento desejei o beijo dela de novo. Acho que em um primeiro momento, ela achou que fosse de brincadeira. Mas depois ela olhou bem nos meus olhos, depois pra minha boca, e me beijou.

 

 

Que delícia sentir o toque dos lábios dela novamente. Sua boca era quente e macia, e embora eu adore muito beijar homens, um beijo feminino é diferente. Não que seja melhor, mas diferente.

Minha boca desceu pelo seu pescoço, sentindo seu perfume e sua pele se arrepiando ao meu toque. Seus dedos entre meus cabelos e seus gemidos sensuais me encorajavam a ir adiante. A visão dos seus seios pelo decote era um convite a tocá-los. Levei minha boca até eles, enquanto Julia os liberava da blusa que estava usando. Toquei meus lábios e minha língua pela primeira vez em seios que não fossem os meus (sim, eu consigo alcançar minha língua nos meus mamilos). Uma sensação deliciosa sentir seus biquinhos durinhos entre meus lábios. Chupei e lambi com carinho, enquanto Julia se esforçava para tirar minhas roupas.

Suas mãos agora tocavam meus seios e minha barriga, descendo à procura do meu sexo. Encontroou-o molhado, como se implorasse para ser explorado. Nos beijávamos de novo, agora com ela massageando meu clitóris e eu mexendo levemente os quadris no ritmo do seu toque. Juntei meus seios ao dela e esfreguei meus mamilos nos dela.

Sem parar de tocar meu sexo ela abocanhou meus seios. Chupava forte, arrancando de mim gemidos de prazer. Sua boca foi pela minha barriga, lambendo minha pele, até chegar à minha vagina. Abriu-a com os dedos e sugou meu clitóris. Tive que me segurar para não ter um orgasmo instantâneo. Levei minha mão até seu sexo, sentindo também pela primeira vez como era tocar em uma vagina. Tremendo de desejo puxei-a sobre mim, desejando mais do que nunca sentir que gosto ela teria.

Fizemos um 69 delicioso, como se conhecêssemos o corpo uma da outra desde sempre. Chegamos ao orgasmo praticamente juntas, cada uma com dois dedos dentro da outra e a língua sem parar de mexer.

Depois ficamos abraçadas, sem falar nada, ainda absorvendo o que tinha acontecido entre nós.


Camila e as bolinhas tailandesas

21 maio

Sabe aquela coisa cheia de não-me-toques? A Camila era assim. Não podia apertar um pouco mais forte, que ela já reclamava.
Não falava palavrão. Imagina! Nem quando estava excitada. Sim, ela ficava excitada. Senão era demais, né?
Ela gostava de sexo. Tinha lá seus bloqueios, mas era bom.
Eu me incomodava um pouco com o jeito dela, claro. Sempre gostei de bastante atividade na cama e de mulheres que topassem tudo.
Mas o fato é que ela era simplesmente linda. Capa de revista! Toda certinha, cabelo loiro comprido, olhos verdes, um par de seios que deixaria qualquer um louco.
Pernas muito bem torneadas sustentavam uma das bundas mais lindas que já tinha visto até então.
Mas íamos para a cama, e era aquilo: “Amor, devagar, tá apertando muito meu seio”, “Querido, cuidado, aí não”, “Sim, ponha ele na minha boca”. Pô, ponha ele na minha boca? Eu queria que ela dissesse: vou engolir teu caralho!
Eu passei a conversar sobre isso com ela. Numa boa, me mostrando compreensivo e dizendo que as coisas só poderiam melhorar. Ela tentava, de verdade. Tentou ficar um pouco alta de bebida para se soltar, tentava se vestir de maneira vulgar para ter um comportamento mais vulgar… Mas acabava que ficava meio forçado.
Mas eu gostava dela, tentava de tudo, mas no fundo sabia que dificilmente ela mudaria.
Começamos a ler textos eróticos juntos, e depois tentávamos colocar em prática o que estava nos textos. Mas ela travava na hora. Não é que travasse e não fizesse nada, longe disso. Mas ficava uma coisa forçada, não natural.
Um dia fomos juntos numa sex shop. Ela ficou envergonhada, e acabamos saindo sem levar nada. Confesso que fiquei um pouco frustrado, e não fiz muito esforço para esconder isso dela.
Naquela semana não nos encontramos mais, ela atarefada e eu disposto a dar um gelo nela e pensar na minha vida. Não queria continuar insatisfeito sexualmente.

