Arquivo | abril, 2008

Pela Janela

30 abr

 

Dizem que todo ser humano tem um quê de exibicionista e/ou voyeur.

Eu com certeza sou um pouco (às vezes bastante) dos dois.

Durante algum tempo morei sozinha em um apartamento no centro da cidade. Foi uma época de muito trabalho, muito estudo e pouca diversão. Chegava em casa depois da aula, morta de cansaço. Como era um apartamento provisório, faltavam bastante coisas. Inclusive cortinas na janela da sala. Mas como eu raramente ficava em casa, não me importava.

Como sempre foi meu costume, entrava em casa e ia até o quarto tirar a roupa. E no verão era assim que ficava, nua.

Era uma noite de sexta-feira, e finalmente não precisaria acordar cedo na manhã seguinte. Fiz o de sempre, livrei-me logo das roupas e fiquei nua. Mas o calor era tanto que não consegui dormir. Fui então para a sala ver televisão.

Não lembro o que estava passando, mas lembro de estar há tempos sem namorado, por absoluta falta de tempo. E o reflexo azulado da televisão em minha pele me chamou a atenção. Olhei minhas coxas, e procurei o melhor ângulo de luz para elas. Depois a barriga, os seios. Gostei do que vi. Comecei a me tocar.

Deslizei minhas mãos pelas pernas, subi pelos quadris e encontrei meus mamilos já intumescidos. Lambi a ponta dos dedos e comecei a acariciá-los. Belisquei-os de leve, enquanto esfregava as coxas. Logo uma das mãos foi senti meu clitóris durinho. Comecei a acariciá-lo e fui tomada por um tesão incrível.

Enfiei um dedo, sentindo a minha vagina molhada. Trouxe o dedo até a boca, para sentir o meu gosto (adoro isso). Coloquei de novo, e assim fiquei, me esfregando e me tocando.

Quando senti o gozo se aproximando, coloquei três dedos dentro de mim e masturbei-me com força. Cheguei ao orgasmo praticamente só com as costas no sofá, e as pernas totalmente abertas.

Deixei-me escorregar, e fiquei ali curtindo aquela sensação gostosa pós gozo.

E só então me lembrei da janela. Olhei assustada para o escuro da rua, olhando rapidamente as janelas do prédio vizinho. Será que alguém me viu?


Borboleta

25 abr

O Ricardo falou em preliminares, e eu lembrei de uma looooonga preliminar.
Ganhei de presente de um antigo namorado uma borboleta. Uma borboleta estimuladora de clitóris! Vocês não imaginam a delícia que é.
É um mini vibrador em formato de borboleta, que fica preso no corpo por tiras de elástico. E o melhor: vem com controle remoto.
Foi um presente e uma promessa: estreá-lo juntos.

No nosso próximo encontro, lá estava eu: de saia, blusinha e sandália. E a borboleta na bolsa. Achei que fossemos ficar na casa dele, e confesso que fiquei meio chateada quando ele disse que sairíamos para jantar. Será que havia esquecido da borboleta?

Chegamos no restaurante, e ele logo pediu um vinho. Conversamos bastante, e eu mesma acabei esquecendo da borboleta. Mas depois de quase uma garrafa, ele pegou a minha bolsa que estava na cadeira ao seu lado e disse: vá ao banheiro e coloque a borboleta. Tentei argumentar que não era o melhor lugar para usá-la, que quando saíssemos dali poderíamos nos divertir à vontade. Mas acabei cedendo.

Voltei do banheiro sem calcinha, com a borboleta encostada no meu clitóris. Ele acenou para que sentasse ao seu lado, e assim eu fiz. Ele então sussurrou no meu ouvido para que entregasse o controle remoto à ele. Entreguei, já ansiosa para experimentar os efeitos da borboleta.

Mas se passaram alguns minutos e algumas taças mais de vinho, e eu não sentia absolutamente nada. Então ele roçou o queixo no meu pescoço e beijou a minha orelha, e acionou a vibração pelo controle remoto. Tenho certeza que dei um pulo na cadeira, em um primeiro momento pelo susto, e em seguida pela descarga de excitação que correu pelo meu corpo.

Sentia os bicos dos seios durinhos, e as mudanças da velocidade da vibração me deixavam sem saber o que viria a seguir. De vez em quando ele me beijava e falava em meu ouvido coisas que faria comigo naquela noite. Sob o efeito do vinho e do prazer eu aceitava tudo, concordava com tudo.

Sentia minha buceta ensopada, e mesmo sem querer me contorcia na cadeira. Pressionava as pernas, na esperança de que aquele objeto entrasse dentro de mim.

Não sei quanto tempo se passou, mas a sensação foi de que ficamos assim por mais de uma hora. E quando finalmente desistimos de jantar, ele me apertou contra o seu corpo e colocou a vibração no máximo. Gozei ali, sentada do restaurante, sem poder gemer e nem extravasar tudo que estava sentindo.

Claro que continuamos depois na casa dele. Vocês querem que eu conte?


Preliminares

22 abr

 

Dizem por aí que os homens não gostam de preliminares. Ou pelo menos não demonstram gostar.
Que dão meia dúzia de beijos e já querem meter, meter e meter tal qual um bate estacas.
Devo ser uma anomalia, então.
Sempre gostei de preliminares, sempre gostei de deixar o tal bate estacas pra quando a coisa já estiver no limite!
Gosto muito de todo aquele clima pré sexo, do cheiro, dos gemidos, do olhar pedindo mais. Os beijos, os toques, as mãos tocando em tudo e por tudo.
O hálito quente, a boca entreaberta, o olhar semicerrado, a entrega. Entrega à situação, ao prazer.
A línguas que duelam, primeiro uma contra a outra, depois uma em cada corpo buscando dar mais e mais prazer.
Os dedos entrando, os dedos saindo.
E por fim, o pedido. O pedido para ser comida.
Talvez por gostar muito de preliminares, quis escrever primeiro aqui no blog.
Espero que seja bom pra vocês.