Se passaram uns dez dias, nos quais quase não falamos um com o outro, e ela me ligou pedindo que fosse à sua casa à noite. Eu estava com saudade dela, gostava dela e tudo mais, mas concordei em ir decidido a dar um ponto final na nossa relação. Tinha pensado bastante e queria uma vida sexual mais quente.

Já no prédio dela, o porteiro mandou que subisse, já estava avisado que eu chegaria. Saí do elevador e encontrei a porta do apartamento entreaberta. Entrei chamando por ela, mas parei quando vi a cena: as luzes estavam todas apagadas, e dezenas de velas iluminavam o ambiente. Parada à porta que ia para o seu quarto, Camila estava de espartilho, meias 7/8, um copo de vinho na mão, uma delícia! Sorriu para mim e entrou no quarto. Fui atrás dela, já nem lembrando o que estava decidido a fazer ao sair de casa.

No quarto ela me esperava sentada na beirada da cama. Puxei-a para mim e beijei sua boca com ardor. Deslizei as mãos pelo seu corpo, sentindo sua pele quente arrepiar-se. Ela me apertava com força, como nunca tinha feito antes. Foi tirando minhas roupas, se esfregando em mim de maneira sensual. Era uma outra mulher!

Ajoelhou-se e começou a me chupar, pela primeira vez me olhando com aqueles lindos olhos verdes. Eu não entendia o que tinha acontecido, mas pra mim estava ótimo assim. Peguei-a pelos braços e joguei-a na cama, já com minha boca nos seus seios. Chupei forte, e ela não reclamou. Deslizei a mão até sua bunda e apertei, e ela também não reclamou. Ao contrário, gemia cada vez mais. Para ver até onde ela iria, disse para falar um palavrão. Ela, excitada, agora com meus dedos no seu clitóris, sorriu tímida e balançou a cabeça negativamente. Mas esticou o braço e pegou uma sacola na cabeceira da cama e me entregou. Dentro havia um tubo de KY e bolinhas tailandesas. Olhei para ela surpreso, mas ela instintivamente fechou os olhos e corou de vergonha.

Apenas de meia 7/8, coloquei-a de quatro na cama, forçando para que arrebitasse bem a bunda. Lambia sua buceta enquanto com os dedos ia passando KY na bunda dela. Podia escutar seus gemidos, um misto de tesão e apreensão. Quando senti que ela estava relaxada, fui colocando uma a uma as bolinhas dentro dela. Voltei a chupar e lamber seu clitóris, enquanto fazia as bolinhas se mexerem dentro da sua bunda. Ela agora já rebolava, gemendo mais alto.

Quando achei que ela estava quase gozando, puxei as bolinhas de uma só vez, de forma rápida e forte. E foi nesse momento que tudo realmente mudou. Ela gritou: “Aiiiiii, caralho!! Que tesão!!! Puta que pariu!!”, e virou-se para mim e pediu: “Agora enfia esse pau em mim e me come como uma puta!!” E aquela foi a primeira noite de sexo da nova Camila. E posso dizer que daí pra frente a coisa só melhorou.

 

 

Infelizmente não passamos mais muito tempo juntos. Uns seis meses depois, por exigência da sua agência de modelos, ela foi morar no exterior e nunca mais tive notícias dela. Pelo menos até o final de semana passado.

Fui jantar fora, e numa mesa de canto do restaurante lá estava ela. Com um cara, talvez marido dela. E mais uns dois casais. Nossos olhares se cruzaram, e ela acenou levemente a cabeça. E depois, como se fizesse isso sempre, levou a mão até o colar de pérolas que usava. Deslizou os dedos pelas pérolas e sorriu pra mim. Que bom que ainda lembra das bolinhas.

 

Sexo casual…

19 maio

Viagens a trabalho são sempre cansativas, entediantes, e desconfortáveis.

Começa que ficamos em hotéis, muitas vezes, completamente isolados do mundo, não conhecemos o local e nenhuma alma viva por ali também, e os prazos são tão escassos que nos obrigam a trabalhar dia e noite para cumpri-los.

Lazer é uma palavra que não existe no vocabulário de quem viaja a trabalho.

E eu que já estava nessa situação ha cinco dias, projeto entregue, pra lá de cansada e entediada, sai do escritório às 17hs pontualmente. Não suportava mais reuniões e aquele falatório todo. Recebi as parabenizações pela minha eficiência e dei o fora.

Queria um pouco de ar, queria conhecer mais da cidade, queria ver pessoas vestidas comumente, mesmo que eu não estivesse, afinal, ainda apresentava o maldito “uniforme de executiva”. Meus pés reclamavam uma barbaridade comigo mesma por estarem sobre aquele salto insuportável, as meias sobre minha pele já me causava irritação, o cabelo preso me fazia sentir uma gueixa, enfim, nada de anormal para uma semana estafante.

Mas eu queria me sentir livre!

Peguei um táxi e pedi que me levasse a conhecer a cidade, que essa seria minha última noite e não tinha tido tempo algum para ver nada.

O taxista logo percebeu meu drama e se colocou a me apresentar à cidade, mostrando todos os pontos que ele achava interessante, aos poucos fui relaxando. Pedi que me levasse até alguma loja informal, pois gostaria de comprar algumas coisas.

Entrei na loja, comprei um vestidinho soltinho, uma sandalinha baixa, soltei os cabelos, lavei o rosto, fiz uma maquiagem apenas com batom leve nos lábios e já conseguia me sentir outra pessoa, muito mais eu mesma.

Voltei ao táxi que me aguardava e tenho absoluta certeza de ter chocado o pobre homem…rsrsrs… que a caminho me disse que quase me proíbe de entrar no táxi alegando que estava aguardando outra pessoa… rimos e continuamos a conversar tranquilamente.

A noite já havia caído e a conversa estava tão agradável que não quis voltar para o hotel, apesar de já ter conhecido boa parte da cidade.

Foi então que comecei a reparar no tal taxista… bonitão o moço, um metro e oitenta mais ou menos, na casa dos 40 anos, bem articulado, educado, resolvi investigá-lo um pouquinho, afinal, que pecado poderia haver? Ele já tinha me perguntado algumas coisas, nada excessivo, claro, apenas o básico, porque eu também não poderia fazê-lo?

Conversa vai, conversa vem, descubro que é divorciado, fora dono de restaurante, um trabalho que lhe consumia toda energia, pois que ficava lá mais de 18 horas/dia, desistira e comprara o táxi e divertia-se com o trabalho que realizava (felizardo, meu DEUS, quantas pessoas podem dizer o mesmo?), tem um filho de 4 anos, com outra que não a sua esposa (risos) e nem quis saber se esse fora o motivo do divórcio, que me importava mesmo?

Com essas informações, perguntei se ele não gostaria de tomar alguma coisa comigo, afinal, estava sozinha ali na cidade e ele não precisaria voltar a uma esposa (acho que fui muito mais atrevida do que deveria ao comentar isso, mas… fazer o que? eu queria mesmo a companhia dele).

Paramos num café ali perto, sentamos numa mesinha de calçada e ficamos conversando, falando de coisa alguma, mas nos divertindo como velhos amigos. Ele tinha histórias hilárias a respeito de alguns passageiros e eu estava me divertindo muito.

A boca dele me atraia de uma forma inexplicável, tinha lábios grossos, bem desenhados, um sorriso meio torto, fora de lugar, mas irresistível.

Quando percebi que já estava sendo indiscreta de tanto que olhava para a boca do moço, pedi que ele me levasse de volta ao hotel.

Antes de sair do carro, ele me puxou e me beijou e Uau! Que beijo!

Não é que o homem sabia como beijar mesmo? nada de beijinho de namorados adolescentes, não, os beijos (sim, não ficamos em apenas um beijo) eram famintos, gulosos, vorazes, e um fogo que não poderia ser contido apenas com beijos, ambos sabiam, não precisamos dizer absolutamente nada pro outro, ele estacionou melhor o carro, e em acompanhou até meu quarto.

Nos atracamos no elevador e quase chegamos nus ao meu andar, destrancar a porta e ser jogada contra a parede é o que eu precisava, o taxista sabia mesmo como pegar com vontade uma mulher e eu respondia com a mesma urgência, tirando camisa, desabotoando calça.

Nos amassamos, nos mordemos, nos chupamos, transamos como se nunca mais nos fosse possível estar com outra pessoa e no final, cai na cama, exausta e feliz. Naquela noite, dormi o sono dos justos (risos).

 

 

Na manhã seguinte, acordei toda dolorida, mas feliz como ha muito não me sentia, e agora, sempre que entro num táxi, dou uma paginada no motorista para ver se vale a pena…